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Ucrânia eleita para o Conselho de Direitos Humanos da ONU para 2027–2029

A Assembleia-Geral da ONU elegeu a 13 de outubro a Ucrânia para o Conselho de Direitos Humanos da ONU no mandato 2027–2029, com 162 votos a favor. O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, que apresentou as prioridades de Kyiv para o novo mandato, incluindo a responsabilização pelas violações cometidas pela Rússia, mecanismos internacionais de documentação, proteção de prisioneiros de guerra e o regresso de crianças deportadas. Trata-se do quinto mandato da Ucrânia no Conselho.

Pontos principais

  • Eleição a 13 de outubro pela Assembleia-Geral da ONU para o mandato 2027–2029
  • 162 Estados-membros votaram a favor da candidatura da Ucrânia
  • Anúncio feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Andrii Sybiha na rede social X
  • Prioridades declaradas: responsabilização pelas violações russas, documentação internacional, proteção de prisioneiros de guerra e regresso de crianças deportadas
  • É o quinto mandato da Ucrânia no Conselho
  • Outros países eleitos em conjunto: Brasil, Gana, República Dominicana, Zâmbia, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Moldávia, Nepal, Nigéria, Alemanha, Uruguai e Japão
  • Um cabeçalho descreve o mandato como tendo dois anos, enquanto a maioria das fontes indica três anos (2027–2029)

Porque é importante

A Ucrânia assegurou o seu quinto mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU, com um nível de apoio descrito pela Missão ucraniana nas Nações Unidas como recorde. O mandato coincide com a fase em que Kyiv pretende colocar a guerra no centro da agenda de direitos humanos, em particular a responsabilização pelas violações russas, a documentação internacional e o regresso das crianças deportadas. Paralelamente, os Estados Unidos saíram do Conselho por decisão do Presidente Donald Trump, conhecida em 5 de fevereiro de 2025, o que dá à presença da Ucrânia um peso simbólico adicional.

O que aconteceu

A 13 de outubro, a Assembleia-Geral das Nações Unidas elegeu a Ucrânia para o Conselho de Direitos Humanos da ONU para o mandato de três anos 2027–2029. A candidatura recebeu 162 votos a favor. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, anunciou o resultado na sua conta na rede social X, indicando que o trabalho diplomático da Missão ucraniana junto da ONU durou mais de um ano. A Missão Permanente da Ucrânia junto da ONU qualificou os 162 votos como um nível de apoio recorde na ONU. Sybiha enquadrou a presença no Conselho como uma continuação da defesa da Ucrânia face à agressão russa e enumerou as prioridades: responsabilização pelas violações cometidas pela Rússia, apoio a mecanismos internacionais de documentação e investigação, proteção de prisioneiros de guerra e civis detidos ilegalmente, e esforços pelo regresso das crianças ucranianas deportadas e deslocadas à força. O Conselho é descrito como a principal instituição da ONU responsável pela proteção dos direitos humanos a nível mundial. O mandato 2027–2029 é o quinto da Ucrânia; os anteriores foram 2006–2008, 2008–2011, 2018–2020 e 2021–2023. Foram também eleitos, entre outros, Brasil, Gana, República Dominicana, Zâmbia, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Moldávia, Nepal, Nigéria, Alemanha, Uruguai e Japão. Foi ainda referida a eleição do candidato ucraniano Anton Symkovych para o Subcomité das Nações Unidas para a Prevenção da Tortura (2027–2030) e a nomeação do ucraniano Mykola Gnatovskyy para chefiar uma secção do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Todas as fontes fornecidas são ucranianas. A cobertura é apresentada como um sucesso diplomático, com a Missão junto da ONU a classificar o resultado como um nível de apoio recorde na ONU. Sybiha e os relatos ucranianos ligam explicitamente o novo mandato à defesa face à agressão russa, sublinhando as prioridades de responsabilização, documentação, prisioneiros de guerra e regresso das crianças deportadas. Algumas peças contextualizam o resultado com a saída dos Estados Unidos do Conselho, sublinhando o compromisso continuado de Kyiv num espaço do qual outra grande potência se retirou.

Onde as versões divergem

Uma fonte descreve o próximo mandato como tendo dois anos, enquanto a maioria das fontes e o próprio corpo do artigo indicam três anos (2027–2029). O nome do ministro dos Negócios Estrangeiros surge grafado de formas diferentes consoante as fontes (por exemplo, 'Andrii Sybiha' e 'Andriy Sybiha').

Contexto

Os mandatos no Conselho de Direitos Humanos da ONU têm a duração fixa de três anos, após o qual os Estados podem ser reconduzidos. A Ucrânia integra o Conselho pela quinta vez, depois dos mandatos 2006–2008, 2008–2011, 2018–2020 e 2021–2023. A Missão Permanente da Ucrânia junto da ONU indicou que a equipa diplomática trabalhou mais de um ano na candidatura e qualificou os 162 votos como um nível de apoio recorde na ONU. Os outros Estados eleitos em conjunto com a Ucrânia incluem Brasil, Gana, República Dominicana, Zâmbia, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Moldávia, Nepal, Nigéria, Alemanha, Uruguai e Japão. Em paralelo, foi noticiada a saída dos Estados Unidos do Conselho por decisão do Presidente Donald Trump, facto tornado público a 5 de fevereiro de 2025, e a eleição de Anton Symkovych para o Subcomité das Nações Unidas para a Prevenção da Tortura (2027–2030), bem como a nomeação de Mykola Gnatovskyy para chefiar uma secção do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.