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Ucrânia confirma oficialmente operação ofensiva «Vivaldi» no norte da região de Donetsk

O Terceiro Corpo de Exército da Ucrânia confirmou pela primeira vez publicamente a operação ofensiva «Vivaldi», em curso no norte da região de Donetsk, a leste e nordeste de Lyman. O comandante Andriy Biletsky revelou detalhes da primeira fase, que visou eliminar a infiltração russa e cortar as suas linhas logísticas, tendo sido comunicada a libertação de vários locais e perdas russas significativas.

Pontos principais

  • O Terceiro Corpo de Exército confirmou em 15 de setembro a operação «Vivaldi», mantida até então sob sigilo informativo total.
  • O comandante Andriy Biletsky revelou a primeira fase num endereço em vídeo.
  • As unidades limparam áreas de infiltração russa em Novoselivka, Oleksandrivka, Yarova e nos arredores de Korovii Yar, e libertaram Serednie.
  • Foram libertados 10 km² e limpos 75 km² adicionais, segundo o Corpo (área total ~85 km²).
  • O Corpo estima cerca de 1 500 militares russos mortos, mais de 12 000 drones e centenas de blindados e peças de artilharia perdidos na primeira fase.
  • A operação atingiu a capacidade de combate dos 20.º e 25.º Exércitos de Armas Combinadas da Rússia.
  • O analista Clément Molin e o ISW indicam que a defesa ucraniana poderá ter cortado o saliente russo a norte de Lyman e libertado cerca de 200 km².

Porque é importante

É a primeira confirmação oficial ucraniana de operações ofensivas no norte da região de Donetsk em meses, numa zona cujo saliente russo ameaçava a aglomeração Sloviansk-Kramatorsk, um dos principais polos populacionais do Donbas. Analistas independentes de OSINT ocidentais (Clément Molin e o Institute for the Study of War) classificaram estes resultados como uma das vitórias mais relevantes da Ucrânia no ano.

O que aconteceu

Em 15 de setembro de 2026, o comandante do Terceiro Corpo de Exército, Andriy Biletsky, confirmou publicamente, num endereço em vídeo, a operação «Vivaldi», uma ofensiva em curso no norte da região de Donetsk, a leste e nordeste de Lyman, até então mantida em sigilo informativo total. Segundo Biletsky, a primeira fase visou eliminar a infiltração das forças russas e desorganizar a sua logística, tendo sido destruídos focos inimigos em Novoselivka, Oleksandrivka, Yarova e arredores de Korovii Yar, e tendo sido libertada a aldeia de Serednie, agora sob controlo das Forças de Defesa. O Corpo indicou que as unidades libertaram 10 km² e limparam 75 km² adicionais, perfazendo cerca de 85 km², e apontou que a operação atingiu a capacidade de combate dos 20.º e 25.º Exércitos de Armas Combinadas russos. Foram ainda reivindicadas perdas russas de cerca de 1 500 militares, mais de 12 000 drones e centenas de blindados, peças de artilharia e outro equipamento. O Estado-Maior Geral da Ucrânia não tinha comentado os resultados e o projeto DeepState ainda não atualizara o seu mapa de combate para a zona.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas centram o anúncio no comandante do Terceiro Corpo de Exército, Andriy Biletsky, como fonte da revelação, e destacam os ganhos táticos e as perdas russas comunicados pelas Forças Armadas. Sublinham o contraste entre o sigilo informativo anterior — com o Estado-Maior General a não comentar e o DeepState a manter o mapa inalterado — e a divulgação oficial, apresentando-a como o reconhecimento público de um sucesso operacional.

Onde as versões divergem

As estimativas da área libertada divergem: o Terceiro Corpo de Exército indica cerca de 85 km² (75 km² limpos e 10 km² de Serednie libertada), enquanto o analista de OSINT Clément Molin e o Institute for the Study of War (ISW) referem cerca de 200 km² libertados.

Contexto

Nos meses anteriores ao anúncio, a operação decorreu em sigilo informativo total, com o Estado-Maior General da Ucrânia a recusar comentários e o projeto DeepState a não atualizar o seu mapa de frente para esta zona. Analistas militares independentes já tinham descrito publicamente avanços ucranianos no chamado saliente de Lyman, e o analista francês Clément Molin tinha-se pronunciado publicamente sobre o assunto em 8 de setembro, antes da confirmação oficial.