Kyiv repara secção da Ponte Norte danificada por ataque russo de drones
A 6 de outubro, a autarquia de Kyiv anunciou que a secção da Ponte Norte (Pivnichnyi) danificada por um ataque de drones russos em 4 de outubro foi reparada, e que o abastecimento de água quente foi restabelecido no distrito de Desnianskyi. Os ataques de 1 a 4 de outubro contra a Ponte Sul e a Ponte Norte, os primeiros a atingir uma grande ponte sobre o Dniepre em Kyiv desde o início da invasão em grande escala, provocaram restrições de tráfego e uma paralisia de transportes na capital.
Pontos principais
- A autarquia de Kyiv (KMDA) anunciou em 6 de outubro a reparação da secção da Ponte Norte danificada no ataque de 4 de outubro.
- Os trabalhos incluíram o reforço da base da faixa de rodagem, a cobertura com uma placa metálica especial e uma nova camada de asfalto.
- Foi também reparada a conduta de aquecimento (тепломагістраль) junto à Ponte Norte, e o fornecimento de água quente foi restabelecido no distrito de Desnianskyi.
- Em 1 de outubro, drones russos atingiram várias vezes a Ponte Sul, danificando a estrutura de suporte e o revestimento protetor de betão da linha de metro.
- Em 3 de outubro, um drone russo atingiu a Ponte Norte, abrindo uma cratera, danificando a rede de contacto dos elétricos e ferindo duas pessoas.
- Em 4 de outubro, um novo drone atingiu a Ponte Norte, abrindo uma grande cratera no pavimento.
- Foram os primeiros ataques russos a uma grande ponte de transporte sobre o Dniepre em Kyiv desde o início da invasão em grande escala.
- O tráfego nas principais pontes foi encerrado ou restringido, provocando o bloqueio de grandes artérias e alterações de rotas e horários nos transportes públicos.
Porque é importante
Os ataques foram os primeiros contra uma grande ponte de transporte sobre o Dniepre em Kyiv desde o início da invasão em grande escala, marcando uma mudança da Rússia para infraestruturas urbanas críticas. As restrições de tráfego paralisaram os transportes na capital, duas pessoas ficaram feridas e residentes do distrito de Desnianskyi ficaram sem água quente devido aos danos na conduta de aquecimento. A limitada rede de malhas do Dniepre em Kyiv expôs a vulnerabilidade da cidade e motivou propostas que vão de travessias de reserva e um possível túnel a esquemas flexíveis de pessoal no comércio e tráfego de sentido único por hora do dia.
O que aconteceu
A 6 de outubro, a KMDA anunciou que os especialistas da KP «Kyivavtoshlyakhmist» repararam a secção da Ponte Norte danificada no ataque de 4 de outubro. Os trabalhos incluíram o reforço da base da faixa de rodagem, a cobertura com uma placa metálica especial e a colocação de uma nova camada de betão asfáltico. As equipas repararam também elementos estruturais que ligam partes da ponte e garantem a sua resistência e estabilidade. A KP «Kyivteploenergo» reparou uma conduta de aquecimento danificada junto à Ponte Norte e o fornecimento de água quente foi restabelecido aos residentes do distrito de Desnianskyi.
Estes reparos surgem na sequência de uma série de ataques de drones russos contra pontes de Kyiv. Em 1 de outubro, drones russos atingiram várias vezes a Ponte Sul, danificando a estrutura de suporte e o revestimento protetor de betão da linha de metro. Em 3 de outubro, um drone atingiu a Ponte Norte, danificando o pavimento e a rede de contacto dos elétricos e ferindo duas pessoas (uma hospitalizada, outra assistida no local). Na manhã de 4 de outubro, um novo drone atingiu a Ponte Norte, abrindo uma grande cratera no pavimento.
As restrições ao tráfego nas maiores pontes de Kyiv provocaram uma paralisia de transportes: as principais artérias da cidade ficaram bloqueadas e os transportes públicos circulavam por percursos novos e com horários alterados. A circulação dos comboios da linha verde (Syretsko-Pecherska) do metro sobre a Ponte Sul foi suspensa após os ataques e retomada a 4 de outubro, com restrições que permitem apenas um comboio na ponte de cada vez, com inversões alternadas em Vydubychi e Osokorky, e regulação pelos reguladores nas horas de ponta.
