Drones atacam Perm e outras regiões russas; Zelensky reivindica ataques a refinarias
Na noite de 7 de setembro de 2026, drones atingiram a cidade russa de Perm, onde está localizada a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, uma das maiores da Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças ucranianas atacaram refinarias em três regiões russas — Perm, Ryazan e Tartaristão —, além de uma base de drones de ataque na região de Kursk e um alvo no mar Negro. As autoridades locais reportaram uma morte e quatro feridos em Perm.
Pontos principais
- Na noite de 7 de setembro, drones atingiram a cidade russa de Perm, que alberga a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, uma das maiores da Rússia, com capacidade para processar mais de 13 milhões de toneladas de petróleo por ano.
- Zelensky afirmou que as forças ucranianas de longo alcance atacaram refinarias nas regiões de Perm, Ryazan e Tartaristão, bem como um local de armazenamento e lançamento de drones de ataque na região de Kursk e um alvo no mar Negro.
- As autoridades locais de Perm reportaram uma morte e quatro feridos; um edifício residencial de vários andares foi danificado por um drone.
- O governador de Perm, Dmitry Makhonin, afirmou que 27 drones foram abatidos sobre a região.
- O satélite NASA FIRMS detetou um incêndio na área da refinaria de Perm, com início não depois da 1:00 da hora local.
- Também foram registadas explosões e trabalho de defesa antiaérea em Rostov, Chuvásia, Voronezh e Belgorod; em Taganrog foi reportado um incêndio numa base aérea.
- Mais de 50% dos produtos petrolíferos da refinaria de Perm destinam-se à exportação, e o complexo situa-se a mais de 1.600 km da fronteira com a Ucrânia.
- Esta foi a segunda ataque com drones a Perm em poucas semanas, após o ataque de 21 de agosto que, segundo relatos, danificou uma unidade de destilação primária atmosférica-a-vácuo da refinaria.
Porque é importante
Um segundo ataque com drones a Perm em poucas semanas evidencia a capacidade da Ucrânia de atingir alvos a mais de 1.600 km de profundidade no território russo. A Lukoil-Permnefteorgsintez é uma das maiores refinarias da Rússia, processa mais de 13 milhões de toneladas de petróleo por ano e exporta mais de metade da sua produção, pelo que qualquer dano pode afetar a oferta interna de combustível e os volumes de exportação. Ao reivindicar publicamente ataques a refinarias em três regiões, além de uma base de drones em Kursk e um alvo no mar Negro, Zelensky alargou o âmbito reconhecido das operações de longo alcance. A noite também provocou vítimas e danos colaterais longe dos alvos declarados — uma morte e quatro feridos em Perm, duas mortes na região de Belgorod e danos em Voronezh, Chuvásia e Taganrog.
O que aconteceu
Na noite de 7 de setembro de 2026, drones atingiram várias regiões russas, com a cidade de Perm no centro da vaga de ataques. Perm alberga a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, do grupo Lukoil, que processa mais de 13 milhões de toneladas de petróleo por ano e se situa a mais de 1.600 km da fronteira com a Ucrânia. Imagens de satélite da NASA FIRMS detetaram um incêndio na área da refinaria, com início não depois da 1:00 hora local, e foi observada uma coluna de fumo negro sobre o complexo. O governador regional Dmitry Makhonin afirmou que 27 drones foram abatidos sobre Perm. As autoridades locais reportaram uma morte e quatro feridos e a danos num edifício residencial de vários andares. Cerca das 4:00, o ministério da segurança territorial de Perm declarou um regime de «perigo de drones». Numa publicação no Telegram, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky afirmou que as forças ucranianas tinham atingido refinarias em três regiões — Perm, Ryazan e Tartaristão —, bem como um local de armazenamento e lançamento de drones de ataque na região de Kursk e um alvo nas águas do mar Negro, descrevendo os ataques como uma resposta justa aos ataques russos à Ucrânia e agradecendo às unidades envolvidas pela sua precisão. Ataques também foram reportados em outras regiões: em Taganrog (oblast de Rostov) foi registado um incêndio numa base aérea, confirmado pelo governador Yuri Slyusar; na Chuvásia um drone danificou uma torre de comunicações móveis, sem vítimas segundo o governador Oleg Nikolaev; na região de Voronezh destroços danificaram três casas, quatro carros, uma linha elétrica e um trator; e na região de Belgorod foram reportadas duas mortes.
Como o descrevem as fontes ucranianas
As notícias ucranianas colocam o ataque a Perm em destaque nas aberturas e chamam a atenção para a escala da refinaria e a sua distância da Ucrânia, sublinhando a capacidade de longo alcance. Zelensky enquadrou a noite como uma operação coordenada de múltiplos alvos, e não como um incidente isolado, mencionando refinarias em três regiões, uma base de drones em Kursk e um alvo no mar Negro. A cobertura também liga o ataque à sequência anterior de 21 de agosto, quando uma unidade de destilação da Lukoil-Permnefteorgsintez foi provavelmente danificada, e ao incêndio de 2 de setembro na fábrica de motores de foguetes Proton-PM em Perm, apresentando um padrão de pressão sobre os locais industriais e militares da cidade.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre o alvo concreto em Perm: a maioria aponta para a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, apoiada por imagens de satélite da NASA FIRMS e por uma coluna de fumo negro na área, mas uma versão alternativa sustenta que o alvo poderá ter sido uma fábrica de pólvora e a empresa Mashinostroitel no bairro de Zakamsk, que produz componentes de motores de avião e motores de foguete de combustível sólido. Paralelamente, alguns artigos indicam que, à data de publicação, as forças ucranianas não tinham comentado oficialmente os ataques, embora Zelensky tenha, separadamente, reclamado os ataques a refinarias em Perm, Ryazan e Tartaristão e à base de drones em Kursk; não consta, no material fornecido, uma declaração militar oficial ucraniana com data.
Contexto
A Lukoil-Permnefteorgsintez pertence ao grupo Lukoil e está localizada em Perm, a mais de 1.600 km da fronteira com a Ucrânia. Perm já tinha sido atingida por drones em 21 de agosto; nesse ataque anterior, uma unidade de destilação primária atmosférica-a-vácuo da refinaria foi provavelmente danificada, e Zelensky confirmou um ataque ucraniano à refinaria e ao aeródromo militar de Marynivka. Em 2 de setembro, um incêndio separado ocorreu na fábrica de motores de foguetes Proton-PM, em Perm. Após o ataque de 21 de agosto, foram impostas restrições temporárias à chegada e partida de aeronaves no aeroporto de Bolshoye Savino, em Perm.