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Conselho de supervisão da Energoatom escolhe CEO e diretor nuclear após processo competitivo internacional

O conselho de supervisão da empresa estatal ucraniana de energia nuclear Energoatom selecionou Yuriy Tkachuk, atual responsável pela Ukrgazvydobuvannya, para o cargo de diretor executivo (CEO) e Pavlo Pavlyshyn, ex-chefe da central nuclear de Rivne, para o cargo de diretor nuclear (CNO), no âmbito de um novo modelo de governação que separa a gestão geral da supervisão da segurança nuclear. O processo decorreu entre junho e setembro de 2026 com o apoio da consultora internacional Korn Ferry; dos 78 candidatos ao CEO, apenas dois chegaram à fase final. O anúncio foi feito a 20 de setembro pelo Ministério da Economia e Ambiente, embora a Energoatom ainda não tivesse publicado um comunicado oficial no próprio site no fim desse dia. As nomeações formais dependem ainda da conclusão de procedimentos legislativos, regulatórios e corporativos.

Pontos principais

  • O conselho de supervisão da NAEK Energoatom escolheu Yuriy Tkachuk como vencedor do concurso para o cargo de diretor executivo (CEO).
  • Pavlo Pavlyshyn foi selecionado como vencedor para o cargo de diretor nuclear (CNO, diretor de segurança nuclear).
  • A cisão do antigo cargo único de diretor-geral em CEO e CNO faz parte do novo modelo de governação corporativa da Energoatom.
  • O CEO será responsável pelas operações e desenvolvimento da empresa; o CNO terá autoridade profissional independente sobre segurança nuclear e radiológica e a operação dos blocos nucleares.
  • O processo internacional de recrutamento para CEO recebeu 78 candidaturas da Ucrânia e de outros países; a shortlist chegou a cinco candidatos e dois finalistas.
  • Pavlyshyn necessita de obter licença individual ao abrigo da legislação nuclear ucraniana antes de assumir plenamente o cargo de CNO.
  • Tkachuk dirige atualmente a Ukrgazvydobuvannya, a maior empresa de produção de gás da Ucrânia.

Porque é importante

A Energoatom opera todas as centrais nucleares da Ucrânia, pelo que a sua liderança tem impacto direto no abastecimento energético do país e na segurança nuclear. Ao separar as funções de CEO e CNO, a nova arquitetura tenta isolar a gestão corrente e o desenvolvimento empresarial da autoridade técnica sobre segurança nuclear e radiológica, alinhando a empresa com práticas de operadores internacionais. O processo de recrutamento decorreu sob um conselho de supervisão nomeado em janeiro de 2026, na sequência da operação anticorrupção «Midas» da NABU/SAP de novembro de 2025, que implicou altos funcionários e expôs esquemas alegados de desvio de cerca de 100 milhões de dólares da empresa estatal. A escolha de um CEO vindo do setor do gás e de um CNO com mais de 30 anos de experiência nuclear ilustra a tentativa de combinar perfis complementares para a fase de transformação da empresa.

O que aconteceu

A 20 de setembro de 2026, o Ministério da Economia e Ambiente da Ucrânia comunicou que o conselho de supervisão da NAEK Energoatom tinha selecionado Yuriy Tkachuk como vencedor do concurso para o cargo de diretor executivo (CEO) e Pavlo Pavlyshyn como vencedor para o cargo de diretor nuclear (CNO). A decisão resulta de processos competitivos separados que decorreram entre junho e setembro de 2026 com o apoio da consultora internacional Korn Ferry, que avaliou currículos, verificou reputação e integridade e conduziu entrevistas estruturadas. O concurso para CEO recebeu 78 candidaturas da Ucrânia e do estrangeiro, reduzindo-se primeiro a nove, depois a cinco e por fim a dois finalistas ouvidos pelo conselho. O novo modelo corporativo, previsto no estatuto atualizado da empresa em finais de julho, cinde a antiga direção-geral numa componente de gestão e desenvolvimento (CEO) e noutra com autoridade profissional independente sobre segurança nuclear e radiológica e operação dos blocos (CNO).

