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Ucrânia apela a sanções após cada grande ataque russo e propõe "Pacote Antibalístico"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu numa conferência de imprensa conjunta em Kiev com o homólogo polaco, Radosław Sikorski, que os aliados ocidentais imponham sanções à Rússia após cada grande ataque em vez de esperarem por grandes pacotes. Sybiha propôs um "Pacote Antibalístico" e defendeu o corte do acesso russo a componentes ocidentais e europeus usados em mísseis e drones. O apelo surge numa altura em que os embaixadores da UE voltaram a não chegar a acordo sobre a prorrogação das sanções individuais.

Pontos principais

  • Andrii Sybiha e Radosław Sikorski realizaram uma conferência de imprensa conjunta em Kiev.
  • Sybiha pediu sanções contra a Rússia após cada grande ataque, em vez de grandes pacotes periódicos.
  • Propôs um "Pacote Antibalístico" dirigido à produção de mísseis balísticos e drones russos.
  • Afirmou que a Rússia continua a usar componentes ocidentais e europeus nos seus mísseis e drones.
  • Sybiha disse que "o terror de Putin está literalmente a bater à porta da UE e da NATO".
  • Os embaixadores da UE voltaram sexta-feira a falhar o acordo para prorrogar as sanções individuais; a anterior prorrogação foi em 14 de março.
  • Um projeto de lei de sanções contra a Rússia aprovado no Senado dos EUA no mês passado será votado na Câmara dos Representantes na próxima semana.

Porque é importante

A proposta de Sybiha mudaria o ritmo das sanções ocidentais, associando novas medidas a cada grande ataque russo. Ao destacar a presença de componentes europeus nos mísseis e drones russos, apontou uma lacuna concreta nas sanções. O apelo chega num momento em que as sanções individuais da UE estão bloqueadas e o projeto de lei norte-americano aguarda votação na Câmara dos Representantes.

O que aconteceu

Numa conferência de imprensa conjunta em Kiev com o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco Radosław Sikorski, o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, pediu aos parceiros ocidentais uma nova abordagem às sanções contra a Rússia: em vez de aguardarem por grandes pacotes periódicos, devem impor sanções após cada grande ataque à Ucrânia. Sybiha mencionou especificamente um "Pacote Antibalístico" como um desses pacotes a aprovar após cada grande ataque. Defendeu que os parceiros privem a Rússia da capacidade de produzir mísseis balísticos e drones e restrinjam o seu acesso a tecnologias militares. Afirmou que a Rússia aprendeu a contornar as sanções e que continua a usar componentes produzidos em países ocidentais, incluindo europeus, nos seus mísseis e drones, informação que a Ucrânia partilhou com os parceiros europeus. Sybiha disse ainda que "o terror de Putin está literalmente a bater à porta da UE e da NATO" e que as decisões parciais são insuficientes, apelando a sanções fortes, mais apoio militar à Ucrânia e máxima pressão sobre a Rússia. Pediu também mais pressão sobre a Rússia devido aos ataques a portos, embarcações civis e rotas marítimas no Mar Negro, que segundo disse paralisaram a navegação marítima e ameaçam a segurança alimentar global.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As três fontes fornecidas — Укрінформ, Європейська правда e hromadske — são órgãos ucranianos que colocam o apelo de Sybiha no centro da narrativa e o apresentam como uma resposta urgente, ligada a cada grande ataque russo. Destacam o "Pacote Antibalístico" e a presença de componentes ocidentais nos mísseis e drones russos, colocando a brecha europeia nas sanções no centro da história. Sublinham igualmente a frase de Sybiha de que "o terror de Putin está a bater à porta da UE e da NATO", ligando os ataques à Ucrânia à segurança euro-atlântica mais ampla.

Onde as versões divergem

As fontes divergem apenas na ortografia do nome próprio do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia: algumas usam "Andrii" e outras "Andriy". Trata-se de uma variação ortográfica da mesma grafia ucraniana, sem diferença substantiva.

Contexto

A Rússia continuou a realizar grandes ataques contra a Ucrânia, alimentando novos apelos a sanções mais duras. As sanções individuais da UE foram prorrogadas pela última vez em 14 de março, e uma nova tentativa de renovação falhou porque duas capitais exigiram alterações às listas de pessoas sancionadas. A Eslováquia pressionou até ao último momento para que os oligarcas russos Mikhail Fridman e Alisher Usmanov fossem retirados da lista de sanções da UE. Um projeto de lei norte-americano de reforço das sanções contra a Rússia, aprovado por uma ampla maioria no Senado no mês passado, será votado na Câmara dos Representantes na semana seguinte. Os serviços de renseignement militares ucranianos avaliaram que a Rússia pode ter recursos suficientes para continuar a guerra até 2027–2028, apesar da pressão económica.