Estados-membros da UE anunciam novos compromissos de defesa antiaérea para a Ucrânia
Na reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE em Wicklow, Irlanda, a 2 de setembro, vários Estados-membros assumiram novos compromissos de fornecimento de meios de defesa antiaérea, incluindo mísseis interceptores, à Ucrânia. O anúncio foi feito pela Alta Representante Kaja Kallas, que confirmou a entrega da primeira tranche de 8,47 mil milhões de euros do empréstimo de apoio de 90 mil milhões e a aprovação de mais 6,1 mil milhões, mas considerou o montante insuficiente.
Pontos principais
- 2 de setembro: vários Estados-membros da UE anunciaram novos compromissos de defesa antiaérea, incluindo mísseis interceptores, na reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros em Wicklow, Irlanda.
- A Alta Representante Kaja Kallas revelou que já foram desembolsados 8,47 mil milhões de euros do empréstimo de apoio de 90 mil milhões.
- Foram aprovados mais 6,1 mil milhões de euros, incluindo para defesa antiaérea, mas Kallas afirmou que «não é suficiente».
- Kallas recusou divulgar o número de mísseis ou os países que assumiram compromissos, indicando que cada Estado-membro o fará publicamente.
- Kallas afirmou que Moscovo não alterou os seus objetivos de guerra e que os recentes ataques russos a Kiev mostram que a Rússia não quer a paz.
- A 1 de setembro, Kallas tinha apelado aos Estados-membros para transferirem para a Ucrânia os intercetores cujo prazo de armazenamento está a expirar.
- A Ucrânia pediu à Comissão Europeia autorização para usar vários milhares de milhões de euros do empréstimo na compra de mísseis PAC-3 para sistemas Patriot.
Porque é importante
Os compromissos respondem à necessidade urgente de defesa antiaérea da Ucrânia em face dos ataques russos e enquadram-se num esforço coordenado entre a UE e os seus Estados-membros. A dimensão do financiamento europeu — 8,47 mil milhões já entregues e 6,1 mil milhões aprovados, num total de um empréstimo de 90 mil milhões — ilustra a escala do apoio financeiro ligado à defesa antiaérea. O apelo de Kallas a mais apoio bilateral indica que os fundos ao nível da UE são considerados insuficientes para cobrir todas as necessidades.
O que aconteceu
Na reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE em Wicklow, Irlanda, a 2 de setembro, vários Estados-membros assumiram novos compromissos de fornecimento de meios de defesa antiaérea, incluindo mísseis interceptores, à Ucrânia. O anúncio foi feito pela Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, em conferência de imprensa após o encontro. Kallas revelou que a primeira tranche de 8,47 mil milhões de euros do empréstimo de apoio à Ucrânia, no total de 90 mil milhões, já foi desembolsada, e que mais 6,1 mil milhões foram aprovados, incluindo verbas para defesa antiaérea — montante que, segundo a Alta Representante, «não é suficiente». A responsável recusou divulgar o número de mísseis ou os países que assumiram compromissos, remetendo para comunicações públicas individuais dos Estados-membros. Kallas acrescentou que Moscovo não alterou os seus objetivos de guerra e que os recentes ataques russos a Kiev mostram que a Rússia não quer a paz.
Contexto
A 1 de setembro, Kaja Kallas já tinha apelado aos Estados-membros para transferirem para a Ucrânia os intercetores cujo prazo de armazenamento está a expirar. No mesmo dia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que a Ucrânia apresentou um pedido para usar vários milhares de milhões de euros do empréstimo de 90 mil milhões na compra de mísseis PAC-3 para sistemas Patriot. O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou, após uma conversa com o chanceler alemão Friedrich Merz, que novos pacotes de defesa antiaérea da Alemanha chegariam em setembro. O primeiro-ministro britânico Andy Burnham referiu que os líderes europeus consideram realizar outra reunião da «coligação dos dispostos» nos EUA, à margem da Assembleia Geral da ONU em setembro, para abordar o fornecimento de intercetores Patriot à Ucrânia. A 25 de agosto, Zelensky anunciou a chegada de um pequeno número de mísseis Patriot, sublinhando que «são necessários mais». A 5 de agosto, indicou que a Ucrânia recebeu em 2026 três vezes menos mísseis de defesa antiaérea do que em 2025. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão em negociações com a Ucrânia sobre licenças de produção de mísseis para sistemas Patriot.