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Quatro deputados dos EUA apelam a Trump para não aliviar sanções à Rússia e aplicar a 'Lei Graham'

Quatro membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, integrantes do Congressional Ukraine Support Group, enviaram uma carta a Donald Trump a pedir que não enfraqueça as sanções contra a Rússia e que aplique, em vez disso, a chamada "Lei Graham", que prevê restrições duras contra Moscovo. A carta é uma resposta a notícias de que a administração Trump equacionava aliviar sanções e restabelecer laços económicos com a Rússia em troca da libertação de prisioneiros políticos.

Pontos principais

  • Os signatários são Marcy Kaptur, Brian Fitzpatrick, Mike Quigley e Joe Wilson, membros do Congressional Ukraine Support Group e copresidentes da Ukrainian Caucus no Congresso dos EUA.
  • A carta responde a notícias de que a administração ponderava libertação de prisioneiros políticos russos em troca do alívio de sanções e da restauração de laços económicos com Moscovo.
  • Os deputados argumentam que aliviar sanções encorajaria a Rússia e prolongaria a guerra.
  • Instaram Trump a aprovar rapidamente as medidas previstas na "Lei Graham" e afirmaram que "a paz na Europa só pode ser alcançada pela força".
  • A "Lei Graham" fixa 18 de outubro como prazo para o Presidente dos EUA anunciar sanções contra a Rússia.
  • O projeto foi assinado por Trump entre 18 e 19 de setembro como "Lindsey O. Graham Act on Imposing Sanctions against Russia and Iran of 2026", após o senador Lindsey Graham ter falecido subitamente a 11 de julho.

Porque é importante

O apelo sinaliza resistência congressional a qualquer afrouxamento das sanções dos EUA contra a Rússia durante a guerra e mostra apoio bipartidário à manutenção ou ao reforço da pressão económica sobre Moscovo. Os deputados associaram a sua posição a uma proposta concreta, noticiada pela comunicação social, de trocar o alívio de sanções pela libertação de prisioneiros políticos, elevando a tensão do debate político. A carta recorda ainda o prazo legal de 18 de outubro imposto pela "Lei Graham", segundo o qual o Presidente dos EUA é obrigado a anunciar sanções contra a Rússia.

O que aconteceu

Quatro deputados dos EUA enviaram uma carta ao Presidente Donald Trump a apelar a que não enfraqueça as sanções contra a Rússia e que aplique a chamada "Lei Graham", que estabelece restrições severas contra Moscovo. Os signatários — Marcy Kaptur, Brian Fitzpatrick, Mike Quigley e Joe Wilson — são membros do Congressional Ukraine Support Group e copresidentes da Ukrainian Caucus no Congresso. O documento foi publicado na conta X do grupo e surgiu em reação a relatos de que a administração Trump considerava propor a Moscovo a libertação de prisioneiros políticos russos em troca do alívio de sanções e do restabelecimento de laços económicos. Na carta, os parlamentares afirmam que, enquanto continuar a invasão em larga escala da Ucrânia com o objetivo de conquistar o país e ameaçar os aliados europeus, os EUA devem tomar todas as medidas necessárias para travar Vladimir Putin, a quem classificam como criminoso de guerra. Defendem ainda que aliviar a pressão económica encorajaria a Rússia e prolongaria a guerra, e concluem que a paz na Europa só pode ser alcançada pela força.

Contexto

Em abril de 2025, os senadores Lindsey Graham e Richard Blumenthal apresentaram um projeto de lei que previa uma tarifa de 500% sobre importações de países que continuassem a comprar petróleo e outras matérias-primas russas. Em junho de 2025, o The Wall Street Journal noticiou que a administração Trump tentava convencer Graham a suavizar o projeto, e a Politico indicou que o texto poderia ser significativamente enfraquecido antes da aprovação. A 10 de julho de 2026, o senador Graham anunciou em conferência de imprensa durante uma visita a Kiev que tinha sido alcançado um acordo com a Casa Branca sobre uma nova versão do projeto. No dia 11 de julho, Lindsey Graham morreu subitamente. A 16 de setembro, a Câmara dos Representantes aprovou o projeto, que Trump assinou na noite de 18 para 19 de setembro como "Lindsey O. Graham Act on Imposing Sanctions against Russia and Iran of 2026". A lei autoriza tarifas de até 10% sobre países que continuem a comprar energia russa — outras fontes referem até 100% — e alarga restrições ao comando militar russo, aos setores financeiro e energético, a fornecedores estrangeiros e aos navios da "frota sombra", reforçando o controlo de exportações de bens que a Rússia possa usar para produzir armas. Antes da carta dos deputados, um grupo de senadores democratas já tinha emitido uma declaração conjunta a instar Trump a aplicar a "Lei Graham" e tarifas punitivas sobre compradores de energia russa, e o próprio Presidente afirmou, no seu discurso na Assembleia Geral da ONU, estar disposto a aplicá-la "se necessário".