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Drone russo cai a 4 km da fronteira polonesa e Varsóvia mobiliza caças

No dia 17 de setembro, um drone de ataque russo caiu ou foi destruído a cerca de 4 quilómetros da fronteira polaco-ucraniana, em Volyn, junto à passagem de Yahodyn-Dorohusk. A Polónia levantou caças, colocou sistemas de defesa antiaérea em alerta e suspendeu temporariamente as operações nos aeroportos de Lublin e Rzeszów. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que o drone provavelmente atingiu uma estação de serviço, e o ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, anunciou o reforço da atividade de F-16 e helicópteros.

Pontos principais

  • Drone russo caiu ou foi destruído a cerca de 4 km da fronteira, em Volyn, junto à passagem Yahodyn-Dorohusk
  • A Polónia levantou caças e colocou sistemas antiaéreos e de radar em alerta
  • Não houve violação do espaço aéreo polaco, segundo o Comando Operacional
  • Os aeroportos de Lublin e Rzeszów suspenderam operações durante cerca de uma hora
  • Kosiniak-Kamysz anunciou mais atividade de F-16 e helicópteros e reforço da defesa antiaérea
  • O incidente coincidiu com o 87.º aniversário da invasão soviética da Polónia em 1939
  • Andrii Sybiha afirmou tratar-se do terceiro ataque russo junto a Yahodyn numa semana

Porque é importante

Um drone russo aproximou-se a poucos quilómetros do território da NATO, obrigando a Polónia a ativar caças e sistemas de defesa antiaérea — o episódio mais próximo nesta sequência de incidentes. O governo polaco enquadrou-o como uma provocação deliberada de Moscovo, com Tusk a invocar o aniversário da invasão soviética de 1939 e a avisar para ações híbridas mais perigosas no futuro. Varsóvia anunciou uma resposta militar concreta, com mais F-16 e helicópteros em atividade, e paralisou por duas vezes no mesmo dia os aeroportos de Lublin e Rzeszów, hubs logísticos para a ajuda à Ucrânia. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, classificou o ataque como o terceiro junto a Yahodyn numa semana, sinalizando uma escalada russa sustentada.

O que aconteceu

No dia 17 de setembro, um drone russo de ataque caiu ou foi destruído a aproximadamente 4 quilómetros da fronteira polaco-ucraniana, em território da Ucrânia, na oblast de Volyn, perto da passagem fronteiriça de Yahodyn-Dorohusk. A Polónia respondeu levantando caças, colocando os sistemas de defesa antiaérea e de reconhecimento radar em alerta e suspendendo por cerca de uma hora as operações nos aeroportos de Lublin e Rzeszów, retomadas depois quando a atividade militar terminou. O Comando Operacional das Forças Armadas indicou que não houve violação do espaço aéreo polaco. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que o drone provavelmente atingiu uma estação de serviço junto à fronteira e que se ouviu uma explosão muito forte na direção de Yahodyn. O ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, anunciou o reforço da atividade de caças F-16 e helicópteros, bem como o reforço dos sistemas de defesa antiaérea e de resposta rápida em todo o país, em reação às provocações russas. O vice-ministro da Defesa, Cezary Tomczyk, precisou que o comandante operacional tinha emitido uma ordem pré-autorizada para abater o drone caso este cruzasse a fronteira, mantendo-se em tempo de paz a exigência de identificação visual. Ao final do dia 17 de setembro, o Comando Operacional polaco anunciou uma segunda operação preventiva, voltando a levantar aviação militar e a colocar os sistemas antiaéreos em prontidão devido a ataques russos na Ucrânia central.

Contexto

No dia 15 de setembro, um drone identificado pelo Ministério Público polaco como um Gerbera 2 russo, equipado com ogiva, foi encontrado ao largo da costa polaca no mar Báltico. Na manhã de 16 de setembro, foram declaradas alertas aéreas em regiões polacas fronteiriças e os aeroportos de Lublin e Rzeszów suspenderam operações devido a drones russos sobre o oeste da Ucrânia. A 13 de setembro, um drone russo atingiu um camião a cerca de 800 metros da fronteira perto do posto de Yahodyn e, no mesmo dia, atingiu a locomotiva de um comboio de passageiros com destino a Varsóvia poucos quilómetros antes da fronteira; a Ukrzaliznytsia referiu que um comboio diplomático com o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson tinha passado pelo troço instantes antes do ataque e que outro, com o ex-diretor da CIA David Petraeus, estava na estação de Yahodyn durante o ataque, sem baixas registadas. O dia 17 de setembro assinala o 87.º aniversário da invasão soviética da Polónia em 1939, data explicitamente invocada pelos responsáveis polacos nas suas declarações.