Rússia ataca Kiev com mísseis balísticos, mata uma pessoa e fere duas
Na noite de domingo, 18 de outubro, a Rússia atacou Kiev com mísseis balísticos, atingindo um edifício de um centro médico no distrito de Desnianskyi e um edifício não residencial (e instituições de ensino) no distrito de Dnipro. Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas, segundo a Administração Militar da Cidade de Kiev.
Pontos principais
- Ataque com mísseis balísticos contra Kiev na noite de domingo, 18 de outubro.
- No distrito de Desnianskyi, um míssil atingiu um edifício de um centro médico.
- No distrito de Dnipro, um míssil atingiu um edifício não residencial e instituições de ensino.
- Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas, segundo a Administração Militar da Cidade de Kiev.
- O alarme aéreo em Kiev por ameaça balística foi declarado às 22:58 e levantado às 23:39.
Porque é importante
O ataque causou uma vítima mortal e feridos na capital da Ucrânia, danificando um centro médico e instituições de ensino. Insere-se num padrão sustentado de ataques russos contra infraestruturas energéticas ucranianas e é enquadrado por Kiev no contexto do alegado «cessar-fogo energético» anunciado pelos EUA, que a Rússia terá ignorado repetidamente.
O que aconteceu
Na noite de domingo, 18 de outubro, a Rússia atacou Kiev com vários mísseis balísticos. As Forças Aéreas da Ucrânia informaram, às 22:57, do primeiro míssil balístico com rumo a Kiev; o alarme aéreo por ameaça balística foi declarado às 22:58 e levantado às 23:39. O maire de Kiev, Vitaliy Klitschko, comunicou impactos preliminares no distrito de Desnianskyi, num edifício de um centro médico, e no distrito de Dnipro, num edifício não residencial, onde também foram danificadas instituições de ensino. As informações iniciais do maire não mencionavam vítimas. A Administração Militar da Cidade de Kiev confirmou posteriormente uma vítima mortal e dois feridos, tendo um dos feridos sido hospitalizado. Os serviços de emergência foram destacados para os locais do impacto.
Como o descrevem as fontes ucranianas
Todas as fontes disponíveis são meios ucranianos, que apresentam o ataque como perpetrado pela «Rússia» ou pelos «russos», sublinhando a agência russa e a expressão «ataque inimigo» usada pela Administração Militar da Cidade de Kiev. A cobertura ucraniana enquadra o ataque no contexto mais amplo das ofensivas russas massivas contra infraestruturas energéticas do país, citando o Presidente Volodymyr Zelensky sobre o número de ataques desde o anúncio do «cessar-fogo energético» e sobre os totais semanais de mísseis. Os meios ucranianos baseiam-se em funcionários ucranianos e num correspondente militar ucraniano para a identificação das armas (S-400, RM-48U, Iskander) e classificam a alegação de que cerca de oito mísseis S-400 terão atingido instalações energéticas como não verificada.
Onde as versões divergem
O relato inicial do maire de Kiev, Vitaliy Klitschko, não mencionava quaisquer vítimas; a Administração Militar da Cidade de Kiev comunicou depois que uma pessoa morreu e duas ficaram feridas (uma hospitalizada). Além disso, uma informação não verificada — de que cerca de oito mísseis S-400 terão atingido instalações energéticas em Kiev — não foi oficialmente confirmada, com o registo oficial a apontar impactos num centro médico, num edifício não residencial e em instituições de ensino.
Contexto
Desde 11 de outubro, data em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um «cessar-fogo energético», a Rússia atacou 76 vezes o setor energético e de petróleo e gás da Ucrânia, segundo o Presidente Volodymyr Zelensky. Na semana anterior, a Rússia lançou 66 mísseis contra a Ucrânia, a maioria balísticos, e na noite de 17 de outubro utilizou mais de 300 drones-kamikaze Shahed e mísseis, atingindo mais de 15 instalações de transmissão e geração de energia. Um correspondente militar ucraniano afirmou que o ataque a Kiev foi realizado sobretudo com mísseis RM-48U de sistemas S-400, tendo sido provavelmente também utilizados alguns Iskander. A informação não verificada de que cerca de oito mísseis S-400 terão atingido instalações energéticas em Kiev não foi oficialmente confirmada.