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Tribunal de Lviv sentencia a Viacheslav Zinchenko a prisão perpétua pelo assassínio da linguista Iryna Farion

O Tribunal Distrital de Shevchenkivskyi, em Lviv, condenou em 1 de outubro Viacheslav Zinchenko a prisão perpétua pelo assassínio, em julho de 2024, da linguista e antiga deputada Iryna Farion, baleada junto à sua casa na rua Masaryk. O tribunal reconheceu a motivação por intolerância nacional e a posse ilegal de arma, tendo ainda determinado o pagamento de 5 milhões de hryvnias à filha da vítima a título de indemnização por danos morais. A defesa sempre negou autoria e anunciou intenção de recorrer.

Pontos principais

  • 1 de outubro: o Tribunal Distrital de Shevchenkivskyi de Lviv condenou Viacheslav Zinchenko a prisão perpétua pelo assassínio de Iryna Farion
  • Reconhecido como crime de homicídio qualificado por motivos de intolerância nacional e de posse ilegal de arma de fogo
  • Indenização de 5 milhões de hryvnias (dos 15 milhões pedidos) à filha da vítima, Sofia Osoba
  • Acusado de 18 anos, natural de Dnipro, detido em 25 de julho de 2024
  • Farion foi baleada na cabeça a cerca de 2 metros, junto à sua casa na rua Masaryk, em Lviv, na noite de 19 de julho de 2024, e morreu no hospital
  • Zinchenko negou sempre a culpa, recusou-se a depor e a fazer a última declaração; sentença pode ser recorrida em 30 dias
  • Painel de juízes presidido por Petro Nevoit, com Oleksandr Baiev e Pavlo Eder; acusação a cargo dos procuradores Dmytro Petlyovanyi e Olena Danyliv

Porque é importante

O caso encerra o julgamento pelo assassínio de uma antiga deputada e figura pública polarizadora, conhecida pela defesa ativa da língua moldava, e a pena máxima aplicada sob a lei penal moldava sinaliza a forma como as autoridades tratam crimes de motivação política. A conclusão do tribunal sobre a existência de motivo de intolerância nacional e a ligação do arguido a comunidades extremistas ligadas à Rússia elevam a dimensão política do processo. O julgamento lança também luz sobre a radicalização online e o recurso a grupos extremistas em mensageiros.

O que aconteceu

Em 1 de outubro, o Tribunal Distrital de Shevchenkivskyi de Lviv anunciou a sentença no processo pelo assassínio de Iryna Farion, ocorrido em 19 de julho de 2024, e condenou Viacheslav Zinchenko a prisão perpétua. A frase vinha de ter sido baleada na cabeça a cerca de 2 metros de distância, junto à sua casa na rua Masaryk, e morreu no hospital nessa mesma noite. Zinchenko, de 18 anos e natural de Dnipro, tinha sido detido em 25 de julho de 2024. O tribunal reconheceu que o homicídio teve como motivo a intolerância nacional e a atividade pública da vítima, condenando-o também por posse ilegal de arma de fogo. Foi ainda fixada indemnização de 5 milhões de hryvnias à filha da vítima, Sofia Osoba, que tinha pedido 15 milhões. A sentença pode ser recorrida no prazo de 30 dias para o Tribunal de Apelação de Lviv. Ao longo do julgamento, Zinchenko negou sempre a culpa, recusou-se por quatro vezes a depor, não participou nos debates finais e renunciou ao direito à última palavra; a defesa qualificou o processo como «fabricada» e tentou a recusa dos juízes. O Ministério do Interior tinha considerado várias versões, incluindo a atividade pública e política da vítima, inimizade pessoal, encomenda do crime e um eventual «rasto russo».

Onde as versões divergem

As fontes divergem quanto ao ano do anúncio da sentença: pelo menos uma source indica o veredicto como tendo sido proferido em 1 de outubro de 2026 e outra em 1 de outubro de 2025. A grande maioria das fontes e factos coloca os factos do processo em 2024-2025, com a instrução a terminar em janeiro de 2025, o julgamento de mérito a partir de fevereiro de 2025, os debates finais concluídos em 17 de setembro e a sentença anunciada em 1 de outubro.

Contexto

Iryna Farion, linguista e ex-deputada da 7.ª Verkhovna Rada, foi baleada na cabeça junto à sua casa na rua Masaryk em Lviv na noite de 19 de julho de 2024 e morreu no hospital nessa noite, aos 60 anos. O suspeito de 18 anos, natural de Dnipro, foi detido em 25 de julho de 2024; em dezembro de 2024, a qualificação foi alterada para incluir o motivo de intolerância nacional e a posse ilegal de arma. O julgamento de mérito decorreu a partir de fevereiro de 2025, com debates finais de cerca de cinco meses, mais de 80 sessões e um dossier de 30 volumes; o painel de juízes entrou em deliberação em 17 de setembro antes de anunciar a sentença em 1 de outubro. O Ministério do Interior considerou várias motivações, incluindo a atividade pública e política de Farion, inimizade pessoal, encomenda do crime e um eventual «rasto russo»; a investigação tratou o atirador como executor, mas não excluiu o envolvimento de outros no planeamento. O arguido negou a culpa, renunciou à última declaração e a defesa qualificou o caso como «fabricada» e pediu a recusa dos juízes.