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Moscovo atacada por drones na madrugada de 17 de outubro; aeroportos da capital fechados

Na madrugada de sábado, 17 de outubro, Moscovo e a região de Moscovo foram alvo de um ataque com drones. O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, afirmou que 75 drones foram "destruídos" e que a contagem total de aparelhos abatidos na aproximação da capital subiu para 144 ao longo da noite. Os quatro principais aeroportos de Moscovo — Sheremetyevo, Domodedovo, Vnukovo e Zhukovsky — estiveram encerrados entre a meia-noite e cerca das 07:00, com voos desviados e passageiros retidos a bordo.

Pontos principais

  • Ataque com drones atingiu Moscovo e a região de Moscovo na madrugada de sábado, 17 de outubro.
  • Sobyanin começou por reportar 69 drones abatidos na aproximação de Moscovo e, mais tarde, acrescentou 75 "destruídos", num total reivindicado de 144.
  • Sobyanin confirmou a queda de destroços e a presença de serviços de emergência nos locais, sem precisar consequências.
  • Os aeroportos Sheremetyevo, Domodedovo, Vnukovo e Zhukovsky estiveram encerrados da meia-noite até cerca das 07:00, segundo a Rosaviatsiya.
  • Voos foram desviados para outras regiões e passageiros aguardaram horas a bordo das aeronaves até o espaço aéreo reabrir.
  • O Ministério da Defesa russo afirmou que 610 drones foram intercetados durante a noite em 15 regiões, incluindo Moscovo e Leningrado.
  • Trata-se do segundo dia consecutivo de bloqueios nos aeroportos de Moscovo, após restrições em 22 aeródromos russos já em 15 de outubro.

Porque é importante

O ataque representa uma nova incursão em grande escala contra a capital russa e a sua região, com as autoridades russas a reivindicarem a interceção de 144 drones apenas na aproximação de Moscovo e de 610 em 15 regiões durante a noite. O encerramento simultâneo dos quatro principais aeroportos da capital durante cerca de sete horas, com voos desviados e passageiros retidos a bordo, mostra como este tipo de ataque consegue parar a aviação civil russa. O episódio insere-se numa série de strikes com drones em outubro (nos dias 10, 15, 16 e 17) que têm vindo a fechar repetidamente o espaço aéreo de Moscovo.

O que aconteceu

Na madrugada de sábado, 17 de outubro, Moscovo e a região de Moscovo foram alvo de um ataque com drones. O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, indicou que, ao longo da madrugada, primeiro 69 e depois mais 75 drones que tentavam atingir a capital foram "destruídos", elevando o total reivindicado pelas autoridades russas para 144. Reconheceu a queda de destroços e a presença dos serviços de emergência nos locais, sem precisar quantos aparelhos chegaram efetivamente a atingir alvos.

De acordo com a Rosaviatsiya, os quatro principais aeroportos da capital — Sheremetyevo, Domodedovo, Vnukovo e Zhukovsky — estiveram encerrados entre a meia-noite e cerca das 07:00, sem aceitar nem expedir voos. Meios russos e canais no Telegram noticiaram que o espaço aéreo sobre Moscovo ficou efetivamente fechado pelo segundo dia consecutivo, com voos desviados para outras regiões e passageiros retidos horas a bordo até a reabertura.

O Ministério da Defesa russo afirmou que as defesas aéreas intercetaram, durante a noite, 610 drones em 15 regiões, entre as quais as de Leningrado, Novgorod, Tver, Briansk, Belgorod, Kursk, Oriol, Kaluga, Voronej, Rostov, Smmolensk e Tulaia, a região de Moscovo, o distrito autónomo de Khanty-Mansi, o Krasnodar Krai, a Crimeia temporariamente ocupada e águas do mar Negro. Na região de Leningrado, foi declarado alerta aéreo às 02:10 pelo governador Alexander Drozdenko, que também anunciou redução da velocidade da internet móvel.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas (Українська правда, НВ e Укрінформ) apresentam o ataque como uma incursão noturna em curso contra Moscovo, destacando o reconhecimento russo de dezenas de drones abatidos na aproximação da capital. Centram a narrativa no impacto visível dentro da Rússia: aeroportos fechados durante horas, voos desviados e passageiros retidos a bordo. Inserem o episódio num padrão de escalada dos ataques ucranianos com drones em profundidade no território russo — com incidentes em 10, 15, 16 e 17 de outubro — e apresentam o fecho repetido do espaço aéreo de Moscovo como consequência recorrente dessa campanha.

Onde as versões divergem

As duas fontes ucranianas, НВ e Укrінформ, não reconciliam a sequência de números avançada por Sobyanin: o autarca começou por indicar 69 drones abatidos na aproximação de Moscovo e, mais tarde, acrescentou 75 "destruídos", perfazendo um total reivindicado de 144. A diferença reflete-se também em formulações distintas ao longo da noite (relatos separados de "quase 30", "15 às 00:40" e "mais 14 à 01:28") sem que as fontes harmonizem as várias contagens.

Contexto

As restrições ao espaço aéreo russo desta escala sobre Moscovo são um desenvolvimento relativamente recente, associado à série de ataques com drones em profundidade na Rússia em 2025–2026. Em 15 de outubro, a Rosaviatsiya tinha restringido a operação em 22 aeroportos de várias cidades russas, incluindo Moscovo, São Petersburgo, Cazã e Samara. Segundo a Укрінформ, no dia anterior, 16 de outubro, os aeroportos de Moscovo tinham parado pelo terceiro vez numa semana devido a drones ucranianos, com mais de 200 voos cancelados.