Zelensky anuncia quatro ataques ucranianos na Rússia e no Mar Negro, incluindo petroleiro ao largo de Sóchi
O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as forças ucranianas atingiram, num só dia, quatro alvos que ajudam a Rússia a financiar e travar a guerra: duas instalações petrolíferas, um campo de treino e um alvo no Mar Negro. Zelensky enquadrou os ataques como resposta a um grande ataque combinado russo com mísseis e drones na noite anterior. O vídeo que acompanhou a publicação mostra um petroleiro em chamas perto de Sóchi, no Mar Negro.
Pontos principais
- Zelensky anunciou a 7 de outubro, no Telegram, quatro ataques ucranianos num só dia na Rússia e no Mar Negro
- Os alvos em terra incluem duas instalações petrolíferas e um campo de treino nas regiões de Perm, Samara e Astrakhan
- O quarto ataque atingiu um alvo no Mar Negro, que o vídeo do posto de Zelensky identifica como o petroleiro Aframax Rio perto de Sóchi
- O Aframax Rio, sob bandeira da Libéria e sob sanções ucranianas, faz parte da frota sombra russa e foi atingido por drones marítimos na noite de 6 de outubro
- Os 23 tripulantes, todos cidadãos indianos, foram resgatados sem vítimas; as autoridades de Sóchi restringiram o acesso a cais e praias
- Na noite anterior, a Rússia realizou um ataque combinado com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra várias cidades ucranianas, com mortos em Kremenchuk e Pryluky
- O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou a 4 de outubro que mais de 51% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi colocada fora de serviço pelos ataques de longo alcance
Porque é importante
Os ataques prolongam a campanha contra infraestruturas energéticas russas e estendem o seu alcance ao Mar Negro, com funcionários ucranianos a indicar que mais de metade da capacidade de refinação russa está inativa. O ataque ao petroleiro perto de Sóchi mostra um alargamento do leque de alvos à frota sombra da Rússia, um canal-chave de evasão de sanções. Zelensky enquadrou explicitamente os ataques como retaliação pelo ataque combinado russo da véspera, que fez vítimas civis, aumentando o risco de mais escalada. A escolha de alvos em Perm, Samara, Astrakhan e Volgograd mostra que os ataques ultrapassam as zonas de fronteira, incluindo uma refinaria da Lukoil já atingida várias vezes.
O que aconteceu
O Presidente Volodymyr Zelensky anunciou no seu canal Telegram a 7 de outubro de 2026 que, no dia anterior, as forças de defesa ucranianas tinham atingido quatro alvos que ajudam a Rússia a financiar e a travar a guerra. Segundo Zelensky, três dos alvos foram duas instalações petrolíferas e um campo de treino nas regiões russas de Perm, Samara e Astrakhan; o quarto foi um alvo no Mar Negro que não especificou. A publicação foi ilustrada com vídeo de um petroleiro em chamas perto de Sóchi, no Krai de Krasnodar. No início da noite de 6 de outubro, o ministro dos Transportes Andrey Nikitin informou que o petroleiro Aframax Rio, que navega sob bandeira da Libéria, tinha sido atacado na costa do Mar Negro, atingido por drones marítimos, tendo-se declarado um grande incêndio. Os 23 tripulantes — todos cidadãos indianos — foram resgatados, sem registo de vítimas. O Aframax Rio está sob sanções ucranianas e faz parte da frota sombra russa; as autoridades de Sóchi restringiram temporariamente o acesso a cais e praias. Zelensky enquadrou os ataques como uma resposta justa aos ataques russos contra a população ucraniana.
Como o descrevem as fontes ucranianas
As oito fontes fornecidas são ucranianas e em língua ucraniana, centrando uniformemente o anúncio de Zelensky e apresentando os ataques como uma resposta justificada aos ataques russos. A narrativa liga os ataques a ativos russos concretos de energia e militares — instalações petrolíferas, campo de treino, petroleiro da frota sombra — e apresenta-os como uma degradação da capacidade da Rússia para financiar e travar a guerra. A cobertura associa o anúncio dos ataques a uma descrição detalhada do ataque combinado russo anterior e do seu custo civil em cidades ucranianas, reforçando uma lógica de retaliação. Um dos artigos liga a paragem da refinaria de Volgograd à pressão mais ampla sobre o abastecimento de combustível na Rússia decorrente dos ataques repetidos à refinação.
Onde as versões divergem
Algumas manchetes de fontes ucranianas descrevem os ataques como «duas instalações petrolíferas e um campo de treino» na Rússia, enquanto outras enquadram os ataques do dia como quatro objetos distintos, incluindo um petroleiro no Mar Negro; o próprio posto de Zelensky não identificou explicitamente o quarto alvo. As regiões indicadas como localização das duas instalações petrolíferas e do campo de treino surgem, em várias versões, em conjunto como «regiões de Perm, Samara e Astrakhan», sem associar cada ataque a uma região específica, deixando a geografia de cada alvo pouco clara.
Contexto
Na noite anterior ao anúncio de Zelensky, a Rússia realizou um ataque combinado contra a Ucrânia com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones do tipo Shahed, com vítimas mortais em Kiev, Kremenchuk, Pryluky, Zaporizhzhia e Dnipro. Em 2 de outubro, as Forças de Defesa da Ucrânia tinham atacado instalações petrolíferas nas regiões russas de Samara e Volgograd; a refinaria de Volgograd, propriedade da Lukoil, suspendeu alegadamente os trabalhos após um ataque com drones. A refinaria tem uma capacidade de cerca de 14 milhões de toneladas de crude por ano (cerca de 280 000 barris por dia), cerca de 5% da capacidade total de refinação russa, e já tinha sofrido danos graves em ataques com drones em 29 de maio e 31 de julho. Um relatório do Ministério da Defesa da Ucrânia de 4 de outubro de 2026 indicou que mais de 51% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi desativada por ataques de longo alcance ucranianos. O Aframax Rio, atingido na noite de 6 de outubro, navega sob bandeira da Libéria, está sob sanções ucranianas e integra a frota sombra russa; os 23 tripulantes, todos cidadãos indianos, foram resgatados.