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Polónia lança site de localização de abrigos após ataques russos na fronteira com a Ucrânia

O governo polaco lançou o portal gdziesieukryc.pl, que permite aos cidadãos localizar abrigos próximos em caso de perigo. A medida surge na sequência dos ataques russos da noite de 13 de setembro, que atingiram infraestruturas perto da fronteira polaco-ucraniana, incluindo uma composição de passageiros que seguia de Kiev para Varsóvia.

Pontos principais

  • O governo polaco lançou o site gdziesieukryc.pl, que permite localizar abrigos próximos em caso de perigo.
  • A plataforma foi lançada na sequência dos ataques russos da noite de 13 de setembro.
  • Nesse ataque, a Rússia atingiu a locomotiva de um comboio de passageiros Kiev-Varsóvia a cerca de dois quilómetros da fronteira com a Polónia.
  • Drones russos atingiram o ponto de passagem internacional de Yahodyn, na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia.
  • Segundo a guarda de fronteira polaca, um drone atingiu um camião perto da passagem Yahodyn-Dorohusk.
  • Não houve vítimas no ataque ao comboio porque um grupo de monitorização avisou antecipadamente a tripulação.
  • O especialista em segurança Jarosław Stelmakh afirmou que a Polónia fez pouco para criar locais seguros e que a sua flanco leste não dispõe de abrigos adequados para os cidadãos polacos.

Porque é importante

A Polónia é um Estado da NATO e da UE na linha da frente, que faz fronteira com a Ucrânia, pelo que os ataques russos a atingirem o seu território constituem uma escalada significativa. O lançamento de um portal nacional de localização de abrigos indica que Varsóvia está a iniciar medidas de proteção civil diretamente ligadas à guerra no país vizinho. O ataque de 13 de setembro atingiu múltiplos alvos perto da fronteira, incluindo travessias internacionais ferroviárias e rodoviárias, levantando questões sobre a segurança das infraestruturas civis transfronteiriças. Os chefes da diplomacia ucraniana e polaca classificaram publicamente os ataques como uma provocação direta à NATO e à UE.

O que aconteceu

Na sequência dos ataques russos da noite de 13 de setembro, que atingiram várias infraestruturas perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, o governo polaco lançou o portal gdziesieukryc.pl. O site permite aos cidadãos localizar abrigos próximos em caso de perigo. Entre os alvos atingidos nessa noite estiveram uma locomotiva do comboio de passageiros que fazia o trajecto Kiev-Varsóvia, a cerca de dois quilómetros da fronteira polaca, e o ponto de passagem internacional de Yahodyn, onde drones russos foram intercetados. O porta-voz da unidade Nadbuża da guarda de fronteira polaca, Dariusz Sieniecki, referiu que um drone atingiu um camião perto da passagem Yahodyn-Dorohusk. Não se registaram vítimas no ataque ao comboio, uma vez que um grupo de monitorização avisou a tripulação com antecedência. O especialista em segurança e presidente da Safety Project, Jarosław Stelmakh, alertou que pouco foi feito na Polónia para criar locais seguros e que o flanco leste do país não dispõe de abrigos adequados para os cidadãos polacos.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Os media ucranianos enquadram o lançamento do portal polaco como consequência directa dos ataques russos contra infraestruturas de fronteira ucranianas, sublinhando a experiência da Ucrânia e a propagação da ameaça a um país vizinho da NATO. As reacções oficiais ucranianas ocupam um lugar central, em particular a caracterização feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Andrii Sybiha, que qualificou os ataques como «terror de Putin» a bater às portas da UE e da NATO. A cobertura destaca também o relato da Ukrzaliznytsia sobre o ataque ao comboio de passageiros Kiev-Varsóvia e o papel de um grupo de monitorização ucraniano que avisou a tripulação.

Como o descrevem as fontes internacionais

As fontes fornecidas provêm todas de órgãos de comunicação ucranianos, pelo que não é possível estabelecer um enquadramento internacional distinto a partir dos elementos disponíveis. A única voz estrangeira citada é a do ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radosław Sikorski, que descreveu os ataques russos na zona fronteiriça como «mais uma escalada no espetro» por parte da Rússia.

Onde as versões divergem

Os relatos do ataque russo de 13 de setembro divergem quanto aos alvos atingidos: as fontes mencionam, por vezes em paralelo, uma estação de serviço perto da fronteira polaca, a locomotiva de um comboio de passageiros a cerca de dois quilómetros da fronteira, drones no ponto de passagem de Yahodyn e um drone que atingiu um camião perto de Yahodyn-Dorohusk, sem que os elementos fornecidos esclareçam se se trata de um único acontecimento ou de vários. Existe também inconsistência na identificação do especialista em segurança Stelmakh, referido umas vezes como Yaroslav e outras como Jarosław, e umas vezes com o título de professor, outras sem ele.

Contexto

Na noite de 13 de setembro, a Rússia atingiu um comboio de passageiros que seguia de Kiev para Varsóvia a cerca de dois quilómetros da fronteira polaca; um grupo de monitorização avisou a tripulação com antecedência e não se registaram vítimas. Drones russos atingiram igualmente o ponto de passagem internacional de Yahodyn, na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, e, segundo o porta-voz da guarda de fronteira polaca Dariusz Sieniecki, um drone embateu num camião perto da passagem Yahodyn-Dorohusk. A revista Spiegel noticiou que um outro comboio que teve de ser evacuado transportava conselheiros e diplomatas europeus, entre os quais o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson. O especialista em segurança Jarosław Stelmakh, professor e presidente da Safety Project, defendeu que a Polónia tinha feito pouco para preparar locais seguros e que o seu flanco leste carece de abrigos adequados para os cidadãos polacos.