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Sikorski apela a exercícios da NATO perto de Kaliningrado para forçar Rússia a retirar tropas da Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radosław Sikorski, pediu que a NATO reforce exercícios militares perto do Oblast de Kaliningrado, na Rússia, de modo a obrigar Moscovo a redeslocar parte das tropas estacionadas na Ucrânia. As declarações foram feitas na conferência anual YES, em Kiev. Na mesma semana, o embaixador dos EUA junto da NATO, Matthew Whitaker, defendeu maior despesa de defesa pelos aliados.

Pontos principais

  • Sikorski propôs à NATO mais exercícios militares perto de Kaliningrado, para forçar a Rússia a retirar tropas da Ucrânia.
  • Ao serem questionados sobre se propunha a tomada de Kaliningrado pela força, Sikorski respondeu «Não».
  • Sikorski afirmou que atualmente há praticamente nenhumas tropas no Oblast de Kaliningrado.
  • As declarações foram feitas na conferência anual YES, em Kiev.
  • A 3 de setembro, o embaixador dos EUA na NATO Matthew Whitaker afirmou que os aliados têm de estar prontos para dissuadir Putin e outros adversários.
  • Whitaker pediu aos aliados da NATO mais despesa de defesa e mais produção de armamento.

Porque é importante

Um ministro dos Negócios Estrangeiros de um Estado-membro da NATO propõe publicamente usar exercícios aliados no flanco leste como instrumento para aliviar a pressão militar sobre a Ucrânia, desviando tropas russas. A proposta, feita em Kiev num fórum político de relevo, sinaliza o apoio polaco a uma postura mais assertiva da NATO face à Rússia e surge em paralelo com a mensagem norte-americana de Whitaker sobre mais despesa de defesa e prontidão aliada.

O que aconteceu

Na conferência anual YES, em Kiev, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radosław Sikorski, defendeu que a NATO deve reforçar exercícios militares perto do Oblast russo de Kaliningrado. O objetivo declarado é obrigar Moscovo a redeslocar parte das suas forças da Ucrânia para aquela região. Sikorski sublinhou que atualmente quase não há tropas em Kaliningrado e esclareceu, quando questionado, que não propõe uma tomada militar daquele território. Dias antes, a 3 de setembro, o embaixador dos EUA junto da NATO, Matthew Whitaker, tinha defendido que os aliados devem estar prontos para dissuadir o que descreveu como o ditador russo Vladimir Putin, apelando ao aumento da despesa de defesa e da produção de armamento.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As duas fontes em língua ucraniana — Suspilne Novyny e NV — destacam a chamada de Sikorski para intensificar exercícios da NATO perto de Kaliningrado e apresentam-no como um passo diretamente relevante para a segurança da Ucrânia, ao procurar afastar tropas russas do território ucraniano.

Onde as versões divergem

As duas fontes ucranianas convergem na substância, mas divergem ligeiramente na formulação: algumas versões referem explicitamente que Sikorski quer forçar a Rússia a redeslocar tropas da Ucrânia, enquanto outras sublinham a intenção de criar incerteza estratégica no Kremlin sem mencionar diretamente o redeslocamento.