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Zelensky nomeia Kostiantyn Humeniuk como novo comandante das Forças Médicas das Forças Armadas da Ucrânia

O presidente Volodymyr Zelensky assinou em 14 de setembro um decreto que nomeia o cirurgião militar Kostiantyn Humeniuk, coronel do serviço médico, como comandante das Forças Médicas das Forças Armadas da Ucrânia. A decisão foi tomada em conjunto com o comandante-chefe das Forças Armadas, Mykhailo Drapatyi. Por decreto separado, Zelensky exonerou Anatolii Kazmirchuk, que ocupava o cargo desde 19 de novembro de 2023.

Pontos principais

  • Presidente Zelensky assinou em 14 de setembro de 2026 o decreto n.º 910/2026 que nomeia Kostiantyn Humeniuk como comandante das Forças Médicas das Forças Armadas da Ucrânia.
  • A nomeação foi decidida em conjunto pelo presidente e pelo comandante-chefe das Forças Armadas, Mykhailo Drapatyi.
  • Por decreto separado, Zelensky exonerou Anatolii Kazmirchuk, que exercia o cargo desde 19 de novembro de 2023 e tem o posto de general-maior do serviço médico.
  • Antes da nomeação, Humeniuk era cirurgião-chefe das Forças Armadas da Ucrânia desde 2019.
  • Em 2022, perto de Bakhmut, Humeniuk realizou uma cirurgia laparoscópica de remoção de rim num paciente com ferimento por arma de fogo; uma das fontes descreve a intervenção como a primeira do género em condições de combate.
  • Humeniuk é coronel do serviço médico, cirurgião militar, doutor em Ciências Médicas (2025), doutor honoris causa «Médico Honorário da Ucrânia» (2018) e laureado com o Prémio Nacional Borys Paton da Ucrânia.
  • O adjunto do chefe do Gabinete do Presidente, Pavlo Palisa, afirmou que Humeniuk goza de autoridade entre os militares e da confiança da comunidade de voluntários e que a prioridade do novo cargo será preservar a vida e a saúde do soldado ucriniano.

Porque é importante

As Forças Médicas são o ramo das Forças Armadas da Ucrânia responsável pela assistência médica no campo de batalha e nas unidades militares, pelo que a mudança na sua liderança afeta diretamente o tratamento dos soldados feridos. A nomeação de Humeniuk, cirurgião de combate com experiência em reformas como a introdução do sistema REBOA em condições de combate em 2022, sugere uma possível mudança de prioridades na área médica militar. A exoneração de Kazmirchuk, precedida de meses de escrutínio público e de fricção interna na liderança do serviço médico, marca uma rotatividade de ao mais alto nível de uma instituição em tempo de guerra, decidida em conjunto pelo presidente e pelo comandante-chefe.

O que aconteceu

Em 14 de setembro de 2026, o presidente Volodymyr Zelensky assinou o decreto n.º 910/2026 que nomeia Kostiantyn Humeniuk, coronel do serviço médico e cirurgião militar, como comandante das Forças Médicas das Forças Armadas da Ucrânia. A decisão foi tomada em conjunto com o comandante-chefe das Forças Armadas, Mykhailo Drapatyi. Por decreto separado, o presidente exonerou Anatolii Kazmirchuk do cargo, que ocupava desde 19 de novembro de 2023 e detém o posto de general-maior do serviço médico, sendo médico militar, doutor em Ciências Médicas e professor. O adjunto do chefe do Gabinete do Presidente, Pavlo Palisa, sublinhou que Humeniuk goza de autoridade entre os militares e da confiança da comunidade voluntária, e que a prioridade na nova função será preservar a vida e a saúde do soldado ucriniano. Antes da nomeação, Humeniuk exercia, desde 2019, o cargo de cirurgião-chefe das Forças Armadas da Ucrânia.

Onde as versões divergem

As fontes divergem em três pontos secundários. Primeiro, sobre a data exata de publicação do decreto de nomeação: a maioria indica 14 de setembro, enquanto algumas publicações referem 14 de setembro de 2026. Segundo, sobre a data do pedido de exoneração de Kazmirchuk apresentado pelo comandante-chefe Drapatyi: algumas fontes indicam agosto em geral, enquanto outras especificam 4 de agosto. Terceiro, sobre o caráter pioneiro da cirurgia laparoscópica de remoção de rim realizada por Humeniuk perto de Bakhmut em maio de 2022: uma fonte (ZN.UA) descreve-a como a primeira intervenção do género em condições de combate a nível mundial, enquanto outras a caracterizam apenas como a primeira do género realizada na Ucrânia.

Contexto

Kostiantyn Humeniuk nasceu em 29 de setembro de 1973 em Vinnytsia e formou-se no Colégio Médico Básico de Vinnytsia (1992), na Universidade Médica Estatal de Vinnytsia M. I. Pyrohov (1998) e na Academia Médica Militar da Ucrânia (2001). A partir de 2001 serviu em instituições médico-militares em Vinnytsia, progredindo de médico residente em cirurgia de emergência a chefe da clínica de cirurgia endoscópica. Entre 2014 e 2019 serviu na zona da Operação Antiterrorista e depois da Operação das Forças Conjuntas, incluindo como chefe de uma brigada médico-enfermagem avançada da 95.ª Brigada Aerotransportada (2014), cirurgião-chefe do 59.º Hospital Militar Móvel perto de Luhansk (2015), cirurgião-chefe da ATO (2017) e cirurgião-chefe da Operação das Forças Conjuntas (2018–2019). Desde 2019 era cirurgião-chefe das Forças Armadas da Ucrânia. Em maio de 2022, perto de Bakhmut, realizou uma cirurgia laparoscópica de remoção de rim num paciente com ferimento por arma de fogo; em 2022 introduziu o sistema REBOA em condições de combate. É doutor em Ciências Médicas (2025), «Médico Honorário da Ucrânia» (11 de outubro de 2018), laureado do Prémio Nacional Borys Paton da Ucrânia, e foi condecorado com a Ordem «Por Mérito» de 3.ª classe (2022) e com a medalha «Defensor da Pátria». É também autor de mais de 53 publicações científicas e detentor de seis patentes de invenção. Desde 2024 é professor do Departamento de Cirurgia Militar da Academia Médica Militar da Ucrânia. Anatolii Kazmirchuk, comandante cessante, ocupava o cargo desde 19 de novembro de 2023 e tem o grau de general-maior do serviço médico, sendo médico militar, doutor em Ciências Médicas e professor. Segundo a Ukrainska Pravda, citando fontes, o comandante-chefe Mykhailo Drapatyi apresentou o pedido de exoneração de Kazmirchuk em agosto (algumas fontes indicam 4 de agosto). A deputada Mariana Bezuhla descreveu publicamente Kazmirchuk como «uma pessoa do ex-comandante-chefe Oleksandr Syrskyi». Em julho de 2023, Anton Shevchuk, chefe do serviço médico da 82.ª Brigada Aerotransportada Independente, denunciou a entrega de torniquetes chineses de qualidade inferior à sua brigada — posteriormente substituídos; Kazmirchuk foi mencionado no contexto da decisão de transferir Shevchuk para um cargo inferior, tendo sido realizadas buscas na casa de Shevchuk após a denúncia.