Ucrânia está «significativamente mais bem preparada» para ataques russos à energia este inverno, diz primeiro-ministro na YES 2026
O primeiro-ministro da Ucrânia, Serhiy Koretsky, afirmou na conferência Yalta European Strategy (YES 2026), em Kiev, que o país está significativamente mais preparado para os ataques russos às infraestruturas energéticas do que no inverno passado, embora advertindo que é impossível proteger tudo. Koretsky descreveu o período e o inverno que se avizinha como um possível «blitzkrieg» russo de pressão e indicou que o executivo está a preparar planos de contingência, incluindo cenários B, C e um eventual pior caso, com sistemas descentralizados de apoio à vida das regiões.
Pontos principais
- Koretsky falou na conferência anual Yalta European Strategy (YES 2026), em Kiev.
- Afirmou que a Ucrânia está significativamente mais preparada para ataques à energia do que no inverno passado.
- Reconheceu ser impossível proteger totalmente todas as infraestruturas energéticas e disse que o inverno será difícil.
- Indicou que o governo tem um plano de resiliência e prepara cenários alternativos B, C e um eventual pior caso.
- Caracterizou o período e o inverno como um possível «blitzkrieg» russo de pressão sobre a Ucrânia.
- Disse que a Ucrânia trabalha em sistemas descentralizados para garantir o funcionamento de regiões, cidades e oblasts.
- Referiu que os ataques russos e a destruição «se multiplicaram várias vezes» nos últimos dois meses e que a economia já está «no seu estado mais difícil».
Porque é importante
A intervenção define a postura oficial da Ucrânia antes da nova temporada de ataques energéticos e indica se o governo considera as preparações adequadas. Ao admitir limites do que pode ser defendido e ao apresentar o planeamento de contingência (planos B, C, pior caso) e o apoio descentralizado às regiões, Koretsky procura simultaneamente projetar confiança e preparar a opinião pública e os parceiros internacionais para um inverno difícil. A caracterização da estratégia russa como um «blitzkrieg» invernal e o aviso de que o conflito pode ser longo mesmo após um eventual cessar-fogo moldam as expectativas de dadores e aliados quanto às necessidades brutas do inverno.
O que aconteceu
Na conferência Yalta European Strategy (YES 2026), em Kiev, o primeiro-ministro Serhiy Koretsky afirmou que a Ucrânia está significativamente mais preparada para os ataques russos às infraestruturas energéticas do que no inverno passado, ao mesmo tempo que reconheceu ser impossível proteger totalmente todas as instalações do setor e que o inverno será difícil. Koretsky disse que o governo desenvolveu um plano de resiliência e que está a preparar cenários alternativos de resposta, incluindo planos B, C e um eventual pior caso, com recurso a sistemas descentralizados para garantir o funcionamento vital de regiões, cidades e oblasts. Descreveu o período atual e o inverno que se aproxima como uma espécie de «blitzkrieg» russo para pressionar a Ucrânia e afirmou que a escala dos ataques e da destruição se multiplicou nos últimos dois meses, com a economia já no seu estado mais difícil. Acrescentou que ninguém sabe quanto tempo durará a guerra, que o país tem de se preparar física e mentalmente para um período prolongado e que, mesmo que se chegue a um cessar-fogo, este pode ser violado, porque «a história repete-se» e o inimigo não desaparece. O primeiro-ministro afirmou ainda que o governo dispõe de recursos e prontidão suficientes para enfrentar os desafios e que se apoia na sua experiência à frente da Naftogaz da Ucrânia durante os ataques energéticos do inverno passado.
Como o descrevem as fontes ucranianas
As três fontes fornecidas são ucranianas (UA) e centram uniformemente a declaração do primeiro-ministro, utilizando-a para projetar confiança na preparação do governo, ao mesmo tempo que reconhecem a dificuldade do inverno que se avizinha. A cobertura ucraniana destaca o planeamento de contingência — planos B, C e o apoio descentralizado às regiões — e a experiência pessoal de Koretsky na liderança da Naftogaz como sinais de competência. A moldura ucraniana combina a mensagem de resiliência com o aviso de que a economia já se encontra no seu estado mais difícil e de que a duração da guerra é incerta.
Contexto
Koretsky disse apoiar-se na sua experiência à frente da Naftogaz da Ucrânia durante os ataques energéticos do inverno passado. A 5 de agosto, o Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia analisou a implementação dos planos abrangentes de resiliência das regiões e aprovou um plano de resiliência para Kiev, cuja execução já começou. As autoridades da capital reconheceram em agosto de 2026 que Kiev estava só 50% preparada para o inverno.