Rússia atinge Ponte Norte de Kiev com drone durante visita do chanceler alemão Merz
Na manhã de 4 de outubro de 2026, as forças russas atingiram a Ponte Norte (Pivnichnyi) de Kiev com um drone, pelo segundo dia consecutivo, no âmbito de um ataque noturno com 135 drones contra a Ucrânia. O ataque danificou uma conduta de aquecimento no distrito de Desnianskyi, deixou dois feridos e coincidiu com a visita surpresa do chanceler alemão Friedrich Merz à capital ucraniana.
Pontos principais
- Na manhã de 4 de outubro, um drone russo atingiu a Ponte Norte de Kiev, danificando o pavimento — segundo ataque consecutivo contra essa infraestrutura.
- O ataque também danificou uma conduta de aquecimento no distrito de Desnianskyi, deixando residentes temporariamente sem água quente; duas pessoas ficaram feridas.
- No ataque noturno foram lançados 135 drones (52 do tipo Shahed reativo, Gerbera, Banderol/Dan-T e drones de imitação Paródia) a partir de Oriol, Kursk, Millerovo, Primorsko-Akhtarsk, Donetsk ocupada e Hvardiiske, na Crimeia ocupada.
- Até às 08:30, a defesa antiaérea ucraniana tinha abatido ou suprimido 123 dos 135 drones e 2 mísseis Banderol/Dan-T.
- Na semana anterior, a Rússia utilizou contra a Ucrânia mais de 1.900 drones de ataque, 1.700 bombas aéreas e 25 mísseis, segundo o Presidente Zelenskyy.
- Nos dias 1 e 2 de outubro, drones russos atingiram por cinco vezes a Ponte Sul de Kiev, danificando o tabuleiro, uma estrutura de suporte, as barreiras de proteção e o revestimento de betão da linha de metro — a ponte está totalmente fechada ao trânsito e ao metro.
- O chanceler alemão Friedrich Merz visitou Kiev em 4 de outubro e anunciou novas ajudas militares e para o setor energético; Zelenskyy indicou que serão divulgados acordos com a Alemanha para reforçar a defesa.
- O Presidente Zelenskyy relatou ainda ataques a um armazém de produtos médicos em Sumy (uma vítima mortal) e a uma empresa de telecomunicações em Dnipro, no total de seis feridos nos ataques de 4 de outubro.
Porque é importante
A Ponte Norte é uma das principais travessias sobre o Dnipro que liga as duas margens de Kiev; o seu encerramento ou restrição, em conjunto com o fecho prévio da Ponte Sul, ameaça provocar graves perturbações no trânsito, no transporte público e na logística da capital. A coincidência do ataque com a visita surpresa do chanceler Friedrich Merz e os anúncios de nova ajuda alemã sublinham a dimensão simbólica e estratégica do momento, no meio de uma campanha aérea russa em escalada — mais de 1.900 drones de ataque numa só semana, segundo Zelenskyy.
O que aconteceu
Na madrugada de 4 de outubro de 2026 (a partir das 18:00 de 3 de outubro), a Rússia atacou a Ucrânia com 135 drones de ataque — 52 deles do tipo Shahed reativo, além de Gerbera, Banderol/Dan-T e drones de imitação Paródia — lançados a partir de Oriol, Kursk, Millerovo e Primorsko-Akhtarsk (Rússia) e dos territórios ocupados de Donetsk e da Crimeia (Hvardiiske). Até às 08:30, a defesa antiaérea ucraniana tinha abatido ou suprimido 123 dos 135 drones e 2 mísseis Banderol/Dan-T.
Na manhã de 4 de outubro, um drone russo atingiu a Ponte Norte (Pivnichnyi) de Kiev, abrindo uma cratera no pavimento e obrigando ao desvio parcial de trânsito — o segundo ataque consecutivo a esta infraestrutura, depois do impacto de 3 de outubro que tinha já danificado o tabuleiro e a rede de contacto dos elétricos. Duas pessoas ficaram feridas no ataque de 4 de outubro (uma hospitalizada, outra assistida no local) e uma conduta de aquecimento ficou danificada no distrito de Desnianskyi, deixando residentes temporariamente sem água quente.
No distrito de Dnipro, destroços de drone caíram no telhado de uma casa particular e em terreno aberto perto de uma estrada, sem incêndios. No distrito de Desnianskyi, a queda de destroços provocou um incêndio num edifício não residencial. A Câmara de Kiev (KMDA) reorganizou o transporte público: os eletríveis Eleven 29, 30, 31 e 47 foram desviados para a Praça Darnytsia (margem esquerda) e para a estação de metro Pochaina (margem direita); os autocarros 22 e 91 passaram temporariamente a circular entre margens pela Ponte Darnytskyi; o autocarro 114 passou a atravessar o atravessamento Podilskyi.
