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Polónia reforça segurança nos postos de fronteira com a Ucrânia após ataques de drones russos

A Polónia está a reforçar a infraestrutura e a segurança nos postos de fronteira com a Ucrânia, na sequência de ataques de drones russos perto do limite fronteiriço. O ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou que a Rússia representa uma ameaça à segurança de toda a Europa.

Pontos principais

  • O reforço foi anunciado a 15 de setembro pelo ministro da Defesa Władysław Kosiniak-Kamysz e pelo Comando Operacional das Forças Armadas polacas.
  • Serão instalados postos de observação e guarda junto das passagens de fronteira de Dorohusk, Medyka e Korczowa.
  • Os trabalhos são executados por militares do 4.º e 18.º Regimentos de Engenharia, com sistemas de fortificação HESCO Bastion.
  • O 18.º Regimento de Pontes Flutuantes está a reforçar a guarda dos postos e infraestruturas na fronteira com a Ucrânia.
  • Kosiniak-Kamysz afirmou que as ações da Rússia ameaçam a segurança de toda a Europa.
  • Na noite de 12 para 13 de setembro, um drone atingiu um camião junto à passagem Yahodyn–Dorohusk e outro atacou uma locomotiva da Ukrzaliznytsia a cerca de 2 km da fronteira polaca.
  • O primeiro-ministro Donald Tusk convocou uma reunião de emergência e anunciou planos para reorganizar o trânsito na fronteira, de modo a evitar concentrações de veículos que possam tornar-se alvos.

Porque é importante

O reforço da segurança na fronteira com a Ucrânia marca uma resposta militar e física de um país da NATO a incidentes recentes com drones russos na sua zona limítrofe, sublinhando o risco de a guerra na Ucrânia alastrar ao território polaco.

O que aconteceu

A 15 de setembro, a Polónia anunciou o reforço da segurança nos postos de fronteira com a Ucrânia, em resposta a ataques de drones russos ocorridos na noite de 12 para 13 de setembro. Militares do 4.º e 18.º Regimentos de Engenharia iniciaram a construção de postos de observação e estruturas de fortificação com sistemas HESCO Bastion junto das passagens de Dorohusk, Medyka e Korczowa, com apoio ao destacamento Nadbużańska da Guarda de Fronteira. O 18.º Regimento de Pontes Flutuantes foi encarregue de reforçar a guarda dos postos e infraestruturas na fronteira. O ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou que o governo decidiu reforçar a infraestrutura da Guarda de Fronteira e que as ações da Rússia ameaçam a segurança de toda a Europa. O primeiro-ministro Donald Tusk convocou uma reunião de emergência sobre a situação de segurança e anunciou planos para reorganizar o trânsito na fronteira, evitando concentrações de veículos que possam servir de alvo. Estes ataques russos atingiram um camião junto à passagem Yahodyn–Dorohusk e uma locomotiva da Ukrzaliznytsia a cerca de 2 km da fronteira polaca.

Contexto

Na noite de 12 para 13 de setembro, drones russos atingiram um camião junto à passagem de fronteira Yahodyn–Dorohusk e uma locomotiva da Ukrzaliznytsia a cerca de 2 km da fronteira polaca. No âmbito do projeto «Escudo do Leste» (Tarcza Wschód), Varsóvia planeia construir até 2028 cerca de 700 km de fortificações, sistemas de deteção e alerta, bases avançadas, nós logísticos e sistemas de combate a drones na fronteira com a Rússia e a Bielorrússia, num projeto estimado em 10 mil milhões de zlotys (mais de 2,5 mil milhões de dólares).