Estado-Maior da Ucrânia reporta cerca de 1.420 baixas russas diárias; perdas acumuladas ultrapassam 1,55 milhões
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia reportou, em 10 de outubro de 2026, que a Rússia perdeu cerca de 1.420 soldados nas últimas 24 horas. As perdas acumuladas desde o início da invasão em grande escala, em 24 de fevereiro de 2022, estão estimadas em aproximadamente 1.550.910 efetivos (mortos e feridos). O mesmo comunicado inclui a contagem de combate ao longo do dia e as perdas de equipamento declaradas.
Pontos principais
- Perdas russas na véspera: cerca de 1.420 efetivos, mais 4 tanques, 6 veículos blindados, 6 meios de defesa antiaérea, 50 sistemas de artilharia e 2 sistemas de lançamento múltiplo de rockets.
- Perdas acumuladas desde 24.02.2022: aproximadamente 1.550.910 militares russos mortos e feridos; 12.406 tanques, 25.515 blindados, 51.000 sistemas de artilharia, 2.201 MLRS, 1.699 meios de defesa antiaérea, 556.926 drones e 160.946 veículos e cisternas.
- Dia 1.690 da agressão armada em grande escala da Federação Russa contra a Ucrânia.
- Combates em 10 de outubro: 195 embates até às 22:00; 1 ataque com mísseis, 52 ataques aéreos e 185 bombas aéreas guiadas lançadas; 4.557 drones kamikaze utilizados; 2.095 bombardeamentos a posições e localidades.
- Direções de maior atividade: Pokrovsk (20 ataques), Huliaipole (18 ataques) e Kostiantynivka (15–16 ataques); combates também nas direções Sul-Slobojanska, Lyman, Kupiansk, Sloviansk, Norte-Slobojanska e Kursk.
- Perdas de equipamento na véspera também incluíram 9 complexos robóticos terrestres, 1.591 drones de nível operacional-tático, 534 viaturas e 2 unidades de equipamento especial.
- O Estado-Maior refere que os dados são preliminares e estão a ser atualizados.
Porque é importante
O comunicado marca um novo patamar simbólico nas perdas russas acumuladas — cerca de 1,55 milhões de efetivos mortos e feridos desde fevereiro de 2022 — e descreve o ritmo operacional da frente no 1.690.º dia de guerra, com combate intenso concentrado em poucas direções. Os números do Estado-Maior são acompanhados de referências externas citadas pelas fontes (estudo BBC/Mediazona, estimativas da NATO, CSIS e ISW, e declarações do Presidente Zelensky), o que lhes dá contexto mas não os converte em dados verificados de forma independente. O Estado-Maior salienta que os valores são provisórios e sujeitos a revisão.
O que aconteceu
Em 10 de outubro de 2026, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia publicou a sua atualização operacional diária. Segundo o comunicado, a Rússia perdeu cerca de 1.420 soldados nas últimas 24 horas, elevando as perdas totais estimadas desde o início da invasão em grande escala para aproximadamente 1.550.910 efetivos (mortos e feridos). As perdas de equipamento reportadas在那 incluem 4 tanques, 6 veículos blindados, 6 meios de defesa antiaérea, 50 sistemas de artilharia, 2 MLRS, 9 complexos robóticos terrestres, 1.591 drones de nível operacional-tático, 534 viaturas e cisternas e 2 unidades de equipamento especial. Os totais acumulados desde 24 de fevereiro de 2022 atingem 12.406 tanques, 25.515 blindados, 51.000 sistemas de artilharia, 2.201 MLRS, 1.699 meios de defesa antiaérea, 2.917 complexos robóticos terrestres, 556.926 drones, 160.946 viaturas e cisternas e 4.812 unidades de equipamento especial. Até às 22:00 do mesmo dia tinham sido registados 195 embates; as forças ucranianas repeliram ataques nas direções Pokrovsk, Huliaipole, Kostiantynivka, Sul-Slobojanska, Lyman, Kupiansk, Sloviansk, Norte-Slobojanska e Курск. O Estado-Maior indica que as concentrações de combate mais elevadas se registaram nas direções Pokrovsk, Huliaipole e Kostiantynivka, e sublinha que os números continuam a ser atualizados.
Como o descrevem as fontes ucranianas
Todas as fontes consultadas são ucranianas e têm como autoridade central o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. A narrativa destaca as ações defensivas ucranianas (ataques repelidos em cada eixo) e o marco cumulativo das perdas russas. As fontes apresentam o valor de 1,55 milhões no contexto de comparações históricas — 100 vezes as perdas soviéticas no Afeganistão e 125 vezes as perdas russas reconhecidas nas duas guerras da Chechénia — e juntam-lhe outras referências citadas, como as declarações do Presidente Volodymyr Zelensky, as estimativas da NATO, o estudo da BBC e da Mediazona, o estudo do Center for Strategic and International Studies (CSIS) e as análises do Institute for the Study of War (ISW). Algumas publicações detalham os números por eixo; outras privilegiam os totais acumulados e as citações presidenciais.
Onde as versões divergem
As fontes divergem em quatro pontos principais. (1) A contagem de embates diários: o resumo matinal referente a 9 de outubro reporta 218 combates, enquanto o resumo noturno de 10 de outubro (que cobre o dia desde o seu início) indica 195 — trata-se de janelas de reporte diferentes, mas várias fontes usam-nas indistintamente. (2) As perdas diárias de equipamento especial: uma fonte aponta 536 unidades perdidas em 24 horas, mas o desdobramento padrão do Estado-Maior atribui apenas +2 unidades de equipamento especial ao mesmo período. (3) As perdas humanas diárias: a maioria das fontes cita cerca de 1.420 efetivos, mas pelo menos uma fonte refere mais de 1.900 soldados russos mortos/feridos num dia. (4) A direção de maior atividade: algumas fontes apontam só Pokrovsk, outras juntam Pokrovsk e Huliaipole, e outras acrescentam Kostiantynivka e a direção Sul-Slobojanska.
Contexto
A Rússia reportou oficialmente as suas próprias perdas de guerra pela última vez em setembro de 2022, quando indicou 5.937 soldados mortos. A 9 de setembro de 2026, o Estado-Maior já tinha anunciado que as perdas russas tinham ultrapassado 1,5 milhões de mortos e feridos desde o início da invasão em grande escala — valor que descreve como as maiores perdas russas numa única guerra desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o Institute for the Study of War (ISW), citado pelas fontes, o ritmo do avanço russo diminuiu significativamente em março de 2026 e mantém-se «baixo» desde então; entre março e setembro de 2026, a Rússia perdeu o controlo de quase 300 quilómetros quadrados de território ucraniano previamente capturado, no qual se inclui a área de Lyman, onde a operação «Vivaldi» das Forças de Defesa libertou pelo menos 147 quilómetros quadrados. O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou, em 31 de julho de 2026, que as perdas russas durante a guerra em grande escala ascenderam a 1,6 milhões de militares, dos quais cerca de 700.000 mortos, e que pelo menos 50.000 militares ucranianos morreram (valor que em fevereiro tinha indicado como 55.000), quase 400.000 ficaram feridos e um grande número está dado como desaparecido.