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Zelensky visita a direção de Liman e reúne-se com comandos da operação "Vivaldi"

No dia 30 de setembro, o Presidente Volodymyr Zelensky visitou o posto de comando da 66.ª Brigada Mecanizada Separada, na direção de Liman, onde se reuniu com militares do 3.º Corpo de Exército que conduzem a operação "Vivaldi". Acompanhado pelo comandante-chefe das Forças Armadas Mykhailo Drapatyi e pelo ministro da Defesa Yevhenii Khmara, Zelensky participou numa reunião de coordenação com comandantes de corpos, brigadas e batalhões sobre o quarto "tempo" da operação e as necessidades da frente, condecorou soldados e abordou o reforço das Forças de Sistemas Não Tripulados e da artilharia de longo alcance.

Pontos principais

  • Zelensky visitou em 30 de setembro o posto de comando da 66.ª Brigada Mecanizada Separada Prince Mstyslav the Brave, na direção de Liman.
  • A comitiva incluía o comandante-chefe Mykhailo Drapatyi e o ministro da Defesa Yevhenii Khmara; algumas fontes referem também o vice-chefe do escritório presidencial Pavlo Palisa e o comandante das Tropas de Assalto Aerotransportadas Oleh Apostol.
  • Foi realizada uma reunião de coordenação com comandantes de corpos, brigadas e batalhões sobre o quarto "tempo" da operação "Vivaldi".
  • Em discussão estiveram as necessidades de artilharia de longo alcance, o financiamento de drones, a simplificação de aquisições, o reforço das Forças de Sistemas Não Tripulados, a compra de pickups ao nível da brigada e propostas de remuneração dos soldados na linha da frente.
  • A 66.ª Brigada, em conjunto com outras unidades do 3.º Corpo de Exército, devolveu mais de 125 km² ao controlo ucraniano; o comandante do 3.º Corpo de Exército apontou, em 28 de setembro, um total acumulado de 176 km² desde o início da ofensiva a norte de Liman.
  • O Presidente condecorou 16 militares com a Ordem da Coragem de 2.º e 3.º graus e congratulou os soldados pelo Dia dos Defensores da Ucrânia e pela festa da Pokrova.

Porque é importante

A visita ocorreu num momento em que o 3.º Corpo de Exército apresenta a operação "Vivaldi" como tendo estabilizado o setor de Liman, devolvido mais de 125 km² (e, noutras contas, 176 km²) e infligido perdas russas superiores a 5.000 efetivos, incluindo a alegada retirada da unidade de drones Rubicon. Zelensky utilizou a deslocação para associar questões concretas da frente — artilharia de longo alcance, drones, remuneração, aquisições e regresso de militares ausentes sem autorização — a decisões a escalar para o Estado-Maior, ao mesmo tempo que anunciou condecorações e promoções antes do Dia dos Defensores da Ucrânia.

O que aconteceu

No dia 30 de setembro, o Presidente Volodymyr Zelensky visitou o posto de comando da 66.ª Brigada Mecanizada Separada Prince Mstyslav the Brave, na direção de Liman. Foi acompanhado pelo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mykhailo Drapatyi, e pelo ministro da Defesa, Yevhenii Khmara; algumas fontes incluem também o vice-chefe do escritório presidencial Pavlo Palisa e o comandante das Tropas de Assalto Aerotransportadas Oleh Apostol. Zelensky encontrou-se com soldados que cumprem missões na direção de Liman e atribuiu-lhes condecorações estatais.

No local, presidiu a uma reunião de coordenação com comandantes de corpos, brigadas e batalhões, na qual foram debatidas decisões sobre aquisições de defesa — em particular pickups ao nível da brigada —, o reforço das Forças de Sistemas Não Tripulados, o aumento do financiamento de drones, a simplificação de procedimentos de aquisição, a expansão dos efetivos e a reposição e treino de pessoal. Foi igualmente identificada a necessidade de artilharia de longo alcance, acordada com os militares, e ficou decidido que os comandantes apresentarão propostas sobre a remuneração dos soldados na linha da frente.

