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Zelensky diz que Ucrânia respeitou cessar-fogo energético enquanto Rússia continuou a bombardear

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que, nas 48 horas seguintes ao anúncio do cessar-fogo energético feito por Donald Trump, a Ucrânia não atacou infraestruturas petrolíferas ou energéticas russas, ao contrário da Rússia, que continuou a bombardear alvos energéticos e infraestruturas críticas em 19 regiões ucranianas. Zelensky afirmou que Moscovo "não ouviu" Washington e sublinhou a disponibilidade de Kiev para passos recíprocos, desde que aumente a pressão sobre a Rússia.

Pontos principais

  • Zelensky afirma que a Ucrânia não atacou refinarias nem infraestruturas energéticas russas nas 48 horas após o cessar-fogo.
  • A Rússia continuou os ataques contra alvos energéticos e infraestruturas críticas ucranianas no mesmo período.
  • Os ataques russos abrangeram 19 regiões da Ucrânia, segundo Zelensky.
  • Trump anunciou um cessar-fogo energético em 11 de outubro; segundo a Axios, abrange apenas ataques a refinarias.
  • Zelensky diz que Moscovo "não ouviu" Trump e deu sinais claros de que não pretende abster-se de atacar a Ucrânia.
  • Zelensky declarou que Kiev está pronto para medidas recíprocas, mas que é preciso aumentar a pressão sobre Moscovo.
  • A administração Trump terá ameaçado suspender a partilha de informações e as compras europeias de armas norte-americanas se a Ucrânia mantiver os ataques a alvos energéticos russos.

Porque é importante

A declaração constitui o primeiro teste concreto do cessar-fogo energético anunciado por Trump e evidencia a posição de Kiev: a Ucrânia demonstra restrição unilateral enquanto Moscovo a ignora. Este enquadramento reforça diplomaticamente a Ucrânia e cria uma pressão potencial sobre Washington, num contexto em que a administração Trump terá ameaçado suspender a partilha de informações e o sistema de aquisição de armas se Kiev mantiver os ataques a alvos energéticos russos.

O que aconteceu

Volodymyr Zelensky afirmou, em mensagem publicada em 13 de outubro no seu canal do Telegram, que a Ucrânia não realizou ataques contra refinarias russos nem contra infraestruturas energéticas russas nas 48 horas seguintes ao anúncio do cessar-fogo energético feito por Donald Trump em 11 de outubro. Segundo Zelensky, no mesmo período a Rússia continuou a bombardear alvos energéticos e infraestruturas críticas ucranianas, atingindo 19 regiões. O presidente ucraniano acrescentou que a Rússia "não ouviu" Trump e deu sinais claros de que não pretende abster-se de atacar a Ucrânia. Zelensky declarou-se disponível para medidas recíprocas que reduzam a tensão, mas sublinhou que isso exige um aumento da pressão sobre Moscovo. Segundo a Axios, o cessar-fogo anunciado por Trump abrange apenas ataques a refinarias.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Os três meios de comunicação ucranianos fornecidos — Suspilne Novyny, NV e Hromadske Radio — centram a cobertura na declaração de Zelensky e destacam o contraste entre a contenção ucraniana e a continuação das agressões russas. Apresentam a Rússia como parte não recetiva ao cessar-fogo intermediado pelos EUA, reforçando a narrativa de que Moscovo não demonstra qualquer intenção de recuar.

Contexto

O cessar-fogo energético foi anunciado por Trump em 11 de outubro. De acordo com a Axios, abrange apenas ataques a refinarias. A 10 de outubro, a Axios noticiou que os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner terão ameaçado, em negociações em Miami, que Trump cortaria o acesso de Kiev a informações de inteligência se a Ucrânia não parasse os ataques a refinarias russos. O Financial Times relatou que a administração Trump ameaçou suspender o sistema de aquisição de armas que abastece a Ucrânia. A CNN, citando dois responsáveis europeus, noticiou que Washington advertiu Kiev e os aliados europeus de que poderia suspender a partilha de informações e as compras europeias de armamento norte-americano para a Ucrânia caso prosseguissem os ataques a alvos energéticos russos. Zelensky afirmou que está aberto a passos recíprocos para diminuir a tensão, mas que a pressão sobre Moscovo precisa de ser reforçada, e que "as guerras terminam quando o agressor sente que já não tem possibilidade de as prolongar".