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Ucrânia e Rússia ultimam detalhes para evacuar civis de Oleshky, anuncia Lubinets

O Comissário para os Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, afirmou no canal Espresso que a Ucrânia e a Rússia estão a acordar os últimos pontos da evacuação de civis da comunidade ocupada de Oleshky e de seis localidades próximas, na região de Kherson, para território controlado pelo Governo de Kiev. As negociações, centradas num regime de cessar-fogo que viabilize a operação, decorrem diariamente, segundo Lubinets, que advertiu que continuam a existir "questões difíceis" por resolver.Estimativas ucranianas indicam que até 6 mil civis, incluindo cerca de 200 crianças, permanecem na zona, dos quais até 2 mil só em Oleshky.

Pontos principais

  • Ucrânia e Rússia ultimam os detalhes finais da evacuação de civis da comunidade ocupada de Oleshky para território controlado por Kiev
  • O anúncio foi feito por Dmytro Lubinets, Comissário dos Direitos Humanos da Rada, no canal Espresso
  • A evacuação abrange Oleshky e mais seis localidades vizinhas e exige um cessar-fogo
  • As negociações decorrem diariamente, mas Lubinets reconhece que restam "questões difíceis"
  • Estimativas ucranianas apontam para até 6 mil civis na zona, incluindo até 200 crianças, e até 2 mil só em Oleshky
  • No dia 16 de outubro, o Papa Leão XIV falou com Vladimir Putin e pediu um cessar-fogo para a entrega de ajuda e a evacuação
  • A 4 de outubro, a Guarda Nacional realizou a segunda entrega de ajuda humanitária por drones, transportando cerca de 4 toneladas de carga

Porque é importante

A evacuação abrange até 6 mil civis — incluindo até 200 crianças — que permanecem em Oleshky e nas localidades próximas sob ocupação russa, com vários milhares estimados só na cidade. O Conselho Pan-Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas declarou que Oleshky está à beira de uma catástrofe humanitária, havendo relatos de que os últimos abastecimentos alimentares chegaram no final de maio e de que as forças russas bloqueiam a única estrada de saída. O Papa Leão XIV levantou a situação com Vladimir Putin em 16 de outubro, pedindo um cessar-fogo para permitir a entrega de ajuda e a evacuação voluntária de civis. A Ucrânia já realizou duas entregas de ajuda por drones com tropas da Guarda Nacional, transportando cerca de 4 toneladas de carga. Lubinets enquadrou as conversações como tendo progredido "o máximo possível", mas alertou que permanecem questões difíceis por resolver.

O que aconteceu

O Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, anunciou no canal Espresso que a Ucrânia e a Rússia estão a ultimar os detalhes finais da evacuação de civis da comunidade ocupada de Oleshky e de seis localidades vizinhas, na região de Kherson, para território controlado pelo Governo de Kiev. As negociações, centradas num regime de cessar-fogo que possibilite a evacuação, decorrem diariamente, com Lubinets a afirmar que a parte russa tomou em consideração todas as propostas anteriormente apresentadas por Kiev. O responsável admitiu, contudo, que continuam a existir "questões difíceis" e manifestou esperança de resultados concretos em breve. Segundo estimativas ucranianas, até 6 mil pessoas, das quais até 200 crianças, permanecem na zona, e até 2 mil só em Oleshky.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Todas as fontes disponibilizadas são ucranianas, em língua ucraniana, e centram o caso humanitário da evacuação, sublinhando que Oleshky está à beira de uma catástrofe humanitária sob ocupação russa e que a única via de saída foi minada e controlada por drones de ataque. A cobertura destaca vozes oficiais ucranianas — Lubinets e o ministro dos Negócios Estrangeiros Andriy Sybiha — e enquadra a anterior recusa russa em confirmar uma missão humanitária em paralelo com a recente aparente disponibilidade para analisar as propostas de Kiev como um avanço diplomático ucraniano. O envolvimento internacional de alto perfil é invocado em apoio da causa ucraniana: a chamada do Papa Leão XIV a Putin em 16 de outubro, a discussão da crise de Oleshky pela OSCE em 1 de outubro e a utilização do termo "genocídio" por Zelensky no Warsaw Security Forum.

Onde as versões divergem

As estimativas sobre quantos civis permanecem em Oleshky variam: uma avaliação aponta para até 2.000 pessoas, e a declaração do chanceler Andriy Sybiha, de 17 de outubro, citou cerca de 1.700 pessoas bloqueadas na cidade. Outra divergência diz respeito à data do último abastecimento alimentar à Oleshky ocupada: a fonte A2 refere o final de maio de 2026, enquanto outras reportagens descrevem a interrupção dos fornecimentos sem especificar 2026 — data essa considerada suficientemente duvidosa para ser assinalada.

Contexto

Oleshky está sob ocupação russa desde 2022 e situa-se perto da linha da frente, numa área que fontes ucranianas descrevem como uma zona cinzenta. Os abastecimentos alimentares à Oleshky ocupada terão cessado no final de maio (a fonte A2 indica 2026), com os residentes descritos como a passar fome e impedidos de sair pelas forças russas. A OSCE discutiu a catástrofe humanitária em Oleshky na sua reunião de 1 de outubro. O Presidente Volodymyr Zelensky, no Warsaw Security Forum, afirmou que as forças russas em Oleshky cometem genocídio contra a população local. Autoridades da região de Kherson disseram à LIGA.net que a publicidade em torno das entregas por drones atraiu atenção internacional para a situação humanitária crítica em Oleshky.