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Rússia lança ataque massivo com mísseis e drones contra a Ucrânia; Odessa é o principal alvo

Na noite de 12 de setembro, a Rússia lançou um ataque combinado de mísseis balísticos Iskander-M/KN-23, mísseis de cruzeiro Kalibr, mísseis guiados Kh-59/69 e 129 drones contra a Ucrânia, com a região de Odessa como direção principal. A defesa aérea intercetou 110 alvos, mas houve impactos em 20 localizações e destruição de edifícios residenciais em Odessa e Chornomorsk, além de vítimas mortais em Zaporíjia e Kryvyi Rih.

Pontos principais

  • Rússia disparou mísseis balísticos Iskander-M/KN-23, 8 mísseis de cruzeiro Kalibr, 6 mísseis guiados Kh-59/69 e 129 drones (Shahed, S8000 "Banderole" e imitação "Parodia").
  • Direção principal do ataque: oblast de Odessa.
  • Às 08:30, a defesa aérea ucraniana tinha abatido ou suprimido 110 dos mais de 140 alvos aéreos.
  • Impactos registados em 20 localizações; queda de destroços em 4 locais adicionais.
  • Em Odessa, os andares superiores de um edifício residencial de 25 andares foram destruídos; incêndio nos pisos 21 a 23; 7 pessoas resgatadas, incluindo 2 crianças.
  • Em Chornomorsk, uma casa foi destruída e três danificadas; incêndio causado por fuga de gás; 5 feridos, incluindo 4 crianças.
  • Em Zaporíjia, ataque de drones ao setor privado matou duas pessoas; em Kryvyi Rih, míssil balístico atingiu empresa industrial — uma pessoa morta.
  • Número de feridos em Odessa subiu ao longo da manhã, atingindo 35 na região por volta das 11:00, incluindo um bebé de 5 meses; duas pessoas estavam desaparecidas.

Porque é importante

O ataque combina mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, mísseis guiados e uma salva muito grande de drones, o que ilustra a escala crescente e a diversidade dos ataques russos de longo alcance contra cidades ucranianas. A região de Odessa — zona estratégica do Mar Negro com infraestruturas portuárias e civis essenciais — foi deliberadamente escolhida como direção principal, com edifícios residenciais, gasodutos e um hotel com centro de reabilitação atingidos. Os civis suportaram o peso: habitações foram destruídas em Odessa, Chornomorsk e Zaporíjia, e um bebé de 5 meses está entre os feridos, sublinhando o custo humano dos ataques contra centros populacionais. Instalações industriais em Kryvyi Rih e Dnipro também foram atingidas, mostrando que o ataque ultrapassou alvos puramente civis e atingiu infraestruturas económicas em várias regiões.

O que aconteceu

Na noite de 12 de setembro de 2026, as forças russas lançaram um ataque aéreo massivo contra a Ucrânia, empregando mísseis balísticos Iskander-M/KN-23 disparados a partir das regiões russas de Voronezh e Rostov e da Crimeia temporariamente ocupada, 8 mísseis de cruzeiro Kalibr lançados do Mar Negro, 6 mísseis guiados Kh-59/69 a partir do espaço aéreo sobre o Mar Negro, e 129 drones de ataque — dos tipos Shahed (metade deles a jato), S8000 "Banderole" e drones de imitação "Parodia" — a partir de Kursk, Oriol, Donetsk ocupada e Hvardiiske (Crimeia).

A direção principal do ataque foi a oblast de Odessa. Cerca das 05:30, a Força Aérea ucraniana reportou mísseis de cruzeiro russos a deslocar-se do Mar Negro em direção a Odessa, e explosões foram ouvidas na cidade por volta das 05:35. Às 08:30, a defesa aérea tinha abatido ou suprimido 110 alvos aéreos — 6 mísseis Kalibr, 1 drone S8000 "Banderole", 2 mísseis Kh-59/69 e 101 drones — de uma salva superior a 140 alvos. Impactos de mísseis e drones foram registados em 20 localizações, e destroços de alvos abatidos caíram em 4 locais adicionais. O ataque aéreo continuava em curso à hora do relatório.

Em Odessa, os andares superiores de um edifício residencial de 25 andares foram totalmente destruídos, com incêndio nos apartamentos do 21.º ao 23.º piso; sete pessoas foram resgatadas, incluindo duas crianças, algumas presas num elevador. Outros edifícios residenciais e gasodutos de baixa pressão ficaram danificados. Noutro local da cidade, três edifícios residenciais foram danificados (um completamente destruído), com mais uma rotura de gasoduto.