Numa reunião separada com os comandantes de corpo, Zelensky abordou a situação nas frentes leste e sul, o desenvolvimento de tecnologias de drones e antídrones e novos métodos de combate, bem como o regresso de militares ausentes sem autorização (СЗЧ), o envolvimento de estrangeiros e a logística. O Presidente declarou que todas as questões ao nível do comando militar devem ser preparadas e discutidas em reunião do Estado-Maior.

Zelensky visitou depois o posto de comando do 3.º Corpo de Exército, onde se encontrou com soldados que executam a operação "Vivaldi" e discutiu planos para um quarto "tempo" de ações ativas. Segundo o Presidente, ao longo de três "tempos" as Forças de Defesa frustraram os planos russos de romper para a retaguarda da aglomeração de Sloviansk-Kramatorsk e estabilizaram este setor da frente. Indicou como direção promissora a substituição de soldados por sistemas robóticos terrestres nas tarefas mais perigosas. Condecorou 16 militares com a Ordem da Coragem de 2.º e 3.º graus e felicitou os soldados pelo Dia dos Defensores da Ucrânia e pela festa da Pokrova.

Como o descrevem as fontes ucranianas

A cobertura ucraniana apresenta a visita como um gesto de liderança na véspera do Dia dos Defensores da Ucrânia e da Pokrova, dando destaque à entrega de condecorações e à palavra de agradecimento aos soldados. A operação "Vivaldi" é enquadrada em termos acumulados e orientados para o sucesso — território recuperado, localidades libertadas, prisioneiros captados, unidades russas de drones degradadas — e é sublinhada a ideia de que estabilizou o setor de Liman e frustrou planos russos em direção à aglomeração de Sloviansk-Kramatorsk. As peças enfatizam ainda elementos prospetivos: o planeamento do quarto "tempo", a tática "Gryfon" e a utilização de complexos robóticos terrestres, apresentando a direção de Liman como um laboratório de guerra não tripulada. O detalhe operacional (aldeias concretas, números de km² por fase, perdas de equipamento) reflete a proximidade das fontes às comunicações oficiais militares e presidenciais.

Onde as versões divergem

Os números cumulativos de território recuperado em "Vivaldi" são apresentados de duas formas: "mais de 125 km²" (Zelensky, 30 de setembro, referindo-se à 66.ª Brigada dentro do 3.º Corpo de Exército) e "176 km² desde o início das ações ofensivas a norte de Liman" (Biletsky, 28 de setembro, para o conjunto do 3.º Corpo de Exército).

As perdas russas também são enquadradas de modo diferente consoante a fase: as Forças de Defesa indicam cerca de 1.500 militares e mais de 12.000 drones perdidos numa fase anterior, enquanto Biletsky refere 2.000 efetivos perdidos especificamente no terceiro "tempo".

Há divergências sobre as condecorações: a maioria das fontes indica 16 militares distinguidos com a Ordem da Coragem de 2.º e 3.º graus; outro conjunto refere 20 militares com a Ordem de Bohdan Khmelnytsky de 3.º grau e a Ordem da Coragem de 2.º–3.º graus atribuídas no posto de comando do 3.º Corpo de Exército.

A composição da delegação presidencial varia igualmente: todas as fontes nomeiam Drapatyi e Khmara; algumas acrescentam Pavlo Palisa (vice-chefe do escritório presidencial) e outras Oleh Apostol (comandante das Tropas de Assalto Aerotransportadas).

Contexto

A operação "Vivaldi" é uma ofensiva em curso no norte da região de Donetsk, anunciada publicamente em 15 de setembro pelo comandante do 3.º Corpo de Exército, Andriy Biletsky. Tem sido conduzida em vários "tempos" ou fases, com ganhos territoriais reportados de 10 km² libertados e 75 km² limpos no primeiro tempo, mais 51 km² no terceiro tempo, e um total acumulado referido simultaneamente como "mais de 125 km² devolvidos" e, em 28 de setembro, como 176 km² desde o início das ações ofensivas a norte de Liman. As perdas russas ao longo dos três tempos são indicadas como superiores a 5.000 mortos e feridos, com mais de 250 capturados; a unidade de elite russa de drones Rubicon foi retirada da direção Lyman-Borova após perdas significativas. "Vivaldi" é uma designação ucraniana, sem contraparte identificada nos factos disponíveis do lado russo.