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Zelensky demite o procurador-geral Kravchenko após investigação da NABU/SAP

O presidente Volodymyr Zelensky assinou a 15 de março de 2026 um decreto a demitir o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, no dia seguinte a 317 deputados da Verkhovna Rada terem votado a favor da sua exoneração. A demissão ocorre no meio de uma investigação da NABU e da SAP sobre um alegado encobrimento de centros de chamadas. Os cabeças das procuradorias regionais de Khmelnytskyi e Dnipropetrovsk são apontados como principais candidatos à sucessão, com Anton Kovalsky considerado o favorito.

Pontos principais

  • Zelensky assinou a 15 de setembro o decreto de exoneração de Ruslan Kravchenko como procurador-geral.
  • A Verkhovna Rada votou 317 votos a favor da demissão no mesmo dia.
  • Kravchenko renunciou ao cargo no âmbito de uma investigação da NABU e da SAP sobre alegado encobrimento de centros de chamadas.
  • Em 14 de setembro, Kravchenko tinha assinado uma notificação de suspeição contra o diretor da NABU, Semen Kryvonos.
  • Os principais candidatos são Valeriy Prykhodzhanov (Dnipropetrovsk) e Anton Kovalsky (Khmelnytskyi), com Kovalsky considerado o favorito pelas fontes.
  • Kovalsky foi nomeado chefe da procuradoria regional de Khmelnytskyi em 1 de julho de 2025.
  • Até à publicação, não havia procurador-geral em exercício nomeado em substituição de Kravchenko.

Porque é importante

A exoneração do chefe de uma das principais instituições de justiça do país tem peso político significativo e ilustra como os mecanismos internos de fiscalização atuam sobre altos procuradores. A escolha do substituto é igualmente relevante: o favorito apontado, Anton Kovalsky, é um procurador regional com um curto período no cargo atual.

O que aconteceu

No dia 15 de setembro de 2026, a Verkhovna Rada votou por 317 votos a favor a demissão do procurador-geral Ruslan Kravchenko, e o presidente Volodymyr Zelensky assinou o respetivo decreto, publicado no site da presidência nessa mesma noite. Kravchenko tinha apresentado a renúncia na sequência de uma investigação da NABU (National Anti-Corruption Bureau) e da SAP (Specialized Anti-Corruption Prosecutor's Office) sobre um alegado encobrimento de centros de chamadas. As fontes indicam que os principais candidatos à sucessão são Valeriy Prykhodzhanov, chefe da procuradoria regional de Dnipropetrovsk, e Anton Kovalsky, chefe da procuradoria regional de Khmelnytskyi desde 1 de julho de 2025, sendo este considerado o favorito. Até ao momento da publicação, não tinha sido nomeado nenhum procurador-geral em exercício para substituir Kravchenko, e o gabinete do presidente não respondeu a perguntas sobre o sucessor.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre o paradeiro de Kravchenko na noite de 14 de setembro: fontes da Украïнська правda nos órgãos de aplicação da lei afirmam que terá saído da Ucrânia num veículo oficial, enquanto Kravchenko declarou publicamente estar numa viagem de serviço. Um documento obtido pela mesma publicação indica que ordenou a si próprio uma deslocação de cinco dias a Paris para «participar em audições do PACE sobre crianças ucranianas», embora não figurasse entre os oradores inscritos.

Contexto

Kravchenko tinha adotado recentemente uma postura abertamente confrontacional com os órgãos anticorrupção, assinando em 14 de setembro uma notificação de suspeição contra o diretor da NABU, Semen Kryvonos. Fontes das forças de segurança alegam que Kravchenko saiu da Ucrânia na mesma noite, ao abrigo de uma alegada viagem oficial a audições do PACE em Paris, onde não estava inscrito como orador. Anton Kovalsky passou por cargos de adjunto e depois de chefe nas regiões de Vinnytsia e Chernivtsi antes da nomeação para Khmelnytskyi em julho de 2025.