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Zelenskyy pede aos EUA que deixem os ucranianos decidir sobre eleições

Numa entrevista ao Corriere della Sera, o presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou compreender porque é que a Rússia insiste em eleições presidenciais na Ucrânia, mas considerou «estranho» que os parceiros norte-americanos façam o mesmo. Zelenskyy sublinhou que é impossível realizar eleições democráticas sob ataques de rockets e drones, e instou os Estados Unidos a deixarem os próprios ucranianos decidirem esta questão.

Pontos principais

  • Zelenskyy disse que eleições seguras exigem condições de segurança.
  • Zelenskyy pediu aos EUA que deixem os ucranianos decidir sobre eleições.
  • As eleições não são uma questão central na sociedade ucraniana, segundo Zelenskyy.
  • O Presidente dos EUA Donald Trump tinha apelado à Ucrânia para eleger um novo presidente.
  • Trump afirmou que uma mudança de liderança poderia ajudar a alcançar a paz com a Rússia.

Porque é importante

A intervenção de Zelenskyy inscreve a questão de saber se e quando a Ucrânia deve realizar eleições como uma matéria que cabe aos próprios ucranianos decidir, em resposta direta à pressão pública do Presidente dos Estados Unidos para uma mudança de liderança na Ucrânia. Ao ligar o tema das eleições ao processo mais amplo de paz com a Rússia, o pronunciamento expõe a tensão entre o calendário político pedido por Washington e as condições de segurança num país sob ataques quotidianos.

O que aconteceu

Numa entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o presidente Volodymyr Zelenskyy abordou as pressões dos Estados Unidos e da Rússia para a realização de eleições presidenciais na Ucrânia. Zelenskyy afirmou compreender a insistência russa, mas considerou «estranho» que os parceiros norte-americanos adoptem a mesma posição. Sublinhou que, sob ataques de rockets e drones, não é possível realizar eleições verdadeiramente democráticas. O presidente ucraniano declarou que «ninguém se agarra ao seu cadeirão» e apelou aos norte-americanos: «Permitam que os ucranianos resolvam eles próprios as suas eleições». Acrescentou que a questão eleitoral não está central na sociedade ucraniana neste momento e que, caso haja eleições, os militares na frente, os ucranianos no estrangeiro e os que estão no país devem poder votar. Zelenskyy também afirmou não ter intenções de renunciar e garantiu ter informações de que os europeus entendem que eleições podem dividir a Ucrânia e prejudicar a sua capacidade de resistência.

Como o descrevem as fontes internacionais

A agência noticiosa anglófona APA, do Azerbaijão, destaca no início da sua cobertura a afirmação de Zelenskyy de que têm de ser garantidas condições seguras para a realização de eleições. Este enquadramento privilegia o argumento logístico e de segurança como ponto central da posição ucraniana.

Contexto

O Presidente dos EUA Donald Trump tinha já publicamente apelado à Ucrânia para eleger um novo presidente, sugerindo que uma mudança de liderança poderia ajudar a alcançar a paz com a Rússia.