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Autarca de Lviv encontra possível dispositivo de escuta no carro oficial

O presidente da câmara de Lviv, Andriy Sadovyi, anunciou que foi encontrado um possível dispositivo de escuta no seu carro oficial, com antena e cartão SIM. O autarca recorreu às autoridades e apelou publicamente à polícia para levantar o aparelho caso tenha sido instalado ao abrigo de uma decisão judicial. É o segundo incidente do género no seu ambiente de trabalho em cerca de um ano.

Pontos principais

  • Andriy Sadovyi, presidente da câmara de Lviv, anunciou a descoberta de um possível dispositivo de escuta no seu carro oficial.
  • O aparelho continha uma antena e um cartão SIM, tendo sido mostrado em vídeo pelo autarca, com várias placas com microcircuitos, fios e antena.
  • O carro foi revistado depois de a bateria se ter descarregado completamente ao longo de um mês e de se ter ouvido um ruído estranho no interior.
  • Sadovyi disse que não tem ideia de quem possa ter colocado o dispositivo e apelou às autoridades para que o levantem se a sua instalação foi autorizada por tribunal.
  • Cerca de um ano antes tinha sido encontrado um dispositivo semelhante no gabinete do autarca, após visitas de Yulia Svyrydenko, então primeira-ministra, e do presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, além de convidados estrangeiros.
  • Após a descoberta no gabinete, o SBU abriu um processo-crime e disse que iria apreender o equipamento para perícia; Sadovyi afirma nunca ter recebido uma resposta concreta sobre a origem do aparelho.

Porque é importante

É o segundo dispositivo suspeito de escuta encontrado no ambiente de trabalho direto do autarca de uma grande cidade ucraniana em cerca de um ano, reforçando a atenção pública sobre a vigilância e a proteção de altas figuras ucranianas em tempo de guerra. O desafio público de Sadovyi à polícia — pedindo que levantem o aparelho se foi instalado legalmente — levanta questões sobre quem o poderá ter colocado e ao abrigo de que autoridade.

O que aconteceu

O presidente da câmara de Lviv, Andriy Sadovyi, anunciou que foi encontrado um possível dispositivo de escuta no seu carro de serviço. O aparelho continha uma antena e um cartão SIM; o autarca mostrou-o em vídeo, exibindo várias placas com microcircuitos, fios e antena. A revisão do carro aconteceu depois de a bateria se ter descarregado por completo ao longo de cerca de um mês e de se ter começado a ouvir um ruído estranho no interior. Sadovyi afirmou que não sabe quem possa ter instalado o dispositivo e disse que iria informar os responsáveis dos serviços competentes, apelando às forças de segurança para levantarem o aparelho se a sua instalação tiver sido autorizada por um tribunal. Uma das fontes indica que a descoberta ocorreu em 18 de setembro.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Os seis artigos fornecidos são todos de media ucranianos e tratam o episódio como um incidente de segurança grave, dando destaque ao vídeo em que Sadovyi mostra o dispositivo. A cobertura sublinha a citação do autarca a desafiar as forças de segurança a reinstalarem o aparelho «se for legal» e a sua ideia de que a publicidade é a sua proteção. Os媒体 ukrainianos ligam o novo caso à descoberta anterior no gabinete e à ausência de uma resposta concreta sobre a origem desse primeiro dispositivo, descrevendo os dois episódios como um padrão.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobretudo em detalhe, não em substância. Uma fonte indica que o dispositivo foi encontrado no carro em 18 de setembro, enquanto outras não mencionam uma data precisa. Quanto à descoberta anterior no gabinete, uma fonte refere 17 de setembro de 2025, ao passo que a maioria se limita a indicar «setembro de 2025» ou «cerca de um ano antes».

Contexto

Cerca de um ano antes, Sadovyi já tinha relatado que especialistas encontraram um dispositivo de escuta no carregador de um telefone de escritório no seu gabinete, que continha um cartão de memória e um cartão SIM, após o telefone de trabalho ter começado a avariar. O autarca disse que essa descoberta no gabinete ocorreu pouco depois de visitas da então primeira-ministra Yulia Svyrydenko, do presidente da Verkhovna Rada (parlamento da Ucrânia) Ruslan Stefanchuk e de convidados estrangeiros. Após essa primeira descoberta, o SBU (Serviço de Segurança da Ucrânia) abriu um processo-crime e afirmou que iria apreender o equipamento para perícia; Sadovyi afirma nunca ter recebido uma resposta concreta sobre o que era o dispositivo nem sobre a sua origem.