O ataque coincidiu com a visita surpresa, de comboio, do chanceler alemão Friedrich Merz a Kiev, durante a qual anunciou novos pacotes de ajuda militar e para o setor energético e sublinhou que a segurança alemã depende do desfecho da guerra. Zelenskyy, por seu lado, mostrou vídeo do impacto na Ponte Norte e anunciou acordos com a Alemanha para reforçar a defesa, indicando ainda que, na semana anterior, a Rússia utilizou mais de 1.900 drones de ataque (mais de 800 reativos), 1.700 bombas aéreas e 25 mísseis contra a Ucrânia; reportou igualmente ataques a um armazém de produtos médicos em Sumy (uma vítima mortal) e a uma empresa de telecomunicações em Dnipro (várias pessoas feridas).
Como o descrevem as fontes ucranianas
As fontes ucranianas destacam sobretudo as consequências internas do ataque: a queda de destroços e incêndios em distritos específicos de Kiev (Desnianskyi, Dnipro, Holosiivskyi, Darnytskyi), a danificação da conduta de aquecimento e a perda temporária de água quente, os desvios no transporte público e a interrupção das travessias do Dnipro — incluindo a Ponte Sul, encerrada desde os ataques de 1–2 de outubro. A cobertura integra o ataque no balanço semanal de Zelenskyy (mais de 1.900 drones de ataque, 1.700 bombas aéreas e 25 mísseis), na performance da defesa antiaérea e nos anúncios de acordos com a Alemanha para reforçar a defesa durante a visita de Merz. O Presidente da Câmara Klitschko descreve a cidade como estando numa «situação muito dramática», com a Rússia a bater-se contra infraestruturas críticas, logística e habitação.
Como o descrevem as fontes internacionais
A comunicação internacional (incluindo agências e imprensa em língua inglesa) enquadra o ataque como tendo ocorrido durante a visita surpresa do chanceler Merz a Kiev, salientando o simbolismo do momento e o pacote alemão anunciado — 1.000 milhões de euros em ajuda militar e 350 milhões de euros para a recuperação do setor energético — bem como a declaração de Merz de que a Ucrânia atravessa semanas decisivas e de que a segurança da própria Alemanha está ligada ao desfecho da guerra. A cobertura internacional sublinha a motivação estratégica russa — alvos descritos como pontes usadas para movimentar tropas e cargas militares, na sequência do aviso prévio do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo — e o risco de um «pesadelo logístico» caso os ataques continuem e as travessias tenham de permanecer encerradas. Inclui também a condenação da embaixadora da UE em Kiev, Kateryna Maternova, e as cifras de apoio europeu (28,3 mil milhões de euros em planos de aquisição de produtos de defesa e 6,6 mil milhões de euros em ajuda militar).
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobretudo no número de alertas de ataque aéreo durante a noite de 3–4 de outubro em Kiev: algumas contabilizam dois ou três alertas, enquanto um relato consolidado posterior aponta até seis alertas ao longo da noite. Uma narrativa centrada em Kiev atribui o colapso de transportes de sexta-feira aos ataques de 1–2 de outubro contra a Ponte Sul; a cobertura mais ampla confirma essa datação, sem ambiguidade. Reporta-se também uma variação menor no número de drones reativos contabilizados.
Contexto
Entre 1 e 2 de outubro, drones russos atingiram por cinco vezes a Ponte Sul de Kiev, danificando o tabuleiro, uma estrutura de suporte, as barreiras de proteção e o revestimento de betão da linha de metro; a ponte foi totalmente encerrada ao trânsito rodoviário e ao metro, provocando um colapso de transportes na cidade. Em 3 de outubro, um drone russo atingiu a Ponte Norte, danificando o tabuleiro e a rede de contacto dos elétricos e ferindo duas pessoas, com o trânsito na ponte restringido. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo tinha avisado previamente cidadãos estrangeiros e diplomatas para saírem de Kiev, alegando que seriam realizados novos ataques; Moscovo afirmou que os drones visaram as duas pontes por serem usadas para transferir tropas e cargas militares. Em 3 de outubro, o ministro da Restauração, Infraestruturas e Transportes, Mykola Kalashnyk, anunciou a construção de travessias de reserva (aterros com pontões, concebidos para cobrir pelo menos 50% da capacidade) caso as pontes ficassem danificadas. A 28 de setembro, Zelenskyy afirmou que a defesa antiaérea abate cerca de 70% dos drones em ataques massivos (57% dos reativos); a 29 de setembro indicou que a Ucrânia identificou os primeiros protótipos de armas para abater Shaheds reativos.