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Secretário da Defesa dos EUA afirma que parte das tropas pode ser retirada da Europa para o Hemisfério Ocidental

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no sábado que parte do pessoal militar norte-americano estacionado na Europa poderá ser reempregue no Hemisfério Ocidental, no quadro da intensificação da campanha contra os cartéis de droga na América Central e do Sul. Segundo Hegseth, as forças serão redistribuídas para uma nova base a construir nos Estados Unidos ou para outras posições no Hemisfério Ocidental.

Pontos principais

  • O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em 3 de outubro que parte do pessoal militar norte-americano pode ser reempregue da Europa para o Hemisfério Ocidental.
  • A reafectação está ligada à campanha da administração Trump contra os cartéis de droga na América do Sul.
  • Hegseth disse que os EUA têm «um conjunto totalmente novo de opções de pressão económica e militar».
  • Os soldados destacados serão enviados para uma nova base nos EUA, anunciada dias antes, ou para combater organizações terroristas no Hemisfério Ocidental.
  • O Pentágono está a realizar uma revisão de seis meses da postura militar dos EUA na Europa, com conclusão prevista para dezembro.
  • Hegseth mencionou parcerias dos EUA com o Equador, Honduras, Guatemala e Panamá e referiu a captura do antigo líder venezuelano Nicolás Maduro.
  • O anúncio surge na sequência da informação de que os EUA retirarão vários milhares de militares da Alemanha em 2026 e de relatos sobre uma possível redução de um terço do contingente norte-americano na Europa.

Porque é importante

Uma potencial retirada de tropas dos EUA da Europa sinaliza uma mudança na postura militar norte-americana relevante para a defesa do continente no âmbito da NATO. A medida é apresentada como parte da intensificação da campanha dos EUA contra os cartéis de droga e está enquadrada na revisão de seis meses da postura militar norte-americana na Europa, destinada a transferir responsabilidades de defesa rotineiras para os aliados europeus. Juntam-se outros sinais de redução, incluindo a retirada de vários milhares de militares da Alemanha em 2026 e a hipótese de corte de cerca de um terço do contingente dos EUA na Europa.

O que aconteceu

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no sábado, dia 3 de outubro, em declarações a jornalistas em Colorado Springs, no estado do Colorado, que parte do pessoal militar norte-americano destacado na Europa pode ser reempregue para o Hemisfério Ocidental. Segundo Hegseth, esta redistribuição está ligada à intensificação da campanha da administração Trump contra os cartéis de droga na América do Sul e ao reforço da presença dos EUA na América Central e do Sul.

Hegseth explicou que algumas das forças e meios serão enviados para uma nova e «grande e linda» base que os EUA planeiam construir no território norte-americano, anunciada dias antes, ou para outras posições no Hemisfério Ocidental onde combaterão «organizações terroristas». O secretário da Defesa sublinhou que as Forças Armadas norte-americanas estão «em guerra» com os cartéis de droga e que a administração pretende intensificar essa luta.

Entre os parceiros referenciados pelo responsável estão o Equador, Honduras, Guatemala e Panamá. Hegseth invocou igualmente um «movimento arrojado» do Presidente Donald Trump na Venezuela, referindo-se à captura do antigo líder venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas, e afirmou que os EUA dispõem agora de «um conjunto totalmente novo de opções de pressão económica e militar».

O anúncio surge no contexto da revisão de seis meses que o Pentágono está a conduzir sobre a postura militar dos EUA na Europa, com conclusão prevista para dezembro, e que visa transferir responsabilidades de defesa rotineiras para os aliados da NATO no continente. Em 2 de maio, soube-se que os EUA retirarão vários milhares de militares da Alemanha durante 2026, e a 19 de maio o Comandante Supremo Aliado da NATO na Europa, general Grinkevich, confirmou a saída de 5.000 tropas norte-americanas da Europa, garantindo que tal não afetará a capacidade de defesa da Aliança. Em 17 de setembro, a NBC News noticiou que os EUA podem cortar um terço do seu contingente na Europa apesar da ameaça russa.

Num discurso na quarta-feira, Hegseth já tinha convidado os governadores dos estados norte-americanos a candidatar os seus territórios a acolher a «próxima grande» base militar dos EUA e anunciou uma redução de 20% nos cargos de generais e oficiais generais das Forças Armadas.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As duas fontes fornecidas, a agência Укрінформ e o meio LIGA.net, são fontes ucranianas em língua ucraniana que cobrem as declarações de Hegseth numa perspetiva de notícia e agência. A cobertura centra-se no anúncio da reafectação e enquadra-o em notícias anteriores sobre a retirada de tropas norte-americanas da Europa e na revisão da postura militar norte-americana no continente em curso no Pentágono.

Contexto

Hegseth falou com os jornalistas em Colorado Springs, Colorado, e referiu a captura do antigo líder venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Mencionou parcerias dos EUA com o Equador, Honduras, Guatemala e Panamá, e afirmou que Washington dispõe de «um conjunto totalmente novo de opções de pressão económica e militar». Num discurso de quarta-feira, tinha convidado os governadores dos estados norte-americanos a candidatar os seus territórios a acolher a «próxima grande» base militar dos EUA, e anunciou uma redução de 20% nos cargos de generais e oficiais generais das Forças Armadas. O Comandante Supremo Aliado da NATO na Europa, general Grinkevich, já tinha confirmado a retirada de 5.000 tropas dos EUA da Europa. O Wall Street Journal noticiou que os EUA planeiam dissolver uma unidade de drones de ataque na Europa, criada no início de 2026 com base na experiência ucraniana.