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Polícia israelita chega a Uman para garantir segurança durante Rosh HaShanah

A polícia israelita chegou a Uman, na Ucrânia, para patrulhar em conjunto com as forças de segurança ucranianas durante a peregrinação anual hassídica de Rosh HaShanah. Os agentes permanecerão na cidade até ao final das celebrações, marcadas para 11 a 13 de setembro, segundo a polícia da região de Cherkasy.

Pontos principais

  • Polícia israelita chegou a Uman para apoiar as autoridades ucranianas na manutenção da ordem durante Rosh HaShanah
  • A polícia israelita permanecerá em Uman até ao final das celebrações de Rosh HaShanah
  • Patrulhas conjuntas incluem a polícia israelita e ucraniana, socorristas do Serviço Estatal de Emergências e efetivos da Guarda Nacional
  • Situação em Uman é descrita como estável e controlada pela polícia
  • Reunião de coordenação entre representantes ucranianos e israelitas acordou ações conjuntas de segurança
  • Rosh HaShanah este ano celebra-se de 11 a 13 de setembro
  • Mais de 35 mil hassídicos visitaram Uman em 2025, apesar dos alertas de segurança

Porque é importante

A coordenação policial entre Israel e a Ucrânia permite manter um grande evento religioso em condições de guerra, num local que já foi alvo de um ataque russo mortal em 2023. A peregrinação continua a ser um ponto sensível do planeamento de segurança, e o facto de dezenas de milhares de fiéis viajarem todos os anos para Uman apesar dos avisos oficiais sublinha a tensão entre a devoção religiosa e os riscos da guerra.

O que aconteceu

A polícia israelita chegou a Uman para colaborar com as forças de segurança ucranianas na manutenção da ordem pública durante as celebrações de Rosh HaShanah, segundo a polícia da região de Cherkasy, que anunciou a chegada em data divergente consoante as fontes — 5 de setembro ou domingo, 6 de setembro. Numa reunião de coordenação, representantes dos dois países acordaram ações conjuntas na zona da peregrinação. Polícias israelitas e ucranianos, socorristas do Serviço Estatal de Emergências e militares da Guarda Nacional efetuam agora patrulhas conjuntas e trabalho de informação junto dos peregrinos. As autoridades descrevem a situação como estável e controlada, e a polícia israelita permanecerá em Uman até ao final do Rosh HaShanah, que este ano se celebra de 11 a 13 de setembro.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes consultadas são todas ucranianas e colocam a polícia da região de Cherkasy como principal origem da informação. A cobertura sublinha a coordenação entre Israel e a Ucrânia, a presença do Serviço Estatal de Emergências e da Guarda Nacional, bem como a avaliação da polícia de que a situação está estável e controlada. Em paralelo, os meios ucranianos recordam os alertas oficiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano e do Departamento de Estado dos EUA, e salientam o impacto do ataque russo a Uman em 2023 para contextualizar as preocupações de segurança.

Onde as versões divergem

O momento do anúncio da polícia da região de Cherkasy sobre a chegada dos agentes israelitas é apresentado de forma diferente nas fontes: algumas datam-no de 5 de setembro, outras de domingo, 6 de setembro. Quanto à peregrinação de 2025, uma fonte refere que «mais de 35 mil hassídicos voltaram a chegar», outra indica que, segundo o serviço de fronteiras ucraniano, «mais de 35 mil vieram apesar dos alertas de segurança» — em ambos os casos, o número de destaque é o mesmo.

Contexto

Uman acolhe o túmulo do rabino Nachman de Breslov, fundador do movimento hassídico Breslov, o que motiva todos os anos a peregrinação de dezenas de milhares de fiéis por ocasião do Rosh HaShanah. Em 2023, um ataque russo com míssil contra um prédio em Uman matou 23 pessoas, incluindo seis crianças. Nesse mesmo ano, cerca de 35 mil hassídicos visitaram ainda assim a cidade; em 2024 foram mais de 30 mil, e em 2025 mais de 35 mil, apesar dos alertas de segurança. No fim de julho, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia recomendou aos peregrinos israelitas que evitassem deslocar-se a Uman devido à situação de segurança ligada à guerra e aos bombardeamentos russos. O Departamento de Estado dos EUA também aconselhou os cidadãos americanos a não viajar para Uman, apontando a ameaça de ataques russos e a falta de abrigos.