Звідтриденост: Через конфлікт Трампа та Зеленського під загрозою ключова підтримка США Україні
Президенти Дональд Трамп і Володимир Зеленський перебувають у публічному конфлікті, який загрожує критично важливій підтримці Києва з боку США, зокрема обміну розвідданими, постачанню зброї та супутниковим сервісам Starlink і Starshield. Київ відмовився припинити удари по російських енергооб'єктах, а США тим часом звільнили російський експорт від частини санкцій та мит.
Pontos principais
- Відносини Трампа та Зеленського загострилися, під загрозою розвідспівпраця, постачання зброї та сервіси Starlink/Starshield
- США погрожують припинити обмін розвідданими з Україною; Зеленський каже, що українських командирів попереджали про скорочення або повну зупинку
- Трамп стверджує, що США продовжують ділитися розвідувальною інформацією з Україною
- Зеленський відмовився виконувати вимогу Трампа припинити удари по російських НПЗ, поки Москва продовжує бити по Україні
- За даними двох американських та одного західного посадовця, обмеження Starshield запроваджені за вказівкою Білого дому; Білий дім і SpaceX це заперечують
- США звільнили російський експорт від ключових санкцій та мит, що Зеленський назвав заохоченням для Москви
- Трамп у п'ятницю заявив, що продовжить взаємодіяти з обома сторонами: «Я хочу, щоб ця війна завершилася»
Porque é importante
Uma deterioração nas relações Washington–Kyiv pode atingir três pilares da defesa ucraniana de uma só vez: o fluxo de inteligência dos EUA, fundamental para antecipar ataques russos; as entregas de armamento; e a capacidade de comunicações via Starlink/Starshield, usada por drones e na logística de frente. Juntam-se a isto o levantamento parcial de sanções e tarifas sobre exportações russas e a pressão pública de Trump para que a Ucrânia deixe de atingir refinarias russas, que Zelensky rejeita enquanto a Rússia continuar a bombardear cidades ucranianas. Antigos responsáveis americanos advertem que esta rutura pode comprometer qualquer tentativa de pôr fim à guerra.
O que aconteceu
O desentendimento público entre Trump e Zelensky intensificou-se na semana de 17 de outubro de 2026. Trump voltou a criticar Zelensky pelo preço da energia e responsabilizou os ataques ucranianos a refinarias russas pela subida dos preços. Zelensky respondeu publicamente com críticas duras, sugerindo que Washington passou a favorecer Moscovo, e anunciou que a Ucrânia não deixará de atacar infraestruturas energéticas russas enquanto a Rússia continuar a atingir o território ucraniano.
Os relatos indicam que os EUA ponderam interromper ou reduzir o fornecimento de informações de inteligência a Kiev — algo que Zelensky diz ter sido comunicado a comandantes ucranianos, mas que Trump nega. Houve também quebras no serviço Starshield, a versão militar do Starlink da SpaceX. Segundo dois responsáveis americanos e um ocidental citados pela Axios, as restrições partiram de uma ordem da Casa Branca; o Presidente afirmou na sexta-feira que a Casa Branca não está envolvida, e um porta-voz negou o relato. A SpaceX atribui o problema a questões técnicas, mas a administração Trump e a empresa apontam-se mutuamente. Zelensky diz que testes feitos em países da UE não acusaram limitações, o que, na sua leitura, indica uma operação deliberada contra a Ucrânia.
Em paralelo, Washington isentou exportações russas de sanções e tarifas-chave pouco antes de estas entrarem em vigor, decisão que Zelensky classificou como um incentivo a Moscovo para prosseguir os ataques. Trump disse que vai continuar a trabalhar com Zelensky e Putin, acrescentando: «Quero que esta guerra termine». O encarregado de negócios da Ucrânia nos EUA, Denys Senik, reiterou em direto na Newsmax a gratidão de Kyiv a Trump e a disponibilidade para negociar com a Rússia.
Como o descrevem as fontes ucranianas
As fontes ucranianas centram a história na ameaça ao apoio americano, citando sobretudo Reuters e Axios. Sublinham a versão de Kiev: a crítica pública e frontal de Zelensky, a recusa em parar os ataques a refinarias russas e a leitura de que as falhas no Starlink são políticas, não técnicas. É também dado espaço a Denys Senik, que reafirma a gratidão a Trump e a abertura a negociações, como contraponto ao tom de confronto.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre a possibilidade de cortes na partilha de inteligência: Zelensky diz que comandantes ucranianos foram avisados de uma redução ou suspensão; Trump garante que a informação continua a ser partilhada. Sobre as restrições no Starshield/Starlink, dois responsáveis americanos e um ocidental afirmaram à Axios que houve uma ordem da Casa Branca, e um responsável ucraniano citou contactos na SpaceX com a mesma leitura. Trump declarou na sexta-feira que a Casa Branca não está envolvida e um porta-voz negou o relato do The Telegraph; a SpaceX aponta para problemas técnicos, enquanto administração e empresa trocam acusações. Há ainda divergência sobre a origem da ideia de limitar a largura de banda: o The Telegraph relatou que Elon Musk a propôs a Trump, e a Axios citou uma fonte segundo a qual Trump não levantou objeções, ao passo que a Casa Branca nega qualquer atraso no serviço.
Contexto
Trump tem criticado repetidamente Zelensky pelos preços da energia e pelos ataques ucranianos a refinarias russas. Zelensky recusa-se a suspender esses ataques enquanto a Rússia continuar a bombardear a Ucrânia. Autoridades ucranianas afirmam que continuam a dialogar com os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. O encarregado de negócios da Ucrânia nos EUA, Denys Senik, já tinha tornado pública a disponibilidade de Kyiv para conversações com Moscovo.