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SBU anuncia ter impedido série de ataques planeados na Ucrânia, incluindo explosão de grua em Cherniguive

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou ter impedido uma série de ataques terroristas, incêndios criminosos e uma agressão encomendada organizados por um ex-adjunto do chefe do Serviço Estatal de Emergências (DSNS) e por um responsável regional de um partido político. Entre os planos estava o rebentamento de uma grua de construção junto a um complexo residencial em Cherniguive, de modo a que caísse sobre um prédio de apartamentos e veículos civis, e o ataque a um edifício militar de recrutamento (TCC) na região dos Cárpatos (Prikarpattia).

Pontos principais

  • SBU anuncia ter impedido série de ataques terroristas, incêndios criminosos e agressão encomendada
  • Uma grua de construção em Cherniguive seria explodida para cair sobre um prédio de apartamentos e veículos civis
  • SBU simulou a explosão que teria atingido um edifício do Centro Territorial de Recrutamento (TCC) na região dos Cárpatos
  • Ex-adjunto do chefe do DSNS ordenou o ataque a residências de juízes do Tribunal de Apelo de Cherniguive que o condenaram em 2024 a sete anos de prisão por roubo de carro
  • O mesmo ex-funcionário encomendou ataque a ativista/blogue de Cherniguive, com tiros nos membros e ácido sulfúrico
  • Chefes de uma secção regional de partido político e cúmplice, no estrangeiro, notificados de suspeita à revelia e a colocar em lista internacional de procurados
  • Identificação dos suspeitos pelos media Ukrainska Pravda e LIGA.net: Oleh Averyanov (ex-adjunto do chefe do DSNS em 2015–2016) e Dmytro Nikitin (chefe da organização regional do Batkivshchyna em Cherniguive)

Porque é importante

A trama incluía ataques concebidos para causar vítimas civis em massa — uma grua deliberadamente derrubada sobre um prédio de habitação e um engenho caseiro arremessado para um edifício militar — e visava um coletivo de juízes em funções e um ativista cívico, levantando dúvidas sobre terrorismo doméstico e ameaças à independência judicial e à sociedade civil na Ucrânia. Os suspeitos incluem um ex alto funcionário do DSNS e um chefe regional de um partido relevante (Batkivshchyna, segundo órgãos de comunicação que citam fontes policiais), que estarão no estrangeiro e serão colocados em lista internacional de procurados, o que dá ao caso uma dimensão transfronteiriça. A operação foi conduzida como ação controlada — a SBU garante ter infiltrado operacionais no grupo e simulado as explosões — pelo que nenhum ataque chegou a ocorrer e o processo judicial se sustenta em provas do estádio preparatório.

O que aconteceu

A SBU comunicou que impediu uma série de ataques planeados, incêndios criminosos e uma agressão encomendada, com suspeitos notificados ao abrigo de vários artigos do Código Penal da Ucrânia, incluindo tentativa de ato terrorista, tentativa de ofensa corporal grave intencional e preparação para destruição ou dano de propriedade de juiz por incêndio ou explosão. Os principais suspeitos são um ex-adjunto do chefe do Serviço Estatal de Emergências (DSNS) e um líder de uma organização regional de partido político. Um grupo criminal planeava explodir uma grua de construção junto a um complexo residencial em Cherniguive, de modo a que caísse sobre um prédio de apartamentos adjacente e veículos civis. A SBU infiltrou operacionais no grupo e simulou as explosões, o que também permitiu impedir o ataque a um edifício do Centro Territorial de Recrutamento (TCC) na região dos Cárpatos, no qual os «executores» deveriam fabricar um engenho com plasticidade e detonadores elétricos para o arremessar pela janela. O ex-funcionário do DSNS ordenou ainda o ataque às casas dos juízes que em 2024 o tinham condenado a sete anos de prisão por roubo de automóvel e o ataque a um ativista e blogueiro da região de Cherniguive, a quem seria disparado nos membros e derramado ácido sulfúrico. O chefe da secção regional de Cherniguive do partido (Batkivshchyna, segundo Ukrainska Pravda e LIGA.net, citando fontes policiais) e um cúmplice foram notificados de suspeita à revelia e serão colocados em lista internacional de procurados.

Contexto

Em 2024, o Tribunal de Apelo de Cherniguive condenou o ex-adjunto do chefe do DSNS a sete anos de prisão por roubo de automóvel — motivo que, segundo a SBU, está na origem das ordens para bombardear as casas dos juízes e atacar o ativista. Fontes policiais citadas pela Ukrainska Pravda e pela LIGA.net identificam o ex-funcionário do DSNS como Oleh Averyanov, adjunto do chefe do DSNS em 2015–2016, e o chefe da organização regional do Batkivshchyna em Cherniguive como Dmytro Nikitin.