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Zelensky afirma que a Ucrânia precisa de cerca de 4 mil milhões de dólares para cobrir necessidades urgentes

O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia tem neste momento um défice de aproximadamente 4 mil milhões de dólares para fazer face a necessidades urgentes, indicando que a maior parte do montante deverá ser obtida através de ajuda bilateral e de acordos com a União Europeia. Zelensky disse também que existe «vontade política» para acelerar a concessão de um empréstimo de 12 mil milhões de dólares no próximo ano, embora tenha reconhecido que o défice ainda não está coberto.

Pontos principais

  • Zelensky afirmou que a Ucrânia precisa de cerca de 4 mil milhões de dólares para necessidades urgentes.
  • A maior parte do défice será coberta com ajuda bilateral e acordos com a UE.
  • O Ministério das Finanças sabe onde obter cerca de 3 mil milhões, mas o défice ainda não está coberto.
  • Existe «vontade política» para antecipar um empréstimo de 12 mil milhões de dólares no próximo ano.
  • A Ucrânia declarou ter um défice de 27 mil milhões de dólares no orçamento de defesa.
  • O primeiro-ministro Serhiy Koretsky atribuiu o problema ao custo crescente da guerra, à execução de despesas pelo Ministério da Defesa no primeiro semestre à custa do segundo e ao incumprimento de obrigações com parceiros.
  • O porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, afirmou em 2 de outubro que a Comissão considera que a Ucrânia não tem défice orçamental para 2026.

Porque é importante

A declaração de Zelensky dá uma dimensão concreta ao défice orçamental imediato da Ucrânia e mostra que Kiev conta com parceiros externos e com a UE para colmatar a maior parte da lacuna. Liga este défice a um contexto mais vasto, incluindo um hiato declarado de 27 mil milhões de dólares no orçamento de defesa e a possíveis atrasos em pagamentos não militares. Contradiz também a avaliação da Comissão Europeia de que a Ucrânia não tem défice orçamental em 2026.

O que aconteceu

O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou, em conversa com jornalistas relatada por um correspondente da Suspilne, que a Ucrânia tem neste momento um défice de cerca de 4 mil milhões de dólares para cobrir necessidades urgentes. Segundo Zelensky, a maioria do montante em falta será angariada através de ajuda bilateral e de acordos com a União Europeia. Zelensky indicou ainda que o Ministério das Finanças sabe onde obter aproximadamente 3 mil milhões da soma necessária, mas que o défice ainda não está totalmente coberto, e assinalou existir «vontade política» para antecipar um empréstimo de 12 mil milhões de dólares no próximo ano, descrevendo o desafio atual como «um problema muito menor do que antes». O primeiro-ministro Serhiy Koretsky atribuiu o défice ao custo crescente e mais tecnológico da guerra, ao facto de o Ministério da Defesa ter financiado despesas do primeiro semestre de 2026 à custa do segundo e ao incumprimento de obrigações com parceiros. O ministro das Finanças, Serhiy Marchenko, admitiu que alguns pagamentos não militares poderão ser atrasados. A Ucrânia declarou existir um défice de 27 mil milhões de dólares no orçamento de defesa.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As duas fontes fornecidas são ucranianas e reproduzem diretamente as declarações de Zelensky, destacando o valor de 4 mil milhões de dólares e os canais previstos para cobrir o défice — ajuda bilateral e acordos com a UE. A cobertura inclui também as explicações atribuídas ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças para a origem do défice.

Onde as versões divergem

Zelensky afirma que a Ucrânia tem um défice de cerca de 4 mil milhões de dólares para necessidades urgentes, enquanto o porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, declarou em 2 de outubro que a Comissão considera que a Ucrânia não tem défice orçamental para 2026, com base numa reunião com diplomatas ucranianos.

Contexto

Zelensky tinha dito anteriormente à Reuters que o atual défice orçamental seria resolvido até ao final do ano. Está em curso a discussão sobre a atribuição de um empréstimo de 12 mil milhões de dólares, havendo vontade política de o acelerar para o próximo ano.