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Funcionário russo vai participar na reunião ministerial de energia do G20 em Houston, organizada pelos EUA

Os EUA confirmaram que um funcionário russo vai estar presente na Reunião Ministerial sobre Abundância Energética do G20, agendada para 14 a 16 de setembro em Houston. Ainda não foi divulgado qual funcionário russo representará Moscovo. Em agosto, o ministro das Finanças russo Anton Siluanov tinha sido o primeiro membro do governo russo a participar pessoalmente num fórum do G20 desde a invasão em grande escala da Ucrânia, o que mereceu críticas públicas da Alemanha.

Pontos principais

  • A reunião ministerial do G20 sobre energia realiza-se de 14 a 16 de setembro em Houston.
  • A Casa Branca confirmou a presença de um funcionário russo, sem divulgar o nome.
  • Os EUA serão representados pelo secretário do Interior Doug Burgum, pelo secretário de Energia Chris Wright e pelo representante da Casa Branca Jarrod Agen (grafia variável nas notícias).
  • Em agosto, o ministro das Finanças russo Anton Siluanov participou presencialmente na reunião dos ministros das Finanças do G20 em Asheville, Carolina do Norte — a primeira presença presencial de um ministro russo num fórum do G20 desde a invasão em grande escala de 2022.
  • O vice-chanceler e ministro das Finanças alemão Lars Klingbeil criticou publicamente a presença de Siluanov e a decisão dos EUA de acolher o ministro russo.
  • Os auditores da UE concluíram este mês que os esforços do bloco para acabar com a dependência do petróleo e do gás russos estão a estagnar, com reservas de gás anormalmente baixas antes do inverno.
  • Espera-se também a presença de responsáveis europeus e asiáticos do setor energético.

Porque é importante

Esta será a segunda vez, durante a invasão em grande escala, que um alto funcionário russo é acolhido presencialmente pelos EUA num fórum do G20, o que contraria o isolamento diplomático de Moscovo nestes palcos desde 2022. A decisão provocou objecções públicas de responsáveis europeus, sinalizando fricção transatlântica em torno da forma como a Rússia é tratada nas reuniões ministeriais. A cimeira decorre ainda num contexto de estagnação dos esforços europeus para abandonar o petróleo e o gás russos e de reservas de gás anormalmente baixas antes do inverno.

O que aconteceu

Os EUA anunciaram que vão acolher em Houston, de 14 a 16 de setembro, a Reunião Ministerial sobre Abundância Energética do G20. A Casa Branca confirmou à Reuters que um funcionário russo estará presente, mas não divulgou o nome. Os EUA serão representados pelo secretário do Interior Doug Burgum, pelo secretário de Energia Chris Wright e pelo representante da Casa Branca Jarrod Agen. Espera-se também a participação de responsáveis energéticos europeus e asiáticos. A notícia surge menos de um mês depois de o ministro das Finanças russo Anton Siluanov ter estado presencialmente em Asheville, Carolina do Norte, na reunião dos ministros das Finanças do G20, a primeira presença presencial de um ministro russo num fórum do G20 desde a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022. A visita de Siluanov foi criticada publicamente pelo vice-chanceler e ministro das Finanças alemão Lars Klingbeil.

Onde as versões divergem

As notícias divergem na grafia do nome do representante da Casa Branca que vai participar na reunião: algumas fontes transcrevem como «Jarrod Agen», outras como «Ahen» ou «Eigen».

Contexto

Em agosto de 2025, o ministro das Finanças russo Anton Siluanov participou presencialmente na reunião dos ministros das Finanças do G20 em Asheville, Carolina do Norte, a primeira vez que um ministro russo marcou presença pessoal num fórum do G20 desde a invasão em grande escala da Ucrânia. Os auditores da UE concluíram este mês que os esforços do bloco para acabar com a dependência do petróleo e do gás russos estão a estagnar e que as reservas de gás estão anormalmente baixas antes do inverno. Entre as pressões de segurança energética referidas na cobertura estão as guerras na Ucrânia e no Irão, a interrupção iraniana do estreito de Ormuz, preços recorde do gasóleo nos EUA acima de 6 dólares por galão e o aumento do consumo elétrico norte-americano devido à construção de centros de dados.