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Drones atingem fábrica química Azot em Berezniki, na Rússia, a cerca de 1.500 km da Ucrânia

Na manhã de 11 de setembro, drones atingiram o complexo químico Azot, da empresa Uralchem, na cidade de Berezniki, no Krai de Perm, na Rússia. Trabalhadores relataram explosões e a paragem total do processo tecnológico, e foi observado fumo sobre o complexo. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido drones na região.

Pontos principais

  • Drone attack on the morning of 11 September hit the Azot branch of Uralchem in Berezniki, Perm Krai, roughly 1,500 km from the Ukrainian border.
  • Plant workers reported explosions and said the technological process at Azot was fully halted.
  • Smoke was observed over the territory of the enterprise after the strike.
  • Azot is Russia's largest producer of nitrogen fertilisers and the sole supplier of certain chemicals used in explosives manufacturing.
  • Nitric acid from Azot feeds Russian military-industrial complex enterprises, including the Perm Powder Plant, Solikamsk Ural plant, Aleksinsky Chemical Combine and Biysk Oleum Plant.
  • The Russian Defence Ministry said drones were shot down over the region; the Perm governor claimed 36 drones were downed and reported no casualties.
  • The Azot plant had already been hit by drones in autumn 2025.
  • From 05:00 Moscow time on 11 September, Bolshoye Savino airport in Perm imposed temporary restrictions on aircraft arrivals and departures.
  • The complex spans about 140 hectares, includes roughly 90 production buildings and employs around 2,500 people.

Porque é importante

A Azot é o maior produtor russo de adubos azotados e o fornecedor único de uma série de produtos químicos necessários ao fabrico de explosivos. O seu ácido nítrico abastece várias empresas do complexo militar-industrial russo, incluindo fábricas de pólvora e explosivos. A localização do complexo, a cerca de 1.500 km da fronteira ucraniana, evidencia a capacidade de projeção dos drones ucranianos, e a paragem total da produção assinala um golpe nas cadeias logísticas russas.

O que aconteceu

Na manhã de 11 de setembro, drones atingiram a filial Azot da empresa química Uralchem em Berezniki, no Krai de Perm (Rússia). Sobre o território do complexo foi visto fumo e trabalhadores relataram uma série de explosões, indicando que o processo tecnológico na fábrica química foi totalmente interrompido. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido drones sobre a região, e o governador do Krai de Perm, Dmytro Makhonin, declarou que se tratou de um ataque massivo contra as zonas norte da região, tendo dois objetos industriais sido atingidos, com 36 drones alegadamente abatidos em zonas não residenciais e sem registo de vítimas; indicou também estar a ser monitorizada a qualidade do ar. A partir das 05:00 hora de Moscovo, o aeroporto de Bolshoye Savino, em Perm, introduziu restrições temporárias à chegada e saída de aeronaves. Antes do ataque, sirenes de alerta aéreo soaram durante várias horas em Berezniki e Solikamsk, e canais de monitorização reportaram atividade de drones no céu do Krai de Perm. O chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Andriy Kovalenko, publicou um vídeo confirmando o ataque de drones a uma fábrica química no Krai de Perm envolvida na produção de explosivos usados em meios aéreos de ataque russos.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas atribuem explicitamente o ataque a drones ucranianos e apresentam a Azot como um alvo militar legítimo, sublinhando o seu papel como fornecedor único de produtos químicos utilizados pelo complexo militar-industrial russo no fabrico de explosivos e pólvora. Citam Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, que publicou um vídeo da incursão como confirmação, e destacam o alcance do ataque, cerca de 1.500 km a partir da fronteira. A cobertura salienta as consequências para a Rússia, com explosões, fumo e a paragem total do processo tecnológico na fábrica, e refere os ataques anteriores ao mesmo complexo no outono de 2025, apontando para um padrão de استهداف reiterado desta instalação estratégica.

Onde as versões divergem

Há divergências entre as partes quanto ao resultado do ataque. O Ministério da Defesa russo e o governador do Krai de Perm, Dmytro Makhonin, afirmaram que drones foram abatidos sobre a região (36 abatidos, segundo o governador), enquanto fontes ucranianas de OSINT (Exilenova+/Supernova+) e trabalhadores da fábrica relataram impactos bem-sucedidos, explosões, fumo sobre o complexo e a paragem completa do processo tecnológico na Azot. Existem também divergências quanto ao número de instalações atingidas: algumas reportagens indicam um único alvo (a Azot em Berezniki), enquanto outras sugerem que drones também atingiram ou poderão ter atingido uma segunda empresa química, a Metafrax Chemicals em Gubakha, e o governador de Perm afirmou que dois objetos industriais foram atingidos.

Contexto

A Azot integra o grupo Uralchem e é a sucessora legal do Combinado Químico de Berezniki; produz amoníaco, ácido nítrico, nitrato de amónio e de potássio, ureia e outros produtos químicos. O complexo ocupa cerca de 140 hectares e inclui aproximadamente 90 edifícios de produção, empregando cerca de 2.500 pessoas. Antes do ataque, sirenes de alerta aéreo soaram durante várias horas em Berezniki e Solikamsk, e canais de monitorização registaram atividade de drones sobre o Krai de Perm. A Azot é o maior produtor russo de adubos azotados e o fornecedor único de vários produtos químicos necessários, entre outras用途, à produção de explosivos; o seu ácido nítrico alimenta empresas do complexo militar-industrial russo, como a Fábrica de Pólvora de Perm, a fábrica Ural de Solikamsk, o Combinado Químico de Aleksin e a Fábrica de Oleum de Biysk, para o fabrico de explosivos e pólvora. A Azot já tinha sido atingida por drones no outono de 2025.