Yuriy Tkachuk dirige desde dezembro de 2025 a Ukrgazvydobuvannya, a maior empresa de produção de gás da Ucrânia, tendo sido diretor financeiro da Ukrnafta a partir de novembro de 2022 e chefe interino da mesma empresa de maio a dezembro de 2025. Pavlo Pavlyshyn chefiou a central nuclear de Rivne entre 2012 e 2022 e foi presidente interino da Energoatom durante cerca de quatro meses em 2019–2020; no entanto, em 2022 a sua licença individual foi revogada e terá de a obter de novo antes de assumir plenamente o cargo de CNO. Está prevista a celebração de contratos de cinco anos com o pacote adicional baseado em desempenho, embora os termos ainda estejam a ser finalizados. Das sete posições do conselho de direção da Energoatom, apenas duas estão preenchidas; prosseguem os recrutamentos dos diretores financeiro, jurídico, de RH e comercial, com conclusão prevista até final de outubro.

Como o descrevem as fontes ucranianas

A comunicação ucraniana destaca a intervenção do conselho de supervisão nomeado em janeiro de 2026 — com quatro membros independentes de perfil internacional e três representantes do Governo — e o recurso à consultora Korn Ferry, descrevendo o processo como um «reset» da governação da Energoatom após o escândalo de corrupção «Midas» de novembro de 2025. Várias fontes sublinham que, ao início da noite de 20 de setembro, a Energoatom ainda não tinha publicado comunicado oficial no seu site, o que alimentou a leitura de uma gestão faseada da informação. A pressão do primeiro-ministro Serhiy Koretsky para uma nomeação rápida é também referida como enquadramento político. O anúncio dos contratos de cinco anos para o CEO, concebidos para permitir a conclusão da transformação da empresa, é apresentado como sinal de continuidade da reforma.

Onde as versões divergem

As fontes divergem em dois pontos. Sobre a duração do processo de seleção do CEO: algumas publicações (por exemplo, Forbes Ukraine) indicam cerca de dois meses, enquanto outras (LIGA.net e outras) descrevem um processo de cerca de seis meses para os dois cargos. Sobre a composição da shortlist, hromadske e demais fontes referem cinco finalistas, mas uma versão na ZN.UA aponta nove candidatos na fase de avaliação integral antes do corte para cinco. Não há desacordo material sobre os resultados finais nem sobre as identidades dos vencedores.

Contexto

A 20 de setembro de 2026, o Ministério da Economia e Ambiente da Ucrânia anunciou que o conselho de supervisão da Energoatom tinha selecionado Yuriy Tkachuk para CEO e Pavlo Pavlyshyn para CNO, num processo competitivo apoiado pela Korn Ferry. A reforma acontece após a operação «Midas» (também conhecida por «Mindichgate») da NABU e da SAP, em novembro de 2025, que tornou públicos cerca de 1 000 horas de gravações áudio sobre alegados esquemas de desvio de cerca de 100 milhões de dólares da empresa estatal, com suspeitos entre os quais o co-proprietário do Kvartal 95 Timur Mindich, o ministro da Justiça e ex-ministro da Energia Herman Halushchenko, o seu ex-conselheiro Ihor Myroniuk e o ex-vice-primeiro-ministro Oleksiy Chernyshov. Em janeiro de 2026, o Governo nomeou um novo conselho de supervisão da Energoatom — quatro independentes com experiência internacional e três representantes governamentais — encarregue de reestruturar a liderança; em finais de julho, o executivo atualizou o estatuto da empresa e dividiu formalmente a antiga direção-geral em CEO e CNO.

Tkachuk acumula mais de 25 anos de experiência nos setores energético e industrial, foi diretor financeiro da Ukrnafta a partir de novembro de 2022 e chefe interino dessa empresa de maio a dezembro de 2025, estando à frente da Ukrgazvydobuvannya desde dezembro de 2025. Pavlyshyn chefiou a central nuclear de Rivne de 2012 a 2022 e foi presidente interino da Energoatom durante cerca de quatro meses em 2019–2020; a sua licença individual foi revogada em 2022 e tem de ser renovada antes de assumir plenamente o cargo de CNO.