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Exército ucraniano liberta cinco localidades na direção de Lyman em operação 'Vivaldi'

O 3.º Corpo de Exército da Ucrânia confirmou publicamente e divulgou imagens da sua ofensiva 'Vivaldi', no norte da região de Donetsk, durante a qual recuperou o controlo de cinco localidades na direção de Lyman. O comandante Andriy Biletsky apresentou as filmagens e baptizou a operação. O ISW avalia que a operação atingiu um objectivo operacionalmente significativo ao impedir os planos russos de cercar o 'cinturão-fortaleza' de Sloviansk e Kramatorsk.

Pontos principais

  • O 3.º Corpo de Exército da Ucrânia realizou a operação 'Vivaldi' no norte da região de Donetsk e divulgou imagens de câmaras GoPro.
  • As forças ucranianas recuperaram cinco localidades na direção de Lyman: Novoselivka, Oleksandrivka, Yarova, os arredores de Koroviy Yar e Serednie.
  • O 3.º Corpo de Exército informou a libertação de 75 km² e a desocupação de mais 10 km² na parte norte da região.
  • O comandante do 3.º Corpo de Exército, Andriy Biletsky, apresentou imagens dos territórios libertados e deu à operação o nome de 'Vivaldi'.
  • O ISW avalia que a 'Vivaldi' perturbou a tentativa de envolver a 'fínia verde-fortaleza' de Sloviansk e Kramatorsk, tornando 'irrealista' o plano russo de cerco pelo norte e pelo sul.
  • O 3.º Corpo de Exército afirma ter infligido baixas à unidade russa de elite de sistemas não tripulados 'Rubicon', forçando o seu comando a retirá-la da direção Lyman-Borivka.
  • Segundo Biletsky, as perdas russas nesta fase ascenderam a aproximadamente 1 500 soldados, mais de 12 000 drones e centenas de blindados, sistemas de artilharia e equipamento automóvel.

Porque é importante

A 'Vivaldi' representa a primeira confirmação oficial ucraniana de uma contraofensiva no norte da região de Donetsk e atingiu um objectivo operacionalmente significativo ao perturbar os planos russos de cercar o 'cinturão-fortaleza' de Sloviansk e Kramatorsk. Até bloguistas militares russos ligados ao Kremlin reconhecem que os ganhos ucranianos atrasaram o avanço russo sobre Sloviansk e expuseram o flanco norte do grupo de forças Sul da Rússia. O episódio expõe problemas internos do comando russo, incluindo comandantes que, segundo relatos, ocultam perdas formando unidades de assalto com pessoal não treinado.

O que aconteceu

O 3.º Corpo de Exército da Ucrânia conduziu a operação ofensiva 'Vivaldi' no norte da região de Donetsk, libertando cinco localidades na direção de Lyman: Novoselivka, Oleksandrivka, Yarova, os arredores de Koroviy Yar e Serednie, na comunidade de Lyman. O 3.º Corpo relatou a limpeza de 75 quilómetros quadrados e a desocupação de mais 10 quilómetros quadrados. O comandante do 3.º Corpo, Andriy Biletsky, apresentou imagens GoPro dos territórios libertados e atribuiu o nome 'Vivaldi' à operação.

Segundo o ISW, a operação atingiu um objectivo operacionalmente significativo ao impedir as tentativas russas de cercar o 'cinturão-fortaleza' de Sloviansk e Kramatorsk; o instituto considera 'irrealista' o plano russo de cercar as cidades-fortaleza pelo norte e pelo sul. O 3.º Corpo reportou que as suas unidades não tripuladas cortaram as rotas logísticas inimigas, o que levou as forças russas a transferir os abastecimentos de combustíveis e lubrificantes para a oblast de Voronezh, na Rússia. O 3.º Corpo afirmou ainda ter infligido baixas à unidade russa de elite de sistemas não tripulados 'Rubicon', forçando o seu comando a retirá-la da direção Lyman-Borivka. Biletsky estimou as perdas inimigas em cerca de 1 500 soldados, mais de 12 000 drones e centenas de blindados, sistemas de artilharia e equipamento automóvel.

Como o descrevem as fontes ucranianas

A narrativa oficial do 3.º Corpo de Exército domina a cobertura ucraniana: confirmação da contraofensiva, localidades libertadas, o comandante Andriy Biletsky a nomear a operação 'Vivaldi' e o balanço de perdas inimigas — cerca de 1 500 soldados, mais de 12 000 drones e centenas de blindados, sistemas de artilharia e equipamento automóvel. A imprensa ucraniana sublinha o motivo estratégico da operação — impedir o cerco de Sloviansk e Kramatorsk — e as vantagens conseguidas, como o silêncio informativo e a ultrapassagem dos objectivos planeados. Destaca-se também o dano causado à unidade russa de elite 'Rubicon' e a sua retirada da direção Lyman-Borivka.

Onde as versões divergem

Os bloguistas militares russos afirmam que as forças russas perderam posições a sul de Lyman e não conseguem recuperar posições na própria cidade, enquanto o ISW avalia que o comando russo provavelmente ainda não se apercebeu da perda do saliente de Lyman e da iniciativa táctica na zona, sugerindo que as forças russas podem ainda estar a tentar cortar as linhas de comunicação terrestres ucranianas com o 'cinturão-fortaleza' a partir do oeste. Em paralelo, os correspondentes de guerra russos culpam os comandantes locais e uma cultura de 'relatórios bonitos' pelos sucessos ucranianos, enquanto outro bloguista russo afirma que o alto comando russo 'compreende a situação no terreno' — deixando em aberto se o problema é comportamental e local ou sistémico e reconhecido no topo.

Contexto

O chamado 'cinturão-fortaleza' designa a linha defensiva ucraniana ancorada em Sloviansk e Kramatorsk, na região de Donetsk. As forças russas vinham a tentar cercar este cinturão pelo sul e sudoeste; o avanço ucraniano a norte de Lyman é avaliado como tendo tornado esse plano de cerco 'irrealista'. Em consequência dos ataques ucranianos às vias de abastecimento, as forças russas terão transferido os abastecimentos de combustíveis e lubrificantes para a oblast de Voronezh.