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Ataque russo com drones atinge várias zonas de Kiev, fere onze e mata uma pessoa

Na noite e durante o dia 15 de setembro, a Rússia atacou Kiev com drones, causando várias nas ocorrências em quatro zonas: duas estações de serviço da Ukrnafta (Darnytskyi e Holosiivskyi), armazéns em Obolonskyi, edifícios não residenciais em Solomianskyi e um garagem cooperativo em Sviatoshynskyi. Uma pessoa morreu no hospital após ter ficado em estado grave e onze ficaram feridas, segundo o balanço final do presidente da câmara Vitaliy Klitschko. O serviço Kyiv City Express foi temporariamente suspenso.

Pontos principais

  • 15 de setembro: ataque russo com drones durante a noite e de manhã em Kiev.
  • Drones atingiram duas estações de serviço da Ukrnafta, em Darnytskyi e Holosiivskyi (a segunda já tinha sido atingida antes).
  • Um drone atingiu armazéns em Obolonskyi; outro atingiu edifícios não residenciais em Solomianskyi.
  • Em Sviatoshynskyi, destroços de drone caíram num prédio residencial; carros e um garagem arderam e duas pessoas foram feridas.
  • Um homem hospitalizado em estado grave morreu; no total, 1 morto e 11 feridos, segundo Klitschko.
  • Serviço Kyiv City Express foi suspenso em ambos os sentidos; alerta aéreo amarelo declarado.
  • É a terceira consecutiva das últimas semanas em que a Rússia atinge estações de serviço em Kiev.
  • Ataques a este tipo de infraestruturas continuam um dos eixos da campanha russa, já tendo danificado mais de 300 estações de serviço na Ucrânia em seis meses, segundo o Ministério da Energia.

Porque é importante

O ataque afetou várias zonas da capital ao longo de várias horas, incluindo uma nova vaga durante a tarde, e atingiu infraestruturas civis de energia — em particular, duas estações de serviço da Ukrnafta, uma das quais foi atingida pela segunda vez. Houve custos humanos directos (uma morte e várias ferimentos graves) e a vida quotidiana foi perturbada pelas operações de defesa aérea, ordens de refúgio e suspensão do serviço ferroviário urbano.

O que aconteceu

Na noite de 14 para 15 de setembro, a Rússia lançou um ataque com drones contra Kiev. De manhã, um drone atingiu uma estação de serviço no distrito de Darnytskyi, ferindo um homem que foi hospitalizado em estado grave e que viria a morrer no hospital. Pelas 08:35, um outro drone atingiu uma estação de serviço no distrito de Holosiivskyi — a segunda estação atacada nessa manhã — provocando fumo intenso na zona. No distrito de Obolonskyi, um drone atingiu armazéns (informação preliminar). Um outro drone atingiu edifícios não residenciais no distrito de Solomianskyi. Durante a tarde, no distrito de Sviatoshynskyi, destroços de drone caíram num prédio residencial, cinco carros e um edifício não residencial num garagem cooperativa arderam, e duas pessoas ficaram feridas. A Administração Militar da Cidade de Kiev (KMVA) declarou o nível amarelo de perigo — ameaça de ataques com drones —, recomendou aos residentes que permanecessem nos abrigos e suspendeu o serviço ferroviário Kyiv City Express em ambos os sentidos. Segundo o balanço final do presidente da câmara Vitaliy Klitschko, os ataques resultaram num morto e onze feridos em Kiev.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas centram a cobertura nas zonas atingidas (Darnytskyi, Holosiivskyi, Obolonskyi, Solomianskyi, Sviatoshynskyi) e dão destaque a Klitschko e à KMVA como vozes oficiais. A cobertura sublinha o alvo de estações de serviço da Ukrnafta e a insere no padrão mais amplo de ataques russos a infraestruturas civis de energia, citando a estimativa do Ministério da Energia de mais de 300 estações danificadas ou destruídas em seis meses. Os ataques são atribuídos de forma explícita às forças russas e enquadrados como parte de uma campanha deliberada. Detalhes operacionais (nível amarelo de perigo, ordens de abrigo, suspensões do Kyiv City Express, despacho de serviços de emergência) são reportados de forma granular e com carimbo temporal.

Como o descrevem as fontes internacionais

Está disponível apenas uma fonte não ucraniana (um veículo de língua árabe afiliado à Al Jazeera), que relata brevemente o ataque russo que danificou uma estação de serviço em Kiev, sem o mesmo nível de detalhe por distrito, atualização de vítimas ou contexto sobre infraestruturas presente na cobertura anglófona. A moldura internacional é demasiado esparsa nas fontes disponíveis para tirar conclusões comparativas mais amplas sobre ênfase ou consequências.

Onde as versões divergem

Os balanços de vítimas variaram ao longo do dia e entre fontes: foram reportados em diferentes momentos 2, 4, 6, 8 e 11 feridos, bem como um morto e 12 afetados no total do dia. Estas discrepâncias refletem as atualizações à medida que o dia avançava, divulgadas pela KMVA, por Klitschko e pelo Serviço de Emergência Estatal em momentos diferentes. Também diverge a confirmação da explosão em armazéns em Obolonskyi e do impacto em edifício não residencial em Solomianskyi: algumas fontes apresentam-nos como confirmados, outras como preliminares.

Contexto

Na semana anterior, a Rússia tinha começado a atingir estações de serviço em Kiev, começando por uma estação da Ukrnafta no distrito de Holosiivskyi e, no dia seguinte, duas outras estações da Ukrnafta em ambas as margens do Dnipro. A Ukrnafta iniciou a instalação de gabiões de proteção à volta das suas estações para conter ondas de choque e destroços. Em paralelo com o ataque com drones a Kiev, a aviação tática russa lançou bombas aéreas guiadas sobre a oblast de Zaporijia, e foram detetados drones a aproximarem-se das oblasts de Chernihiv e Vinnytsia. As autoridades ucranianas e organizações internacionais qualificam este tipo de ataques a infraestruturas civis como crimes de guerra; a liderança russa nega que a armée russe atinja deliberadamente infraestruturas civis.