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Zelensky diz que Rússia prepara mobilização de pelo menos 300 mil militares após eleições

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que Russia planeia mobilizar pelo menos 300 mil militares adicionais, com a infraestrutura já preparada, devendo o processo arrancar após as eleições para a Duma de Estado. Zelensky disse ainda que Moscovo intensificou os ataques contra a Ucrânia devido a reveses no campo de batalha.

Pontos principais

  • Zelensky afirmou que a Rússia pretende mobilizar pelo menos 300 mil militares adicionais.
  • A infraestrutura russa está, segundo Zelensky, já preparada para a mobilização.
  • A Rússia deverá negar publicamente os preparativos até ao fim das eleições para a Duma de Estado, marcadas para 20 de setembro.
  • A Ucrânia espera que os passos formais de mobilização arrancem após as eleições.
  • Zelensky associou o aumento dos ataques aéreos russos a dificuldades no campo de batalha e a uma mensagem interna de Moscovo.

Porque é importante

Uma nova mobilização russa em larga escala ampliaria significativamente o contingente humano disponível para operações na Ucrânia. O calendário apontado para depois das eleições da Duma de Estado sugere que Moscovo pretende evitar tensão social em torno do voto. Zelensky associa também a intensificação dos ataques aéreos a reveses militares russos e à necessidade interna de mostrar força.

Onde as versões divergem

As estimativas sobre a dimensão da possível mobilização russa divergem: Zelensky apontou um mínimo de 300 mil, os serviços de informação ucranianos indicaram uma faixa de 300 a 500 mil no outono, e o Gabinete do Presidente referiu anteriormente uma opção preparada para 600 mil em 2026–2027.

Contexto

Em setembro de 2022, o presidente Vladimir Putin assinou um decreto de mobilização parcial, que continua formalmente em vigor. Nos últimos anos, o principal instrumento de recrutamento tem sido a assinatura de contratos militares de prazo indeterminado, com pagamentos elevados a voluntários. As autoridades russas asseguram publicamente que não haverá nova mobilização, enquanto defensores dos direitos humanos registam um aumento dos pedidos de saída do país.