Rússia atinge instalação petrolífera e de gás na região de Poltava com mísseis balísticos
Na noite de 22 de setembro, forças russas atingiram uma instalação do complexo petrolífero e de gás na região de Poltava com pelo menos cinco mísseis balísticos. De acordo com a Naftogaz, a destruição foi tão grave que torna impossível a recuperação e o funcionamento do equipamento.
Pontos principais
- Ataque ocorreu na noite de 22 de setembro
- Instalação petrolífera e de gás na região de Poltava atingida por pelo menos cinco mísseis balísticos
- Naftogaz classifica os estragos como «destruição crítica», considerando impossível a recuperação e operação da instalação
- A instalação já tinha sido atacada dezenas de vezes desde 2022, segundo a Naftogaz
- Região de Poltava foi um dos principais vetores do ataque russo durante a noite, a par de Dnipropetrovsk e Kirovohrad
Porque é importante
O ataque destruiu uma instalação energética que a operadora classifica como irrecuperável, afetando a infraestrutura energética da Ucrânia. O recurso a mísseis balísticos contra alvos energéticos representa uma escalada no tipo de meios empregues contra este tipo de infraestrutura.
O que aconteceu
Na noite de 22 de setembro, as forças russas lançaram uma vaga de ataques massivos contra várias regiões da Ucrânia, com Poltava, Dnipropetrovsk e Kirovohrad como principais direções. Na região de Poltava, uma instalação do complexo petrolífero e de gás foi atingida por pelo menos cinco mísseis balísticos, sofrendo uma destruição que a Naftogaz considera crítica e irrecuperável. A administração militar regional de Poltava também registou impactos num estabelecimento industrial e num objeto de infraestruturas críticas no distrito de Kremenchuk, bem como a queda de um drone russo numa exploração agrícola privada no distrito de Poltava, que danificou um edifício agrícola e equipamento, sem causar vítimas. As autoridades locais informaram que o balanço inicial não apontava para feridos na região de Poltava.
Como o descrevem as fontes ucranianas
As fontes ucranianas centram a narrativa no ataque a uma infraestrutura petrolífera e de gás crítica na região de Poltava, sublinhando a natureza estratégica do alvo e a utilização de mísseis balísticos contra infraestruturas energéticas. A Naftogaz salientou que o objeto já tinha sido atingido dezenas de vezes desde 2022, enquadrando o ataque mais recente como parte de uma escalada sustentada.
Contexto
A Naftogaz indica que, do início de 2026 até 17 de agosto, as forças russas atacaram 293 vezes instalações da empresa, mais do que o dobro da intensidade registada em anos anteriores, no contexto de uma campanha sistemática contra a infraestrutura energética ucraniana.