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Europa reage em bloco a acusação de sabotagem russa no aeroporto de Leipzig

A Alemanha acusou a Rússia de ter tentado uma sabotagem com um drone explosivo no aeroporto de Leipzig, descoberta cerca de um mês antes. Em resposta, Berlim anunciou o fecho do consulado russo em Bona e da "Casa Russa" em Berlim, e pelo menos oito Estados europeus — Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia, Reino Unido, França, Bélgica e Países Baixos — além da própria UE convocaram representantes diplomáticos russos.

Pontos principais

  • Alemanha acusou formalmente a Rússia de uma tentativa de sabotagem com um drone carregado de explosivos encontrado no aeroporto de Leipzig cerca de um mês antes.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, anunciou o fecho do consulado russo em Bona e da "Casa Russa" em Berlim como medida de retaliação.
  • A Polónia convocou o embaixador russo e o chefe da diplomacia polaco, Radosław Sikorski, declarou apoio às medidas alemãs.
  • Lituânia, Letónia, Estónia, Reino Unido, França, Bélgica, Países Baixos e a UE também convocaram representantes das embaixadas russas em solidariedade com Berlim.
  • A Lituânia entregou duas notas de protesto: uma sobre o incidente de Leipzig e outra sobre os ataques russos continuados contra civis na Ucrânia.
  • Sikorski qualificou as ações russas como terrorismo de Estado e afirmou que a Polónia sabe quem ordenou os ataques em território polaco.

Porque é importante

A vaga de convocatórias diplomáticas e o fecho de instalações russas na Alemanha sinalizam uma resposta europeia coordenada e sem precedentes recentes a uma alegada operação híbrida russa em solo alemão. Ao classificarem as ações russas como terrorismo de Estado, responsáveis polacos e estónios elevaram o tom político, procurando justificar medidas mais duras. Ao mesmo tempo, vários governos europeus — em particular a Lituânia — ligaram explicitamente a sabotagem de Leipzig aos ataques russos contra civis na Ucrânia, articulando assim a contestação híbrida na Europa com a guerra mais ampla.

O que aconteceu

No início de agosto, foi encontrado no aeroporto de Leipzig um drone carregado de explosivos, que Berlim atribuiu cerca de um mês depois, a 1 de setembro, a uma tentativa de sabotagem ordenada pela Rússia. Em reação, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, anunciou o encerramento do consulado-geral russo em Bona e da "Casa Russa" em Berlim. Em 3 de setembro, na conferência de imprensa conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Triângulo de Weimar — Alemanha, França e Polónia —, o chefe da diplomacia polaca, Radosław Sikorski, afirmou que Varsóvia apoia a decisão alemã e que a Polónia tinha convocado o embaixador russo para condenar de forma firme atos de terrorismo de Estado. No mesmo dia ou em data próxima, a Lituânia, a Letónia, a Estónia, o Reino Unido, a França, a Bélgica, os Países Baixos e a UE convocaram igualmente representantes das embaixadas russas. A Lituânia entregou duas notas de protesto — uma relativa ao caso de Leipzig e outra relativa aos ataques russos contra alvos civis na Ucrânia. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, já tinha classificado como sabotagem um incêndio numa fábrica de drones em Skarżysko-Kamienna em 30 de agosto.

Onde as versões divergem

As fontes divergem quanto ao grau de certeza sobre os incidentes em território polaco: o primeiro-ministro Donald Tusk classificou o incêndio em Skarżysko-Kamienna como sabotagem, enquanto para o incêndio numa empresa em Lublin no mesmo dia a versão de incêndio intencional ainda não foi confirmada.

Contexto

O contexto inclui ataques atribuídos à Rússia em território polaco em finais de agosto — um incêndio numa fábrica de drones em Skarżysko-Kamienna e outro em Lublin, este ainda sob investigação — e os ataques russos contra civis na Ucrânia, incluindo uma ofensiva contra Kiev e região em 1 de setembro que, segundo fontes lituanas, causou doze mortos. Sikorski afirmou que a Rússia abandonou a cooperação bilateral com a Polónia, incluindo o tráfego fronteiriço local e o diálogo entre historiadores e representantes autárquicos, para se concentrar na tentativa de subjugação da Ucrânia.