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Rússia oferece recompensa de 20 milhões de dólares por comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia

A Rússia ofereceu, através de redes criminosas pós-soviéticas, uma recompensa de 20 milhões de dólares por informações que permitam localizar o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert 'Madyar' Brovdi, segundo o The Wall Street Journal. Brovdi comanda estas forças desde junho de 2025, que representam apenas 2,5% das Forças Armadas ucranianas mas são responsáveis, segundo o próprio, por cerca de um terço das perdas russas no último ano.

Pontos principais

  • Rússia oferece recompensa de 20 milhões de dólares através de redes criminosas pós-soviéticas por informações sobre o paradeiro de Robert 'Madyar' Brovdi
  • Fonte da informação sobre a recompensa é o The Wall Street Journal
  • Brovdi comanda as Forças de Sistemas Não Tripulados desde junho de 2025
  • Estas forças representam 2,5% das Forças Armadas ucranianas mas, segundo Brovdi, são responsáveis por cerca de um terço das perdas russas no último ano
  • Tribunais russos condenaram Brovdi à revelia por acusações fabricadas de terrorismo — a 20 de março de 2026 a 18 anos de colónia de regime severo, e o Tribunal Militar do Segundo Distrito Ocidental à prisão perpétua num caso ligado à morte da propagandista Anna Prokofieva em Kursk
  • No dia da entrevista ao WSJ, as Forças de Sistemas Não Tripulados eliminaram ou feriram 656 ocupantes russos por cada combatente seu caído
  • 79 combatentes dos 'Pássaros de Madyar' foram mortos pelos russos desde o início da guerra; os nomes estão gravados numa parede junto à entrada do comando

Porque é importante

A recompensa de 20 milhões de dólares sinaliza que a Rússia considera o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados uma prioridade de eliminação, refletindo o impacto elevado das operações com drones ucranianos nas baixas russas. O caso ilustra também a escalada do uso de intermediários criminosos e meios extralegais por Moscovo para atingir a liderança militar ucraniana. A reportagem do WSJ oferece detalhes raros sobre a estrutura, eficácia e práticas de segurança destas forças.

O que aconteceu

O The Wall Street Journal revelou que a Rússia ofereceu uma recompensa de 20 milhões de dólares, através de redes criminosas pós-soviéticas, por informações que ajudem a localizar Robert 'Madyar' Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia. Brovdi lidera estas forças desde junho de 2025; constituem apenas 2,5% das Forças Armadas ucranianas mas, segundo o próprio, são responsáveis por aproximadamente um terço das perdas russas no último ano. No dia em que recebeu os jornalistas do WSJ, a unidade reportou ter eliminado ou ferido 656 ocupantes russos por cada um dos seus combatentes tombados. Brovdi comentou essa taxa dizendo que não a considera suficientemente boa. O jornalista do WSJ visitou um comando secreto descrito como 'em algum lugar no sudeste da Ucrânia' e foi transportado em viatura com vidros escurecidos; antes da visita, teve de colocar o telemóvel em modo de avião e dentro de uma bolsa que bloqueia sinais Wi-Fi, celulares, Bluetooth e GPS. Os nomes dos 79 combatentes dos 'Pássaros de Madyar' mortos desde o início da guerra estão gravados numa parede junto à entrada do comando.

Como o descrevem as fontes ucranianas

Todas as fontes consultadas são órgãos de comunicação ucranianos que relataram a notícia do WSJ. Apresentam Brovdi como um comandante celebrado, sublinham a dimensão da recompensa russa como prova da sua eficácia, destacam os êxitos em campo das Forças de Sistemas Não Tripulados e descrevem as sentenças à revelia dos tribunais russos como fabricações politicamente motivadas.

Onde as versões divergem

As fontes descrevem duas sentenças à revelia distintas aplicadas a Brovdi por tribunais russos — uma de 18 anos em colónia de regime severo, em 20 de março de 2026, por facilitação de atividade terrorista ligada a ataques com drones contra infraestruturas energéticas russas, e outra de prisão perpétua pelo Tribunal Militar do Segundo Distrito Ocidental, ligada a uma operação da 414.ª Brigada em que morreu a propagandista do 'Channel One' Anna Prokofieva em Kursk. Não é esclarecida a relação cronológica entre ambas nem se estão ambas ativas.

Contexto

Brovdi comanda as Forças de Sistemas Não Tripulados desde junho de 2025. Antes da guerra era um trader internacional de cereais. Em dezembro de 2025, o Comité de Investigação da Rússia colocou-o na lista internacional de procurados. A Rússia planeia aumentar as suas próprias Forças de Sistemas Não Tripulados para 165.500 efetivos até ao final de 2026, a partir dos 80.000 de janeiro desse ano, embora a inteligência militar ucraniana tenha indicado em agosto de 2025 que o recrutamento russo mal tinha cumprido um terço da meta.