Rússia executa dois soldados da Guarda Nacional ucraniana perto de Dobropillia, segundo investigação
Dois soldados da Guarda Nacional da Ucrânia foram capturados e executados a tiro por militares russos perto de Dobropillia, na oblast de Donetsk, em 2 de setembro. A Procuradoria da oblast de Donetsk abriu um processo criminal por crime de guerra com resultado em morte, ao abrigo da Parte 2 do artigo 438.º do Código Penal da Ucrânia, enquanto as forças de segurança tentam identificar os militares russos envolvidos.
Pontos principais
- Dois soldados da Guarda Nacional da Ucrânia foram executados a tiro com armas automáticas perto de Dobropillia, na oblast de Donetsk.
- A captura e a execução ocorreram em 2 de setembro de 2026, quando os militares se encontravam numa posição de tiro numa faixa florestal.
- A Procuradoria da oblast de Donetsk abriu um processo criminal por crime de guerra com resultado em morte (Parte 2 do artigo 438.º do Código Penal da Ucrânia).
- As forças de segurança procuram identificar os militares russos envolvidos.
- O Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, enviou cartas oficiais ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e à ONU.
- Desde o início da invasão russa em grande escala, foram registados pelo menos 345 casos de execução de militares ucranianos que se renderam.
- A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU e o ISW já tinham documentado tortura e assassinatos de prisioneiros de guerra ucranianos por forças russas.
Porque é importante
O caso voltou a pôr em destaque o que as autoridades ucranianas descrevem como um padrão sistemático de execuções de prisioneiros de guerra ucranianos por parte das forças russas. O Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento, Dmytro Lubinets, referiu que pelo menos 345 casos de execução de militares ucranianos que se entregaram foram registados desde o início da invasão em grande escala. A documentação internacional — incluindo relatórios da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU e avaliações do ISW de outubro de 2024 — tem confirmado repetidamente este tipo de práticas, sugerindo que os comandos russos «toleram, encorajam ou ordenam diretamente» estes assassinatos. A abertura de um processo criminal na Ucrânia procura identificar os autores e reforçar o registo destas violações do direito internacional humanitário.
O que aconteceu
Dois soldados da Guarda Nacional da Ucrânia foram capturados por forças russas em 2 de setembro de 2026, quando se encontravam numa posição de tiro numa faixa florestal perto de Dobropillia, na oblast de Donetsk. Após a captura, foram executados a tiro com armas automáticas por representantes das Forças Armadas russas.
A Procuradoria da oblast de Donetsk abriu um processo criminal pelo crime de guerra com resultado em morte, ao abrigo da Parte 2 do artigo 438.º do Código Penal da Ucrânia, e anunciou que decorrem ações de investigação urgentes para identificar todos os militares russos envolvidos no crime. As autoridades sublinham que o homicídio de prisioneiros constitui uma violação grave das Convenções de Genebra e um crime internacional grave.
Como o descrevem as fontes ucranianas
As quatro fontes fornecidas são meios ucranianos (meios de comunicação social e uma agência) em língua ucraniana, que centram a cobertura na investigação da Procuradoria da oblast de Donetsk e qualificam o ato como crime de guerra russo. Os artigos destacam as declarações de Dmytro Lubinets, Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento, e sublinham o envio de cartas oficiais ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e à ONU. A narrativa enfatiza o padrão mais amplo — os pelo menos 345 casos de execução de militares ucranianos que se entregaram — e recorre às avaliações da ONU e do ISW como corroboração externa de uma prática sistemática.
Contexto
Investigadores ucranianos indicam que os dois soldados da Guarda Nacional se encontravam numa posição de tiro numa faixa florestal perto de Dobropillia quando foram capturados. O Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento, Dmytro Lubinets, afirmou que, desde o início da invasão em grande escala, foram registados pelo menos 345 casos de execuções de militares ucranianos que se entregaram. A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU documentou em relatórios anteriores tortura e execuções de prisioneiros de guerra ucranianos por parte das forças russas. Em outubro de 2024, o Institute for the Study of War afirmou observar um aumento deste tipo de execuções e avaliou que os comandos russos provavelmente «toleram, encorajam ou ordenam diretamente» estes disparos.