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Ucrânia quase sem locomotivas de reserva após ataques russos e procura reforços na Europa

A Ucrânia esgotou quase por completo a sua reserva de máquinas após uma intensificação dos ataques russos às infraestruturas ferroviárias e portuárias, anunciou o ministro da Política Agrária, Taras Vysotsky. O país está em negociações com parceiros europeus que partilham a mesma bitola de via para obter locomotivas adicionais, enquanto o encerramento dos portos do mar Negro ameaça uma perda estimada de 8000 milhões de dólares nas exportações entre junho de 2026 e junho de 2027.

Pontos principais

  • Taras Vysotsky, ministro da Política Agrária, afirmou que a Ucrânia «quase esgotou as locomotivas de reserva».
  • Desde o início da invasão em grande escala, a Rússia danificou ou destruiu mais de 500 locomotivas; só em 2026 foram 310 — mais do que no total entre fevereiro de 2022 e o fim de 2025.
  • A Ucrânia negoceia com parceiros europeus que usam a mesma bitola ferroviária o fornecimento de locomotivas adicionais.
  • Em 2026, as autoridades ucranianas registaram 198 ataques a infraestruturas portuárias, incluindo 95 contra navios em portos e 69 no corredor marítimo.
  • A 17 de setembro de 2026, russos danificaram uma estação suburbana em Kiev e destruíram a estação ferroviária de Berestyn, na região de Kharkiv; a 20 de setembro, drones atingiram uma instalação ferroviária na região de Vinnytsia.
  • Antes da nova vaga de ataques, os portos da Grande Odessa asseguravam cerca de 80% das exportações agrícolas ucranianas.
  • Vysotsky estima que, se os portos permanecerem fechados, a Ucrânia possa perder pelo menos 8000 milhões de dólares entre junho de 2026 e junho de 2027.
  • Mykyta Hrubov, diretor executivo do porto privado TIS em Pivdennyi, disse que três locomotivas se perderam apenas na área desse porto.

Porque é importante

A escassez de locomotivas limita diretamente as rotas alternativas — ferroviária e Danúbio — de que a Ucrânia depende enquanto os portos do mar Negro estão sob ataque. Com 310 locomotivas danificadas só em 2026, mais do que em todo o período entre fevereiro de 2022 e o fim de 2025, a Rússia está a desencadear uma campanha acelerada contra a logística ferroviária. Sem capacidade portuária ou ferroviária funcional, a Ucrânia enfrenta um défice de exportação estimado em 8000 milhões de dólares até junho de 2027.

O que aconteceu

O ministro da Política Agrária da Ucrânia, Taras Vysotsky, declarou que o país quase esgotou a sua reserva de locomotivas na sequência da intensificação dos ataques russos contra infraestruturas ferroviárias e portuárias. A Ucrânia está em negociações com parceiros europeus que utilizam a mesma bitola de via para obter locomotivas adicionais, tendo em conta que o material circulante destruído ou danificado ultrapassa as 500 unidades desde fevereiro de 2022, das quais 310 apenas em 2026. No mesmo período, foram registados 198 ataques a infraestruturas portuárias, incluindo 95 contra navios atracados e 69 no corredor marítimo. O encerramento dos portos do mar Negro — que antes da nova vaga de ataques asseguravam cerca de 80% das exportações agrícolas — empurra os volumes para a ferrovia e para o Danúbio, mas a capacidade ferroviária está a ser erodida. Vysotsky estima uma perda de pelo menos 8000 milhões de dólares entre junho de 2026 e junho de 2027 caso os portos permaneçam fechados. Ataques recentes ilustram a pressão: em 17 de setembro de 2026, russos danificaram uma estação suburbana em Kiev e destruíram a estação de Berestyn, em Kharkiv; em 20 de setembro, drones atingiram instalações ferroviárias na região de Vinnytsia. O diretor executivo do porto TIS em Pivdennyi, Mykyta Hrubov, relatou a perda de três locomotivas apenas na zona do seu porto.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Os meios ucranianos colocam no centro do relato o esgotamento das reservas de locomotivas e a procura de substitutos europeus com bitola compatível, tratando-o como o problema urgente. Articulam essa escassez com a pressão sobre as exportações pelo mar Negro, quantificando o défice previsto de 8000 milhões de dólares e a redução para metade do volume de exportações agrícolas esperado. Vozes internas — o ministro Taras Vysotsky, o responsável portuário Mykyta Hrubov, o proprietário do terminal Risoil Shota Khadzhishvili, o agricultor Volodymyr Varbanets e o comandante da Guarda Nacional Tymur Samosudov — dão ao relato uma dimensão humana e operacional dentro da Ucrânia. As peças destacam ainda ataques específicos (Vinnytsia, estação suburbana de Kiev, Berestyn em Kharkiv) e a contagem ucraniana de 198 ataques portuários em 2026.

Como o descrevem as fontes internacionais

A cobertura internacional, com base na reportagem do Financial Times reproduzida pelas fontes consultadas, enquadra a história em torno do quase esgotamento das reservas de locomotivas e das conversações com países de bitola compatível. Contextualiza os números de destruição (310 locomotivas danificadas em 2026, mais de 500 desde fevereiro de 2022) e a estimativa de perda de 8000 milhões de dólares, que equivale a cerca de 20% das receitas totais de exportação da Ucrânia no ano anterior.

Contexto

Antes da nova vaga de ataques, os portos da Grande Odessa asseguravam cerca de 80% das exportações agrícolas ucranianas. Desde o início da invasão em grande escala, a Rússia danificou ou destruiu mais de 500 locomotivas no total. Em 2026, as autoridades ucranianas registaram 198 ataques a infraestruturas portuárias, incluindo 95 contra navios em portos e 69 no corredor marítimo. Em agosto, após a redução do tráfego marítimo, cerca de 600 000 toneladas de produtos agrícolas circularam por ferrovia e um volume semelhante pelo Danúbio. O Conselho Agrário de Toda a Ucrânia apelou ao primeiro-ministro para medidas anti-crise urgentes devido à paragem da entrada de navios nos portos do mar Negro.