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Ucrânia reivindica ter desactivado 51% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia em setembro

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que os ataques recentes a refinarias russas retiraram de operação 51% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia. O Presidente Vladimir Putin reconheceu que os ataques tiveram um custo económico para a Rússia, estimado em cerca de 1% do PIB.

Pontos principais

  • O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que os ataques a refinarias russas retiraram de operação 51% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia.
  • A alegação ucraniana de que 51% da capacidade de refinação russa foi neutralizada não pôde ser verificada de forma independente.
  • O Ministro da Defesa da Ucrânia, Yevhenii Khmara, afirmou que o valor de 51% foi avaliado por analistas dos serviços de inteligência, do Estado-Maior e do Ministério da Defesa da Ucrânia.
  • Vladimir Putin afirmou que os ataques ucranianos fizeram a Rússia perder cerca de 1% do PIB.
  • Putin declarou que os ataques apenas atingiram parcialmente o objetivo declarado de prejudicar a economia russa.
  • Putin fez a admissão do impacto de 1% no PIB numa reunião do Fórum do Clube Valdái.
  • As cidades-alvo dos ataques incluem Moscovo, Yaroslavl, Ust-Luga, Perm, Saratov e Syzran.

Porque é importante

Se for confirmada, a alegação de que mais de metade da capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi desactivada representaria um golpe significativo para um sector-chave da economia russa. O próprio reconhecimento russo de um custo económico sugere que os ataques estão a ter efeitos mensuráveis, alargando o impacto da guerra para além da linha da frente.

O que aconteceu

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que, em resultado de ataques de longo alcance pelas Forças de Defesa e Segurança em setembro, mais de 51% das capacidades de refinação de petróleo da Rússia foram retiradas de operação. A alegação foi feita pelo Ministro da Defesa Yevhenii Khmara, que indicou que o valor foi avaliado por analistas dos serviços de inteligência, do Estado-Maior e do Ministério da Defesa da Ucrânia. A Rússia, através do Presidente Vladimir Putin, reconheceu que os ataques tiveram um custo económico, estimado em cerca de 1% do PIB, embora Putin tenha afirmado que apenas atingiram parcialmente o seu objetivo declarado. Putin fez estas declarações numa reunião do Fórum do Clube Valdái. As cidades-alvo dos recentes ataques ucranianos incluem Moscovo, Yaroslavl, Ust-Luga, Perm, Saratov e Syzran. A alegação ucraniana dos 51% não pôde ser verificada de forma independente.

Onde as versões divergem

A Ucrânia reivindica que 51% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi desactivada, uma alegação que não pôde ser verificada de forma independente. A Rússia, através de Vladimir Putin, reconhece um custo económico de cerca de 1% do PIB, mas caracteriza o impacto dos ataques como apenas parcial.

Contexto

As cidades-alvo nomeadas incluem Moscovo, Yaroslavl, Ust-Luga, Perm, Saratov e Syzran. No início do ano, os ataques ucranianos a refinarias russas contribuíram para uma crise de combustíveis na Rússia, que levou as autoridades a impor restrições à venda de gasolina. A linha da frente na guerra Rússia-Ucrânia estende-se por aproximadamente 1.200 quilómetros.