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Aeroportos polacos suspendem operações pelo terceiro dia consecutivo devido a ataques russos

Os aeroportos de Rzeszów e Lublin, na Polónia, suspenderam operações na manhã de 18 de setembro pelo terceiro dia consecutivo, em meio a ataques russos contra o oeste da Ucrânia. Caças da Força Aérea polaca foram descolados, e caças JAS-39 Gripen checos descolaram de Pardubice para monitorizar o espaço aéreo da NATO perto da fronteira leste polaca, sob comando da Aliança.

Pontos principais

  • Aeroportos de Rzeszów e Lublin suspenderam operações na manhã de 18 de setembro durante ataques russos à Ucrânia
  • Foi o terceiro dia consecutivo de suspensão devido aos ataques russos
  • Caças da Força Aérea polaca foram descolados em resposta aos ataques
  • Caças JAS-39 Gripen checos descolaram de Pardubice sob comando da NATO para monitorizar o espaço aéreo junto à fronteira polaca
  • Os Gripen checos regressaram à base sem necessidade de intervenção, substituídos por caças polacos
  • Em 17 de setembro, o primeiro-ministro Donald Tusk relatou que um drone russo caiu perto da fronteira polaca no oblast de Volyn
  • Os aeroportos retomaram operações cerca de uma hora após a suspensão, pelas 09:45 de Kiev

Porque é importante

Aeroportos de um país da NATO vizinho da Ucrânia tiveram de suspender operações durante três dias seguidos por causa de ataques russos ao oeste da Ucrânia, um nível de perturbação sem precedentes na guerra. A Polónia descolou caças e a Chequia, também membro da NATO, enviou caças JAS-39 Gripen para o espaço aéreo polaco sob o sistema integrado de defesa aérea e antimíssil da Aliança, sinalizando uma escalada na postura de resposta da NATO. Autoridades polacas alertaram publicamente para um padrão contínuo de atividade híbrida russa com drones e mísseis contra países que apoiam a Ucrânia.

O que aconteceu

Na manhã de 18 de setembro, os aeroportos polacos de Rzeszów e Lublin suspenderam operações em meio a ataques russos contra a Ucrânia, uma situação que se repetiu pelo terceiro dia consecutivo. A Agência Polaca de Serviços de Navegação Aérea (PANSA) anunciou a suspensão do tráfego aéreo. A Força Aérea polaca descolou caças em resposta aos ataques. Ao mesmo tempo, caças JAS-39 Gripen da Força Aérea checa descolaram de Pardubice por ordem do comando da NATO, no âmbito do sistema integrado de defesa aérea e antimíssil da Aliança, para monitorizar o espaço aéreo junto à fronteira leste da Polónia devido à atividade de drones no oeste da Ucrânia. Os Gripen checos não precisaram de intervir e regressaram em segurança à base depois de substituídos por caças polacos. Os aeroportos retomaram operações cerca de uma hora após a suspensão, pelas 09:45, hora de Kiev.

No dia anterior, 17 de setembro, o primeiro-ministro polaco Donald Tusk tinha relatado que um drone de ataque russo tinha caído perto da fronteira polaca no oblast de Volyn, na Ucrânia. O porta-voz do Comando Operacional das Forças Armadas polacas, tenente-coronel Jacek Goryszewski, afirmou que um drone tinha provavelmente caído ou sido abatido a 4 km da fronteira polaco-ucraniana. No dia 16 de setembro, os mesmos aeroportos já tinham suspendido operações e a Polónia tinha descolado caças e declarado alerta aéreo nas regiões de fronteira em resposta a ataques de drones russos contra oblastes ucranianos.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas centram a narrativa nos ataques russos contra a Ucrânia como causa das perturbações, sublinhando que os aeroportos polacos, os caças polacos e os Gripen checos sob a NATO responderam a ataques em território ucraniano. A cobertura destaca o padrão de três dias consecutivos e inclui a resposta de um aliado da NATO — os caças checos descolados sob comando da Aliança — sublinhando a dimensão de transbordamento dos ataques russos ao oeste da Ucrânia. Os pontos de contexto anteriores — o ataque com drone a um comboio na estação de Yahodyn, perto da fronteira polaca, e o drone recuperado do Mar Báltico — são incluídos para mostrar a escalada perto de território da NATO.

Onde as versões divergem

As fontes divergem quanto à hora exata da retoma das operações nos aeroportos de Lublin e Rzeszów em 18 de setembro: uma fonte indica cerca das 08:45, hora local, e outra indica cerca das 09:45, hora de Kiev.

Contexto

Um drone de presumível origem russa foi recuperado do Mar Báltico perto da aldeia de Rusinów, na voivodia da Pomerânia Ocidental, em 14 de setembro. O primeiro-ministro polaco Donald Tusk afirmou no Sejm que a Rússia planeava ataques híbridos com drones e mísseis contra estados que apoiam a Ucrânia e que Moscovo não estava interessada em negociações pelo menos até ao final do inverno. O ministro da Defesa polaco, Władysław Kosiniak-Kamysz, relatou um aumento da atividade de F-16 e helicópteros, e o vice-ministro da Defesa, Cezary Tomczyk, afirmou que as forças polacas estavam prontas para abater um alvo que se aproximasse da fronteira. Os aliados da NATO ainda não tinham concordado em abater alvos russos sobre território ucraniano. O primeiro-ministro checo Andrej Babiš disse que a inteligência checa estava a tratar a atividade russa como uma guerra híbrida.