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Ucrânia diz que Rússia fez cerca de 60 ataques a infraestruturas energéticas desde 19 de outubro

O primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, afirmou que a Rússia lançou cerca de 60 ataques deliberados contra infraestruturas energéticas e de petróleo e gás desde 19 de outubro, causando danos em várias regiões e na zona de Kiev. As autoridades coordenaram equipas de reparação, medidas adicionais de proteção e financiamento, e debateram em Kiev com o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento o reforço da resiliência do sistema energético.

Pontos principais

  • Denys Shmyhal afirmou que a Rússia desferiu cerca de 60 ataques deliberados desde 19 de outubro, danificando infraestruturas energéticas e de petróleo e gás.
  • Foram registados danos nas regiões de Rivne, Volínia, Khmelnytskyi e Vinnytsia, além de danos significativos em infraestruturas de Kiev.
  • A Ukrenergo e os operadores de distribuição elaboraram um pacote de medidas para reforçar a resiliência da rede e minimizar as consequências dos ataques.
  • Trabalhos de reparação de emergência decorrem onde a situação de segurança permite, mas a segurança complica as operações.
  • Shmyhal ordenou a aceleração da geração distribuída em Kiev e na região de Kiev, considerando o volume atual insuficiente para garantir a estabilidade do nó energético da capital.
  • Shmyhal reuniu em Kiev com Karl Neghammer, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, para discutir reforço da resiliência e novas formas de investimento.
  • Foram nomeados responsáveis por cada área — energia elétrica, aquecimento/água e comunicações eletrónicas — e criados grupos de trabalho para coordenar a resposta.

Porque é importante

A vaga concentrada de ataques russos em vésperas do inverno coloca uma pressão significativa sobre a capacidade de reparação e a resiliência da rede. Ao apresentar em paralelo a reparação, a construção de proteções e a expansão da geração distribuída como prioridades, o primeiro-ministro sinaliza uma mudança na forma como a Ucrânia está a reforçar a rede. O diálogo com o Banco Europeu de Investimento aponta para o papel central do financiamento externo nessa estratégia. A vulnerabilidade destacada em torno de Kiev mostra que a capital permanece um ponto crítico.

O que aconteceu

O primeiro-ministro Denys Shmyhal anunciou que, desde 19 de outubro, a Rússia desferiu cerca de 60 ataques deliberados contra infraestruturas energéticas e de petróleo e gás da Ucrânia, provocando danos em quatro regiões ocidentais — Rivne, Volínia, Khmelnytskyi e Vinnytsia — e danos significativos em Kiev. Numa reunião do Quartel-General Energético, foram nomeados responsáveis para três áreas de coordenação: o ministro da Energia Denys Shmygal para os sistemas de eletricidade, o ministro da Restauração, Infraestruturas e Transportes Mykola Kalashnyk para aquecimento, água e infraestruturas de engenharia e transportes, e a ministra da Transformação Digital Oksana Fediuk para as comunicações eletrónicas. A Ukrenergo e os operadores de distribuição prepararam um pacote de medidas para reforçar a resiliência da rede. As equipas de reparação trabalham em regime reforçado onde a situação de segurança permite, mas as condições de segurança continuam a dificultar as operações. A construção de estruturas de proteção em instalações energéticas-chave continua em curso, tendo sido acordadas novas medidas de proteção e o respetivo financiamento. Shmyhal ordenou igualmente a aceleração da geração distribuída em Kiev e na região de Kiev, considerando os níveis atuais insuficientes para a estabilidade do nó energético da capital. Foi também coordenado o equipamento necessário para as centrais térmicas de Kiev, com a distribuição a partir dos hubs do Ministério da Energia a ser acelerada. Em Kiev, Shmyhal discutiu o reforço da resiliência do sistema energético ucraniano e a captação de novos investimentos com Karl Neghammer, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento.

Contexto

Ao longo da guerra em larga escala, a Ucrânia tem enfrentado ondas repetidas de ataques russos a infraestruturas energéticas, o que tem levado a esforços sustentados para reforçar a rede e expandir a geração distribuída. As autoridades ucranianas têm discutido periodicamente com o Banco Europeu de Investimento a cooperação em investimentos e projetos de recuperação no setor da energia.