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EUA convocam reunião de sete aliados da NATO para discutir o futuro da Aliança

Uma reunião sob liderança dos EUA com representantes de ministérios da Defesa de sete países da NATO vai realizar-se na Polónia nas próximas semanas, no chamado formato do Grupo de Bergen. Do encontro estão excluídos o Reino Unido, a França e os países bálticos. A iniciativa coincide com a preparação, pelo Pentágono, de uma revisão da presença militar norte-americana na Europa, prevista para 6 de novembro.

Pontos principais

  • Reunião de representantes da Defesa de sete países da NATO decorre na Polónia nas próximas semanas, sob égide dos EUA.
  • Formato é o chamado Grupo de Bergen: EUA, Alemanha, Noruega, Suécia, Finlândia, Países Baixos e Polónia.
  • Reino Unido, França e países bálticos não foram convidados.
  • Coordenação do lado norte-americano está a cargo do vice-secretário de Defesa Elbridge Colby.
  • Objetivo é preparar propostas sobre o futuro da NATO a discutir depois por todos os membros.
  • Pentágono prepara também uma revisão da presença militar dos EUA na Europa, com prazo de 6 de novembro.
  • Segundo a Politico, a administração Trump elaborou uma lista de aliados "desobedientes e obedientes".

Porque é importante

A reunião é convocada pelos Estados Unidos, o que sinaliza uma intervenção direta de Washington na definição do futuro da NATO. A ausência de grandes aliados europeus como o Reino Unido e a França expõe divisões internas na Aliança. O encontro acompanha uma revisão do Pentágono sobre a presença militar norte-americana na Europa, com conclusão prevista para 6 de novembro, que pode redesenhar os compromissos de defesa transatlânticos. As notícias de que a administração Trump elaborou listas de aliados "obedientes e desobedientes" sugerem uma ligação explícita entre o apoio dos aliados às posições norte-americanas e o seu peso nas discussões na NATO.

O que aconteceu

Nas próximas semanas vai realizar-se na Polónia uma reunião de representantes dos ministérios da Defesa de sete países da NATO, sob a égide dos Estados Unidos. A reunião acontece no chamado formato do Grupo de Bergen — que reúne EUA, Alemanha, Noruega, Suécia, Finlândia, Países Baixos e Polónia — e tem como objetivo discutir o futuro da Aliança e a futura distribuição de responsabilidades pela sua segurança. Do lado norte-americano, a coordenação está a cargo do vice-secretário de Defesa Elbridge Colby. O Reino Unido, a França e os países bálticos não foram convidados. De acordo com as informações disponíveis, o formato mais restrito visa preparar propostas que possam depois ser discutidas por todos os membros da NATO. A primeira notícia sobre a reunião foi publicada pela Politico.

Como o descrevem as fontes ucranianas

A cobertura ucraniana centra-se na liderança norte-americana da iniciativa e na ausência de aliados europeus-chave, apresentando a reunião como um sinal de pressão dos EUA sobre o alinhamento interno da NATO. A imprensa ucraniana destaca a ligação entre a reunião, a revisão da presença militar norte-americana na Europa e as listas norte-americanas que classificam o comportamento dos aliados, sublinhando a incerteza para a segurança do continente que é também diretamente relevante para a Ucrânia.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre se a ausência do Reino Unido, França e países bálticos é um facto incontestado ou se já gerou controvérsia. Divergem também sobre a razão indicada para a administração Trump elaborar uma lista de aliados "desobedientes e obedientes": uma das versões liga essa lista à recusa de alguns aliados em apoiar uma guerra dos EUA contra o Irão.

Contexto

O formato do Grupo de Bergen reuniu anteriormente vice-ministros da Defesa e chefes de Estado-Maior em Bergen, na Noruega. O eurodeputado polaco Adam Bielan salientou que a NATO tem reuniões em muitos formatos diferentes, enquadrando a reunião do Grupo de Bergen como mais um desses canais de rotina. O Presidente da Letónia, Edgars Rinkēvičs, alertou que a Europa não acompanha o desenvolvimento da tecnologia de drones e a evolução da guerra aérea e que a maioria dos países da NATO continua, por isso, mal preparada para um eventual ataque de mísseis russo.