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Zelensky anuncia datas preliminares para reuniões com enviados de Trump em Moscovo e Kiev

Em 3 de setembro, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que foram acordadas datas preliminares para reuniões com representantes do presidente dos EUA, Donald Trump, em Moscovo e em Kiev, e que a Ucrânia aguarda a reunião na capital ucraniana nos próximos dias. O anúncio foi feito no habitual vídeo-noticiário da noite, após Zelensky ter reunido com a equipa que conduz as negociações com os enviados norte-americanos. Steve Witkoff e Jared Kushner são os enviados especiais de Trump referidos como potenciais visitantes a Kiev.

Pontos principais

  • 3 de setembro: Zelensky anunciou datas preliminares para reuniões com enviados de Trump em Moscovo e Kiev.
  • Os enviados norte-americanos nomeados são Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais de Trump.
  • A Ucrânia espera a reunião em Kiev «nos próximos dias».
  • Zelensky afirmou que a comunicação com a equipa norte-americana decorre «efetivamente 24/7».
  • 31 de agosto: Zelensky falou por telefone com Witkoff e Kushner sobre coordenação das negociações e possíveis vias para a paz.
  • Segundo o jornalista da RFE/RL Alex Raufoglu, a visita poderia acontecer durante eventos do 35.º aniversário da independência da Ucrânia, tendo sido ligeiramente adiada, mas não cancelada, devido ao aumento dos ataques a Kiev.
  • Zelensky tinha criticado como «desrespeito» o facto de os enviados de Trump terem visitado Moscovo várias vezes sem nunca terem ido a Kiev.

Porque é importante

O anúncio sinaliza uma via diplomática paralela em que Washington dialoga simultaneamente com Kiev e Moscovo, procurando impulsionar uma solução para a guerra. A deslocação dos enviados especiais a Kiev — a primeira deste tipo — responde a uma crítica pública de Zelensky, que considerou desrespeitoso os enviados norte-americanos visitarem Moscovo sem nunca terem estado na Ucrânia. O movimento sugere uma intensificação da mediação norte-americana, num momento em que outras frentes, como a conversa de 31 de agosto entre o secretário do Tesouro dos EUA Scott Bessent e o seu homólogo russo à margem da cimeira do G20, também estão ativas.

O que aconteceu

Em 3 de setembro, no seu habitual endereço em vídeo noturno, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que existem datas preliminares acordadas para reuniões com representantes do presidente dos EUA Donald Trump. Zelensky indicou que os enviados norte-americanos confirmaram a realização de reuniões em Moscovo e em Kiev, e que a Ucrânia espera receber a delegação em Kiev «nos próximos dias». Os enviados nomeados são Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais de Trump. Zelensky acrescentou que manteve uma reunião com a equipa responsável pelas negociações com os representantes norte-americanos e que a comunicação com a parte americana decorre «efetivamente 24/7». O anúncio surge após uma conversa telefónica, em 31 de agosto, entre Zelensky, Witkoff e Kushner, durante a qual foram discutidos a coordenação das equipas de negociação e o desenvolvimento de soluções de paz.

Contexto

A 25 de agosto, o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Moscovo, tendo Trump sugerido que a viagem «poderá produzir algo». A 31 de agosto, Zelensky falou por telefone com Witkoff e Kushner, afirmando depois que os enviados estavam a preparar uma visita à Ucrânia. No mesmo dia, o secretário do Tesouro dos EUA Scott Bessent encontrou-se com o seu homólogo russo à margem de uma cimeira do G20 para discutir o plano de paz de Trump para a Ucrânia. O jornalista da RFE/RL Alex Raufoglu noticiou que Witkoff e Kushner poderiam visitar Kiev pela primeira vez durante os eventos do 35.º aniversário da independência da Ucrânia, com a visita «ligeiramente adiada, mas não cancelada» devido ao aumento dos ataques russos sobre Kiev. Zelensky já tinha criticado publicamente como «desrespeito» o facto de os enviados de Trump terem visitado Moscovo várias vezes sem nunca terem viajado para Kiev.