Em Chornomorsk (também na oblast de Odessa), um edifício residencial foi totalmente destruído e três outros danificados; uma fuga de gás causou um incêndio num prédio. Cinco pessoas ficaram feridas, incluindo quatro crianças. Foi também danificado um edifício hoteleiro que alberga um centro de reabilitação, junto a veículos estacionados.

Em Zaporíjia, um ataque de drone russo ao setor privado destruiu uma casa particular e matou uma mulher de 64 anos e um homem de 37 anos; uma mulher de 59 anos ficou ferida. Incêndio deflagrou no local.

Em Kryvyi Rih (oblast de Dnipropetrovsk), mísseis balísticos russos atingiram uma empresa industrial: uma pessoa morreu e duas ficaram feridas; um estabelecimento de saúde, instituições de ensino e habitações foram também danificados. Em Dnipro, um incêndio deflagrou numa empresa industrial após o ataque, sem vítimas reportadas em informação preliminar. Na oblast de Dnipropetrovsk, ainda houve ataques em Nikopol e na comunidade de Marhanets (danos no telhado de um quartel de bombeiros e numa casa particular) e nos distritos de Synelnykove.

O número de feridos em Odessa foi sendo atualizado ao longo da manhã — de 3 para 6, 12, 16, 17, 23 e, às 11:00, 35 em toda a oblast de Odessa, incluindo um bebé de 5 meses. Duas pessoas estavam dadas como desaparecidas e as operações de busca e salvamento prosseguiam. No total, os socorristas resgataram 13 pessoas, incluindo duas crianças. Mais de 80 elementos do Serviço Estatal de Emergências (DSNS/SES) estiveram envolvidos na resposta na zona de Odessa.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As autoridades ucranianas — incluindo o Presidente Volodymyr Zelenskyy, o chefe da Administração Militar da Oblast de Odessa, Oleg Kiper, e o chefe da Administração Militar da Cidade de Odessa, Serhiy Lysak — enquadraram o ataque como mais um exemplo da escalada deliberada de Moscou contra alvos civis e infraestruturas críticas. Zelenskyy sublinhou que 10 oblasts ucranianas foram atingidas durante a noite e que mais de 200 alvos aéreos foram abatidos desde o início do dia. Kiper e Lysak divulgaram atualizações faseadas sobre vítimas e danos em Odessa e Chornomorsk, com Kiper a reportar buscas em curso por duas pessoas desaparecidas e Lysak a detalhar o estado dos edifícios residenciais e a mobilização do dispositivo de emergência. Os meios de comunicação ucranianos documentaram cuidadosamente cada atualização do número de feridos em Odessa, sublinhando a destruição no prédio de 25 andares e a inclusão de uma criança de cinco meses entre os feridos.

Onde as versões divergem

As principais divergências entre fontes concentram-se em três pontos. Em primeiro lugar, o número de feridos em Odessa e na respetiva oblast foi sendo atualizado ao longo da manhã: as primeiras notícias indicavam 3 feridos, subindo depois para 6, 12, 16, 17, 23 e, finalmente, 35 em toda a oblast por volta das 11:00 — reflexo da libertação faseada de dados à medida que as operações de busca e salvamento avançavam. Em segundo lugar, no ataque à empresa industrial em Kryvyi Rih, a maioria das fontes refere dois feridos, mas pelo menos uma indica três. Por fim, relativamente ao número total de alvos aéreos intercetados, os valores variam entre "110 de mais de 140" — as atualizações mais antigas não especificavam o total da salva, enquanto as mais recentes colocam o total acima de 140.

Contexto

A Rússia tem realizado ataques noturnos quase diários com salvas combinadas de mísseis e drones contra cidades ucranianas ao longo de 2025, utilizando cada vez mais drones Shahed a jato em conjunto com mísseis balísticos e de cruzeiro para dificultar a interceção pela defesa aérea. Odessa, Kryvyi Rih, Zaporíjia e Dnipro são alvos recorrentes destas salvas; o tecido industrial de Kryvyi Rih tem sido atingido repetidamente em ataques combinados anteriores. Os dados de interceção da defesa aérea ucraniana são divulgados em fases, pelo que as vítimas e os números de danos tipicamente aumentam em atualizações oficiais sucessivas à medida que as operações de busca e salvamento progridem — um padrão visível também neste ataque.