Ministro da Defesa da Ucrânia defende maximizar reservas de trabalhadores da indústria de defesa
O ministro da Defesa da Ucrânia, Yevheniy Khmara, afirmou que a posição do seu ministério é maximizar a reserva (dispensa de mobilização) dos trabalhadores da indústria de defesa. Khmara declarou, durante um encontro com a imprensa, que o Estado deve criar condições para que as empresas possam cumprir os contratos de produção de sistemas críticos para a frente.
Pontos principais
- Yevheniy Khmara, ministro da Defesa da Ucrânia, defendeu maximizar a reserva de trabalhadores da indústria de defesa face à mobilização.
- Khmara afirmou que, se o Estado atribui às empresas a tarefa de aumentar a produção de sistemas críticos para a frente e lhes concede contratos, deve criar condições para cumprir esses contratos.
- O ministro disse que o sistema de reservas deve ter em conta o contributo efetivo da empresa para as Forças de Defesa e ser justo.
- A declaração foi feita num encontro com a imprensa a 10 de outubro.
- A 16 de julho, o Conselho de Ministros adotou uma resolução que criou um Centro de Coordenação para organizar a reserva de conscritos durante a mobilização e o estado de guerra.
- A 7 de setembro, o Ministério da Defesa indicou que, em 1 de setembro de 2026, 86% das empresas da indústria de defesa analisadas confirmaram o seu estatuto de importância crítica; 14% não confirmaram.
Porque é importante
A declaração indica a posição do Ministério da Defesa sobre como as regras de mobilização devem aplicar-se aos trabalhadores das empresas de defesa em tempo de guerra. Liga as reservas empresariais ao aumento da produção de sistemas críticos para a frente e aos contratos estatais, e sublinha que o sistema de reservas deve ponderar o contributo efetivo de cada empresa para as Forças de Defesa. A tomada de posição acompanha decisões recentes do Governo para organizar e coordenar as reservas de conscritos durante a mobilização e a guerra, e ajuda a esclarecer o que está em jogo para as empresas que ainda não confirmaram o seu estatuto de importância crítica.
O que aconteceu
O ministro da Defesa da Ucrânia, Yevheniy Khmara, afirmou, num encontro com a imprensa a 10 de outubro, que a posição do Ministério da Defesa é maximizar a reserva (dispensa de mobilização) do capital humano da indústria de defesa. Khmara defendeu que, quando o Estado atribui às empresas a tarefa de escalar a produção de sistemas críticos para a frente e lhes concede contratos, deve também criar as condições necessárias para que esses contratos sejam cumpridos. Acrescentou que o sistema de reservas tem de ter em conta o contributo efetivo de cada empresa para as Forças de Defesa e ser justo. A intervenção surge num momento em que o Governo tem vindo a reforçar a coordenação das reservas de conscritos em período de mobilização e estado de guerra.
Contexto
A 16 de julho, o Conselho de Ministros da Ucrânia adotou uma resolução que criou um Centro de Coordenação para organizar a reserva de pessoas sujeitas a mobilização durante o período de mobilização e o estado de guerra. Segundo um relatório do Ministério da Defesa divulgado a 7 de setembro, em 1 de setembro de 2026, 86% das empresas da indústria de defesa analisadas tinham confirmado o seu estatuto de importância crítica, enquanto 14% não o tinham feito. As empresas que não confirmaram este estatuto podem submeter um pacote completo de documentos ao Ministério da Defesa, ao abrigo do procedimento em vigor.