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Klitschko na Rada: Kiev está pronta para o inverno e culpa o Governo central

O presidente da Câmara de Kiev, Vitaliy Klitschko, compareceu em 14 de outubro na Verkhovna Rada para apresentar um relatório sobre os preparativos da cidade para o inverno. Rejeitou as acusações de que a capital estaria mal preparada para a estação de aquecimento e devolveu as críticas ao Governo central, que acusou de bloquear fundos e de conduzir uma «campanha de mentiras» em torno do Plano de Resiliência. No mesmo dia, um ataque russo danificou várias infraestruturas em Kiev e na região.

Pontos principais

  • Klitschko apresentou-se na Verkhovna Rada em 14 de outubro, ao meio-dia, para o relatório sobre o inverno.
  • Rejeitou as acusações de falta de preparação e apontou críticas do Governo central como «estalos» constantes e uma «campanha de mentiras» sobre o Plano de Resiliência.
  • Garantiu que os planos prioritários de resiliência energética já estão concluídos.
  • Indicou que este ano houve quase 50 impactos de mísseis e drones em infraestruturas energéticas de Kiev.
  • Listou medidas: cerca de 700 geradores para供热 e água, 70 caldeiras móveis, 3 centrais diesel e 103 geradores na Kyivvodokanal.
  • Acusou as autoridades centrais de tentarem destruir o autogoverno local e de bloquearem pagamentos.
  • Em 13 de outubro, o Presidente Volodymyr Zelensky tinha afirmado que Kiev estava insuficientemente preparada e em atraso face a outras regiões.

Porque é importante

A sessão constituiu uma confrontação política direta entre a liderança de Kiev e as autoridades centrais sobre a responsabilidade pela preparação para a estação fria em tempo de guerra. Klitschko detalhou um vasto conjunto de medidas de preparação e desviou a culpa para o Executivo, ao mesmo tempo que um ataque russo no próprio dia danificou infraestruturas energéticas na capital e na área metropolitana, sublinhando a urgência do tema.

O que aconteceu

O presidente da Câmara de Kiev, Vitaliy Klitschko, compareceu em 14 de outubro, ao meio-dia, na Verkhovna Rada para apresentar um relatório sobre a preparação da cidade para o inverno, depois de ter sido convocado pelos deputados em 13 de outubro. A sua chegada à tribuna foi recebida com aplausos pelos parlamentares. Klitschko rejeitou as acusações de falta de preparação e contra-atacou o Governo central, denunciando «tapas» constantes a Kiev, o bloqueio de fundos que provocou a paragem de pagamentos e uma «campanha de mentiras» em torno do Plano de Resiliência. Sublinhou que a cidade se prepara sob fogo inimigo e lembrou que este ano já se registaram quase 50 impactos em infraestruturas energéticas, depois de 12 em 2022, 7 em 2023, zero em 2024 e 19 em 2025 sobre as centrais TEC-5 e TEC-6. Indicou que os planos prioritários de resiliência energética estão concluídos e enumerou os recursos disponíveis: cerca de 700 geradores para供热 e água, 70 caldeiras móveis, 3 centrais elétricas diesel, uma tomada de água de reserva e 103 geradores na Kyivvodokanal, além de 480 geradores em hospitais (com 11 hospitais com caldeiras próprias, número que subirá para 21 até ao fim do ano) e 285 geradores de alta capacidade em estabelecimentos de ensino. Klitschko perguntou onde está a defesa antiaérea para a capital e a proteção das instalações da Ukrenergo e para onde foram os milhares de milhões atribuídos, defendendo que a defesa antiaéria não é da responsabilidade do presidente da câmara. Negou que outras cidades estejam melhor preparadas, afirmando que todas as comunidades estão em choque com a paragem de pagamentos determinada pelo Governo, e acusou as autoridades centrais de tentarem destruir o autogoverno local. Acrescentou que um ataque russo no próprio dia da sessão danificou várias infraestruturas em Kiev e na região, com danos significativos, estando as equipas a trabalhar na reposição. Depois da sessão, a parlamentar Maryana Bezuhla anunciou ter registado um projeto de lei que permitiria colocar perguntas aos convidados do parlamento. Antes da sessão, Klitschko já tinha dito ao Hromadske que Kiev estava totalmente pronta para a nova estação de aquecimento e que as acusações de falta de preparação eram infundadas.

Como o descrevem as fontes ucranianas

A cobertura das fontes ucranianas acompanha sobretudo a defesa do presidente da Câmara de Kiev e o contra-ataque às autoridades centrais. As peças centram-se na sessão da Rada como um confronto político e não como um briefing técnico, dando relevo às críticas anteriores de Zelensky (em 9 e 13 de outubro) que motivaram a convocatória de Klitschko. As manchetes destacam a linguagem carregada do autarca («tapas das autoridades centrais», «acusações cínicas», «espetáculo», «campanha de mentiras»), colocando o conflito acima dos detalhes técnicos da preparação para o inverno. Todas as fontes do conjunto tratam Klitschko como porta-voz legítimo da resiliência de Kiev em tempo de guerra e nenhuma o apresenta de forma negativa nas manchetes.

Onde as versões divergem

As fontes divergem na grafia do apelido do autarca: a maior parte dos factos e artigos usam «Klitschko», enquanto um subconjunto escreve «Klychko». Divergem ainda na lista de medidas de preparação para a estação fria: a maioria refere cerca de 700 geradores, 70 caldeiras móveis e 103 geradores na Kyivvodokanal; uma das versões acrescenta 3 centrais diesel e mais de 6 000 geradores/inversores/baterias para o parque habitacional; outra apresenta uma lista diferente para os hospitais (480 geradores e 11 caldeiras hospitalares, com expansão prevista para 21 até ao fim do ano).

Contexto

Em 9 de outubro, o Presidente Volodymyr Zelensky criticara as autoridades municipais de Kiev pelo quase total incumprimento dos prazos do Plano de Resiliência; em 13 de outubro afirmou que a capital estava insuficientemente preparada para o inverno e atrasada em relação a outras regiões nesse plano. Em 13 de outubro, a Verkhovna Rada convocou Klitschko para um relatório sobre os preparativos de inverno. No próprio dia da sessão, Klitschko disse ao Hromadske que Kiev estava totalmente pronta para a estação de aquecimento e classificou as acusações como infundadas. Klitschko citou ainda os números anuais de ataques às centrais TEC-5 e TEC-6 de Kiev (12 em 2022, 7 em 2023, 0 em 2024, 19 em 2025 e quase 50 já este ano).