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Pentágono pondera retirar até 25 mil soldados da Europa, a maior redução desde a Guerra Fria

O Pentágono está a avaliar um plano para retirar aviões, navios, armamento e dezenas de milhares de militares dos Estados Unidos estacionados na Europa, no âmbito de uma revisão de seis meses da presença norte-americana no continente. O corte pode chegar a cerca de 25 mil efetivos, ou um terço do contingente de 80 mil, e a recomendação final será entregue ao Presidente em 6 de novembro.

Pontos principais

  • O Pentágono considera retirar aviões, navios, armamento e dezenas de milhares de militares norte-americanos da Europa.
  • O corte pode atingir cerca de 25 mil soldados, ou um terço do contingente de 80 mil na Europa.
  • Um responsável norte-americano e outra fonte apontam que a redução pode chegar a 40 mil soldados, metade do contingente.
  • Trata-se da maior redução da presença norte-americana na Europa desde o fim da Guerra Fria nos anos 90.
  • Em junho, o Pentágono anunciou uma revisão de seis meses da presença militar dos EUA na Europa.
  • O general da Força Aérea Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da NATO na Europa, entrega a 18 de setembro a sua análise ao secretário Pete Hegseth.
  • Hegseth recebe a recomendação final em 6 de novembro e apresenta-a depois ao Presidente; só depois haverá decisões sobre retiradas.

Porque é importante

Uma retirada desta dimensão seria o maior corte nas forças norte-americanas na Europa desde o fim da Guerra Fria, levantando preocupações entre republicanos, democratas e governos europeus de que a medida incentive a Rússia num momento de perceção de crescente agressão russa. A revisão insere-se na estratégia «America First» do Presidente Trump e coincide com relatos de fricções com vários aliados europeus. A recomendação ao Presidente está prevista para 6 de novembro.

O que aconteceu

O Pentágono está a avaliar um plano para retirar aviões, navios, armamento e dezenas de milhares de militares dos Estados Unidos estacionados na Europa, no quadro de uma revisão de seis meses anunciada em junho. Segundo as informações disponíveis, o corte pode ascender a cerca de 25 mil efetivos, ou um terço do contingente total de 80 mil soldados norte-americanos na Europa, embora um responsável norte-americano e outra fonte tenham indicado que a redução poderá ser maior, até 40 mil, o equivalente a metade do contingente.

O general da Força Aérea Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da NATO na Europa e chefe do Comando Europeu dos EUA, deve entregar a 18 de setembro a sua análise ao secretário da Defesa, Pete Hegseth. A análise deverá apresentar quatro opções, incluindo reduções nas forças aéreas, navais e terrestres norte-americanas ou outros ativos, e possivelmente a redistribuição de algumas tropas para países da fronteira oriental da NATO. Hegseth receberá a recomendação final em 6 de novembro, que apresentará depois ao Presidente, e quaisquer retiradas ocorrerão apenas depois dessa data.

De acordo com um alto funcionário do Departamento da Defesa e outros dois responsáveis, ainda não foi tomada qualquer decisão.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As duas fontes ucranianas enquadram o possível recuo como um risco para a segurança europeia face à crescente agressão russa, citando legisladores e aliados que alertam que a medida incentivaria Moscovo. Destacam a escala do corte — descrito como o maior desde a Guerra Fria — e sublinham que os contingentes afetados estão concentrados na Alemanha, Itália e Espanha. Ambas as fontes referem igualmente a ligação à estratégia «America First» de Trump e salientam que a decisão ainda está por tomar.

Onde as versões divergem

As fontes divergem quanto à dimensão do corte: a maioria dos relatos aponta para cerca de 25 mil soldados (aproximadamente um terço do contingente), enquanto um responsável norte-americano e outra fonte indicam que a redução pode chegar a metade do contingente, ou cerca de 40 mil soldados.

Contexto

O atual contingente militar norte-americano na Europa ronda os 80 mil efetivos. A Alemanha acolhe a maior fatia, com cerca de 36 mil soldados, seguida de Itália com cerca de 12 mil. No último ano, os EUA já retiraram duas brigadas de combate rotativas da Alemanha, iniciaram a retirada de cerca de 5 mil militares da área de treino de Grafenwöhr (noticiada em maio de 2026) e reduziram substancialmente a presença na Estónia. Em junho, o Pentágono anunciou uma revisão de seis meses da presença militar norte-americana na Europa, e em 18 de setembro o general Alexus Grynkewich entrega a sua análise ao secretário da Defesa Pete Hegseth.