A Ukrzaliznytsia lançou a partir dessa data 18 serviços adicionais do Kyiv City Express no percurso Vydubychi–Darnytsia–Vydubychi para melhorar as ligações entre a margem direita e a margem esquerda. Após os ataques, o tráfego na Ponte Sul e na Ponte Podilsko-Voskresenskyi passou a ser restringido em 15 minutos durante os alertas aéreos, enquanto as restantes pontes funcionam sem restrições.
Várias grandes cadeias de retalho em Kyiv — Foxtrot, Comfy e Auchan Ucrânia — preparam horários flexíveis com rotação entre lojas, trabalho à distância e coordenação de boleias, para que os funcionários trabalhem na margem do Dniepre onde residem. A empresa municipal Teplokomunenerho começou a compilar listas de pessoal por distrito de residência e transferiu alguns trabalhadores entre unidades da margem esquerda e da margem direita.
Como o descrevem as fontes ucranianas
Todas as fontes são ucranianas em língua e publicação e atribuem uniformemente os danos às pontes aos ataques russos com drones, designando «Rússia» ou «ataque russo» como origem. A cobertura centra-se em instituições e intervenientes de Kyiv: a KMDA, a KP «Kyivavtoshlyakhmist», a KP «Kyivteploenergo», a Ukrzaliznytsia e os especialistas nomeados Oleh Hrechukh e Oleksandr Serhiienko. A reportagem sublinha as consequências práticas para os residentes — a paralisia dos transportes, a perda de água quente no distrito de Desnianskyi, os dois feridos e a resposta dos retalhistas e das empresas municipais. Muitos artigos vão além da notícia da reparação para discutir a resiliência a longo prazo: travessias de reserva sobre o Dniepre, um possível túnel, pontões, camuflagem das pontes e gestão revista do tráfego.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre o número de feridos: a maioria refere dois feridos no ataque de 3 de Outubro à Ponte Norte, mas algumas indicam também dois feridos no ataque de 4 de Outubro à mesma ponte. Divergem igualmente sobre se a transferência de pessoal do Teplokomunenerho de uma unidade da margem esquerda para a margem direita está relacionada com os ataques às pontes — a empresa não confirmou a ligação. Por fim, há desacordo sobre a justeza da prática de encerrar as pontes durante os alertas aéreos: o analista Oleksandr Serhiienko considera-a ilógica e contraproducente, enquanto uma outra fonte de engenharia argumenta que a defesa antiaérea é a única proteção eficaz e que as medidas de engenharia têm valor limitado.
Contexto
Os ataques de 1 a 4 de outubro de 2025 contra as pontes Sul e Norte de Kyiv, os primeiros a atingir uma grande ponte sobre o Dniepre em Kyiv desde o início da invasão em grande escala, provocaram restrições de tráfego e uma paralisia de transportes na capital. A circulação da linha verde do metro foi suspensa após os ataques à Ponte Sul e retomada em 4 de outubro com restrições severas. A Ukrzaliznytsia lançou 18 serviços adicionais do Kyiv City Express no percurso Vydubychi–Darnytsia–Vydubychi. O engenheiro Oleh Hrechukh estimou a reconstrução completa de uma passagem elevada de tamanho médio em 600–700 milhões de UAH e 1–1,5 anos, e uma nova grande travessia sobre o Dniepre em pelo menos 15 mil milhões de UAH e mais de dois anos, considerando irrealista construir de raiz nas condições atuais e apontando como solução prática os pontões temporários. O analista Oleksandr Serhiienko propôs tráfego de sentido único por hora do dia, camuflagem adicional das pontes e brigadas de engenharia de serviço, criticando o encerramento total das pontes durante os alertas. O ministro Mykola Kalashnyk anunciou planos para travessias de reserva sobre o Dniepre e, a mais longo prazo, um túnel. Os grandes retalhistas de Kyiv prepararam horários flexíveis e a empresa municipal Teplokomunenerho começou a reorganizar o seu pessoal.